Em uma entrevista para o documentário “Somos um só”, o filósofo Sérgio Cortella, define espiritualidade como “a recusa que a vida se esgote na sua materialidade”. Neste período de festas, em que as pessoas passam a se voltar mais para o transcendente, mais propensos a buscar um significado para a vida, falar sobre espiritualidade é uma boa forma de nos conectar mais uns com os outros.

Independente de qual seja a sua crença, todos queremos ser felizes e muitos – ou a maioria – acredita que a vida não esgota aqui e agora. Tem um depois.

Neste sentido, gostaria de refletir a importância da esperança que esta certeza traz às pessoas. Recebo muitos idosos em meu consultório que, apesar das limitações físicas, demonstram tamanha jovialidade pelo simples fato de acreditarem em algo a mais. Na transcendência.

tree-838667_1280

Esta crença os fortalece e os dá energia para viverem mais e melhor.

Um estudo do Laboratório de Psicologia Social da Comunicação e Cognição da Universidade Federal de Santa Catarina verificou que a espiritualidade é significada pelos idosos, com 80 anos ou mais, como uma dimensão importante da existência humana para ambos os sexos. Para eles, ela aparece vinculada ao enfrentamento de situações do cotidiano e como fonte de preparação para a morte. A maior parte dos idosos entrevistados não vê a morte como um limite para a existência.

Minha proposta aqui não é falar sobre a vida após a morte, mas falar da esperança que neste período do ano enche o coração das famílias e as faz refletir, como no documentário, que somos um só. Que você encontre o seu Natal, a sua luz, o seu Hanucá ou seu propósito de vida, mas que a viva feliz, mais e melhor com seus familiares e amigos.  Boas festas!