Muitos pacientes me perguntam a receita para uma boa memória e uma vida mais ativa. Além do que eu chamo de tríade da Longevidade – exercício físico, alimentação saudável e vida social ativa –, que em praticamente todos os textos eu repito, gostaria de acrescentar mais uma: não parar de fazer o que gosta. Nunca.

Calma, isso não tem nada a ver com aposentadoria. E, sim, daquilo que realmente te move e te emociona. Lembro-me da história de uma senhora de 96 anos que mora em Niterói. Durante anos, ela foi professora de artes de alunos com necessidades especiais. Além do seu trabalho lhe dar muito prazer, ela ainda associava a sua carreira ao amor em ajudar o próximo.

Aposentada, ela continuou a dar aulas de artes a alunos de forma voluntária e nunca parou de bordar. Até hoje ela borda lindas toalhas e panos de pratos que são verdadeiras obras de arte. Um encanto. Como consequência é uma pessoa extremamente ativa, independente e com ótima memória. shutterstock_431933083

Se eu lhe perguntasse agora o que ela mais gostava de fazer, tenho certeza que ela me responderia: o que eu continuo fazendo. Ou seja, arte.

Independente da sua profissão nunca abandone o que gosta de fazer e inspire-se nesta história quando alguém lhe disser que você não tem mais idade. Viva mais e melhor.