O EDC Brasil, mega festival de música eletrônica que desembarcou neste fim de semana pela primeira vez em São Paulo, trouxe boas surpresas. A produção estava quase impecável – pecou apenas no início da noite de sábado, quando o som de todos os palcos parou por cerca de 15 minutos devido a problemas técnicos causados pela chuva que não dava trégua no Autódromo de Interlagos, segundo a organização. A escolha de novas apostas da música eletrônica e marcas bem conhecidas do público funcionou. Steve Aoki, R3hab, Martin Garrix e Baggi foram algumas das boas atrações que mais levantaram o público. Mas aqui, fazemos uma menção à parte: Above & Beyond.

A apresentação do trio inglês é um espetáculo irretocável, que vai muito além da música. Assisti ao show deles este ano no Audio Club, em São Paulo, e decidi encarar o festival para vê-los novamente. E a mágica se repetiu. Apesar da apresentação ter sido bastante curta (apenas 1h30), a malha trance progressiva característica do trio, combinada a imagens em altíssima definição e mensagens projetadas ao longo da noite, caem como uma luva. Tudo parece se encaixar. E é aí que eles se diferem dos outros bons DJs da noite: é um show lúdico completo.

Os ingleses conhecem bem seu público e não economizam nos efeitos – nem nos sucessos. As novas We Are All We Need e Sticky Fingers conquistam os fãs de cara. Ainda houve espaço para clássicos como Can’t Sleep, de 2006, e para a chamada Blue Sky Action (Push the Button), em que alguns sortudos participam de uma interação com a banda. Mesmo quem não conhecia o trio (muitos estavam lá no sábado para curtir o guru do dubstep norte-americano Skrillex, que usou camiseta do Corinthians e até arriscou soltar um sample de Eu Quero Tchu, Eu Quero Tcha, da dupla sertaneja João Lucas e Marcelo), mostrou-se interessado na “novidade” – já nada nova. Above & Beyond, afinal, vale o show. Que se repita.

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