Embalado pelas manifestações das ruas decidi promover aqui na minha coluna um impeachment do bem. Não se trata de nenhum movimento político. Mas de propormos um basta ao sedentarismo e à má qualidade de vida.

É sabido que a expectativa de vida do brasileiro está aumentando. Antes era esperado que as pessoas vivessem, em média, 75 anos. Hoje, não é incomum passarem dos 80 anos. Mas este aumento da expectativa traz com ele uma preocupação: como vamos chegar lá?

Atualmente um terço da nossa população ou 38% tem 40 anos ou mais e, em 20 anos, esse percentual subirá para perto de 40%. Segundo a Associação de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional (AGSSO), à medida que a população brasileira envelhece, surge a necessidade de uma abordagem de prevenção, principalmente porque o modo de vida moderno, em especial o urbano e a maior longevidade levam à maior incidência de doenças crônicas.

Algumas doenças como diabetes, hipertensão e obesidade são responsáveis por quase 70% das enfermidades na velhice. Elas limitam os doentes e, se não forem tratadas adequadamente podem levar à morte.

Mas este quadro preocupante pode ser revertido. Meia hora de caminhada por dia, mudar a alimentação acrescentando mais frutas e verduras ao cardápio, reduzir o consumo de açúcar, sal e gorduras e mantendo uma vida ativa e feliz fazem parte do arsenal para o “impeachment do bem”.

Essas pequenas mudanças de hábitos provocam uma melhora significativa na qualidade de vida, aliada obviamente à visita regular ao médico para identificar precocemente as doenças e iniciar um tratamento eficaz. Vá para as ruas contra os males que limitam a vida. Viva mais e melhor.