Se já tínhamos que lidar com algo mensalmente muito chato, a TPM, agora temos de nos preparar. Assim que acabar a Copa, teremos de enfrentar algo muito mais temido: a DPC- Depressão Pós-Copa. O termo surgiu há alguns dias, conversando com um amigo, já antevendo a angústia que vem pela frente. Enquanto a TPM já é conhecida de muitas e muitos por aí  – o que possibilita mapear estratégias de prevenção e tratamento -, a DPCé algo um pouco, digamos, menos frequente. Detalhe importante: como essa Copa está acontecendo em casa, a abstinência deve ser mais intensa do que em outros anos.

Independentemente do resultado do Mundial, depois da final, no domingo – espécie de quarta-feira de cinzas do futebol -, só restará o lixo a ser recolhido na Vila Madalena, o rastro dos argentinos em Copacabana, o estoque de amendoim no armário da cozinha. Sem barracos, sem pitis. Estaremos preparados para essa grande ressaca? Ainda com cheiro de salgadinho e uma certa nostalgia daquilo que fez com que mulheres de todo brasil sucumbissem a algo inédito: pedissem aos seus maridos para sintonizar nos canais de esportes. Sim, #estátendocopa e todo mundo entrou no clima.

Sabemos que na próxima segunda seremos de novo burocratas. A rotina volta ao normal, o regime, o busão, a trilha sonora. Nada de “amor amarrado na chuteira”, crianças correndo na sala com a brazuca,  pipoca no meio da tarde de terça-feira ou namorado meio “altinho” cochilando no seu colo às 20 horas – depois da vitória do Brasil. É vida que segue – vida sem graça, diga-se de passagem. Tudo fica mais tímido, menos passional. O metrô dará espaço a seus tradicionais passageiros, sem perucas coloridas, sem hinos, sem maquiagem. Será a hora de guardar o engradado de cerveja, voltar ao pretinho básico e clássico de cada dia (deixando o verde e amarelo para o verão) e encarar a velha e boa realidade: a conta no vermelho, a antipatia do vizinho de cima, o trânsito sem carros enfeitados.

Como sobreviver sem ver os rostos de nossos jogadores perfilados, sem o Hino Nacional a capela? Essa DPC promete ser daquelas. E para eles, então? Meninas, é bom já preparar o cafuné. Se a Depressão Pós-Copa vai nos pegar de jeito, para os homens tende a ser mais duro ainda. No entanto, toda dor tem seu remédio. E, como nosso camisa 10 sabiamente tatuou no pescoço: “Tudo passa”. Até a DPC.

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