Esta semana soube da morte de uma pessoa aos 53 anos, vítima de septicemia. E conversando com amigos próximos a ela soube que tudo começou com uma gripe, uma simples infecção há vários meses e que ela só procurou ajuda médica quando os sintomas apertaram. Diante deste ocorrido constatei uma realidade que atinge a várias pessoas: muitos ignoram os sinais que o corpo dá.

Isso me fez pensar o quanto se deve dar atenção a pequenos detalhes da saúde e que, por falta de tempo ou correria do dia a dia, são deixados de lado. Uma dor de garganta, uma febre, uma torção. Tudo merece atenção e, principalmente, cuidado.

Não sou a favor dos exageros, mas o médico é o profissional preparado para assistir, mesmo as pequenas queixas que, se não cuidadas, podem virar grandes e até complicações difíceis de tratar.

Muitos pacientes vêm em meu consultório dizendo que nunca sentiram nada, nem mesmo tiveram uma gripe ao longo da vida, mas quando investigo a fundo sempre acabo sabendo de dores crônicas, infecções que tiram a qualidade de vida daquele paciente por anos. Gosto de pensar que o organismo é como um motor de carro. Um defeito em uma peça, por mais simples que seja, se não for consertado pode virar um grande problema e até resultar no pior: fundir o motor.

Assim ocorre com o corpo humano. Se deixar aquela pequena infecção, dor ou mancha pode agravar e “fundir” o motor. O importante é não deixar chegar neste ponto. Fazer a manutenção regularmente, como fazemos com o nosso veículo, com dieta equilibrada, exercícios físicos e manter uma vida social ativa e, principalmente, procurar ajuda quando algo errado ocorrer é viver mais e melhor.