Personal trainer, personal diet, personal cook. Essas são expressões que já fazem parte do dia da dia da maioria das mulheres antenadas em malhação e alimentação saudável. Mas vocês já ouviram falar em personal cook para crianças? Mais especificamente para bebês? Pois ele existe.

A preocupação da alimentação dos pequenos tem feito as mamães, sobretudo de primeira viagem, a buscar orientação profissional que vai além do consultório do pediatra. Que o diga a nutricionista Amanda Branquinho, de Brasília. Com agenda lotada, ela é uma das profissionais mais requisitadas para esse tipo de assessoria.

“Antes a papinha inicial dos bebês trazia a ideia de sopinha. Hoje, os grupos alimentares são apresentados separadamente, não em forma de sopa. Do ponto de vista nutricional, não há diferença. Mas faz toda a diferença quando o assunto é hábito alimentar”, explica Amanda. “Quando o alimento é dado separado a criança cria familiaridade com ele”, prossegue.

Nos cursos ministrados por ela, as aulas são teóricas e práticas. O foco, comenta, é apresentar os dez passos para uma alimentação saudável para crianças menores de dois anos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria e o Ministério da Saúde, o aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês de vida do bebê.

“Do sexto ao sétimo mês o ideal é o ingresso de duas papas de frutas e uma papa principal”, diz a nutricionista. “Mas não há consenso entre os profissionais se primeiro deve ser introduzida a alimentação sólida doce ou salgada.”

 

CORRENDO ATRÁS DO PREJUÍZO

 

E quando a criança já tem mais de dois anos e não come mais nada? Amanda afirma que é possível recuperar o tempo perdido. “São várias as fases de uma criança. Se ela se acostumou a comer tudo batido, pode dar um certo trabalho depois”, reconhece a personal.

Mas de maneira lúdica e trazendo informação sobre os alimentos a criança vai adquirindo familiaridade com eles e comendo melhor. “Esconder o brócolis no prato, forçar ou chantagear a criança na hora da refeição pode até surtir um efeito, mas ele é momentâneo. O ideal é dar exemplo. Mostrar que os pais comem determinado alimento. Os filhos tendem a segui-los.”