Estou velho para isso”.  “Ah, se eu fosse alguns anos mais novo”. “Se eu ainda tivesse 40 anos me arriscaria, com certeza”.

Frases como essas não cabem mais no admirável mundo novo em que vivemos. Neste novo universo velho, pessoas com 60 anos ou mais estão tão ou mais produtivas que os jovens. Um bom exemplo são as pessoas que aprendem coisas novas completamente fora das suas áreas de atuação.

Li recentemente aqui mesmo no Estadão uma matéria sobre um grupo de idosos que estão aprendendo programação de videogames. O que mais me chamou a atenção foi a disponibilidade destas pessoas em aprender algo novo, mas completamente novo. Imaginem aprender a programar um jogo digital? Incrível.

Fico imaginando o quanto para estas pessoas este universo é tão distante. Pessoas que viram a transformação (em um curto espaço de tempo) do analógico para o digital. Viram o avanço do rádio para a inimaginável televisão. Computador, telefone celular e smartphone. Quanta mudança.

Agora as pessoas não veem mais novela e, sim, séries. Telefone fixo é peça de museu e uma raridade. Hoje a conversa é somente por aplicativos de mensagens, com direito a vídeos engraçados, GIFs – meus Deus, o que é isso mesmo? – áudios e figuras divertidas, os chamados emojis.

O que mais gosto de pensar neste novo velho universo são as inúmeras possibilidades que a tecnologia, a modernização e o avanço trouxeram para todas as gerações, inclusive para aqueles com mais de 60 anos.

Aqui, continuo de olho no que é bom para viver mais e melhor. Aprender algo novo certamente é uma delas. Bom para a saúde mental, emocional e física. Aprenda algo novo sempre. Viva mais e melhor.