Na última quarta-feira a divulgação de um ranking sobre o melhor país do mundo para os idosos chamou a atenção. O estudo, batizado de Global AgeWatch Index, mostrou que o Brasil está em 56º lugar. A Suíça ficou em primeiro. Produzido pela Organização Não Governamental  HelpAge International, a lista diz que o nosso País está na média e, no quesito saúde, está em 43º lugar, com uma expectativa de vida de 21 anos após os 60 anos.

Apesar de o resultado não ser ruim, de acordo com os organizadores do ranking, o Brasil deixa a desejar na categoria “ambiente favorável”, na qual ocupa os últimos lugares (87º). Mas qual o melhor ambiente para o idoso?

Claro que a resposta a esta questão envolve muitas individualidades, pois nenhuma pessoa é igual à outra. Mas na maioria dos casos, os idosos se sentem seguros em suas próprias casas, sejam elas próprias ou de familiares.

Quando converso com meus pacientes, embora muitos sintam prazer em viajar, passear e sair de casa – o que é muito importante nesta e em todas as fases da vida – voltar para casa, ter o canto só seu é unanimidade.

Vários aspectos fazem um ambiente seguro e favorável ao idoso. Uma boa cama, com tamanho e altura adequados, um sofá para leitura com luminosidade e conforto, um local para as refeições, banheiro com equipamentos de segurança e, claro, uma cidade com maior acessibilidade possível são indispensáveis. Mas tudo isso não tem nenhuma importância se o idoso não se sente acolhido, importante e útil.

Não basta dar aos idosos o conforto, isso é importante também, mas é preciso dar-lhes atenção de verdade. Ambiente favorável deve ser de amor, afeto e paciência. Não é fácil vermos nossos pais, avós e tios perderem a vitalidade que tanto estávamos acostumados. No entanto, tratá-los com o devido respeito está aquém de qualquer ranking internacional. Vamos subir na lista? Viva mais e melhor.