Neste final de semana, o país perdeu um grande pensador. Carlos Heitor Cony. Imortal, escritor e jornalista. Um exemplo de longevidade.

Quando pensamos em alguém longevo e com tanta vitalidade é impossível não pensar em Cony. Um modelo de como podemos chegar na melhor idade de bem com a vida, disposto, fazendo o que gosta.

 

Cony tinha nas palavras sua fonte da longevidade. Gostava de contar histórias e fez isso muito bem. Escreveu sobre coisas da vida, sobre política e até mesmo sobre a idade.

Em um de seus textos, de 2011, “O homem terminal” ele descreve uma pessoa que, ao se deparar com o título oficial de idoso, corria para fazer check-up e se certificar de que ainda não era alguém à beira da morte. Que ainda poderia fazer aquilo que se gosta, aquilo que ficou para a aposentadoria, pois, segundo ele, ninguém sabe o tempo que lhe resta. 10, 20 ou 30 anos, quem sabe?

Nesta crônica, Cony dava dicas de como aproveitar bem a vida, com o tempo que se tem. Para mim vai ao encontro de tudo que falamos aqui.

Vamos aproveitar este início de ano para pensar em chegar onde queremos, aproveitar o que podemos, seguindo a tríade de alimentação saudável, exercício físico regular e vida social ativa. Vamos iniciar 2018 como este sábio de 91 anos nos ensinou: “Como o peregrino cansado, mas terrivelmente lúcido, que chega ao pórtico do templo e sacode a poeira das sandálias, ele sabia que estava chegando aonde devia chegar, aonde sempre quisera chegar, mas aproveitando tudo, devorando tudo, vivendo tudo outra vez, com mais consciência de si mesmo e das coisas”. Viva mais e melhor.