Atitude

Fluidance: nova modalidade chega com a promessa de equilibrar o corpo e a mente

Por Ana Paula Scinocca

15/02/2017, 21h00

   

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Já ouviu falar da Fluidance? Essa nova modalidade chegou com a pretensão de ficar. Inspirada em técnicas como dançaterapia, pilates e Tai Chi Chuan, tem como objetivo tranquilizar a mente, tão inquieta nos dias de hoje. “Utilizamos movimentos suaves, que trabalham as articulações e promovem uma fluidez da energia, focando no relaxamento e no autoconhecimento, daí o nome Fluidance”, explica Flávia Lucato, responsável pelas aulas no Estúdio Anacã, em São Paulo.

 

 

A seguir, a bailarina conta um pouco mais sobre a nova modalidade:

 

Como é a fluidance e em que essa modalidade se baseia?

Flávia Lucato: Fluidance é uma aula que busca uma qualidade de movimento contínua, partindo da soltura das articulações e dos princípios de expansão e recolhimento. A aula acontece inteira em pé, em atenção ao eixo vertical e na relação com a gravidade. A movimentação é sempre suave, sem excesso de força e sem extrapolar limites naturais de amplitude, buscando a lubrificação das articulações e o bem estar. O início da aula é um breve relaxamento em pé, acordando o olhar interno para essa conexão. É importante considerar que quando dançamos, não é apenas o aspecto estético. Estamos dançando com nossos ossos, nossos tendões, órgãos, vísceras, emoções. Então, primeiro fazemos contato com nosso corpo de forma mais integral, tranquilizamos nossa mente, e a partir desse aquietamento a qualidade de movimento também pode refletir essa suavidade. A aula segue junto com a professora, num fluxo bastante contínuo. E, apenas no final da aula, organizamos esse material de uma maneira mais coreográfica, com determinada música, trazendo o trabalho para esses elementos mais familiares do universo da dança. A ideia é que as pessoas saiam leves, sentindo o corpo vivo e tendo a certeza de que estão descobrindo coisas ao próprio respeito, e não só reproduzindo movimentos

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Quais os benefícios?

Flávia: Tranquiliza a mente, lubrifica as articulações, cria uma via de autoconhecimento, integrando corpo e mente, trabalha musicalidade e desperta para uma questão importante de saúde: Não só de fortalecimento e queima calórica se faz um corpo saudável, mas também de soltura articular e da capacidade de aquietar a mente. Aqui no Ocidente temos a tendência de associar um corpo saudável a um corpo cada vez mais duro, rígido, forte. Mas um corpo apenas rígido é um corpo com bloqueios. É fundamental trabalhar a soltura e mobilidade desse corpo, e considerar que no equilíbrio mora uma chave fundamental para nossa saúde. A natureza nos diz isso em absolutamente tudo que nos oferece.

 

Há contraindicação?

Flávia: Não há contraindicações e deixamos os alunos livres para respeitar e compreender os próprios limites. Inclusive, essa é uma parte importante do trabalho: O aluno poder estar conectado com ele mesmo e poder reconhecer aquilo que seu corpo quer e pode naquele momento.

 

A partir de que idade pode ser praticada?

Flávia: Como é um trabalho que exige certa concentração e conhecimento do corpo, a partir de 12 anos acredito que já seja possível trabalhar.

 

Qual o gasto médio calórico?

Flávia: A perda de caloria não é um foco da aula. Diferente da ideia de “gastar energia”, ou “gastar calorias”, usamos o conceito de energia como esse fluxo que nos mantém vivos e que precisa ser cuidado e preservado.

 

Até a próxima semana!

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