Neste final de semana, o Instituto Ivaldo Bertazzo e o SESC apresentaram o espetáculo de dança “Próximo Passo”. O que chama a atenção neste trabalho é que os dançarinos eram pessoas comuns selecionadas, de um total de mil inscrições, com variados graus de depressão. O objetivo segundo o coreógrafo Ivaldo Bertazzo é mostrar o quanto a dança e o movimento são importantes aliados no tratamento da doença.

Entre os 40 selecionados alguns eram pessoas da melhor idade que foram desafiadas a realizar movimentos – muitos deles bem difíceis – fortificando o corpo para aquilo que foi desenhado.

O objetivo do Método Bertazzo é justamente desenvolver a psicomotricidade humana, aumentando a capacidade de concentração, organização do sistema cognitivo e intelectual, ampliando o poder de comunicação e linguagem de alunos e professores.

Tive a oportunidade de assistir a uma de suas aulas e, como médico, digo que o método desenvolvido por ele trabalha emoções e as funções cerebrais cognitivas, fisiológicas e comportamentais que, para o paciente com mais idade, é muito importante para que ele tenha a mesma capacidade de movimentação para as tarefas do dia a dia. Eu pergunto: O que adianta levantar  peso se o idoso não consegue secar o corpo com a toalha?

Digo com a certeza de que Ivaldo é um professor e, como tal, orienta, corrige, dá  bronca, motiva e elogia. Se isto não é educação, não sei o que educação é!

Para mim, este trabalho desenvolvido por Bertazzo e sua equipe é de suma importância visto que a depressão é uma doença que atinge cerca de 10% da população com mais de 60 anos, de acordo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Diante deste contingente de pessoas, ter alguém preocupado em trabalhar movimentos e dança como formas de consciência corporal, ampliar a comunicação e organizar o sistema cognitivo e intelectual é sensacional. Parabéns, Ivaldo! E, recomendo a você que conheça um pouco do trabalho deste incansável mestre. Viva mais e melhor.