Que fique bem claro, seu Januário: não sou cri-crítico musical nem literário. Sou artista que sente pressente pelo insight o valor do objeto emocional criado. Sou fã abduzido seduzido cooptado. Apaixonado pelo belo poético tocado e cantarolado. E ainda estou transtornado (e transformado) relendo o livro ‘Arame Farpado’, de Lisa Alves. Que livraço! E ainda estou blue-maravilhado relembrando o show da Blubell, sábado retrasado, no Auditório Ibirapuera. Que sonzêra! E estou na expectativa viva por mais uma edição do Sarau da Maria. E pela alegria de rever o pessoal do Sarau da Casa Amarela. Um é sábado, outro domingo, dobradinha de música e poesia. Pois é, amigos… Tá tudo ligado e lindo no agendão pra esse findi. Infinde-se nessas dicas e deleite-se delight-se delivery-se delivre-se. Delire-se!

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(O novo lay-out do site apresenta defeito no uso do texto em negrito. Mas se você clicar nas palavras em azul e itálico um link deve se abrir.)

 

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LISA ALVES E  O ‘ARAME FARPADO’

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Há tempos cultivo o hábito de dobrar as pontas das páginas quando leio algo que me toca profundamente, além da conta, por cutucar o acomodado bem-estar do pensamento ou por arrepiar de surpresas o domesticado sentimento. Ao término da leitura, o livro de Lisa Alves mais parecia um origami, repleto de dobraduras. É tão lindo o modo como ela zela por humanidades, as resguarda do extermínio, da morte certa célere suicida galopante. Preserva o encanto quase esquecido do animal bonito que somos/fomos. Aponta quanto e como nos tornamos soldados uniformizados banalizados comportados conformados violentados iguais. O fato é que optamos por trabalhar vender comprar corromper roubar trair e acumular. Os poemas de Lisa conjugam outros verbos: dar contemplar criar conviver sentir consentir compreender amar. Se eles estão fora de moda, Lisa é maravilhosamente anacrônica. Tenho brincado com os amigos: espero que a humanidade inteira a leia, leve as mãos à cabeça, se arrependa a tempo e se curve ante a beleza de seus redentores poemas. Leiam Lisa Alves, senhores, antes que seja tarde. Três vezes ao dia, sem contra-indicação. Poemas podem não ser a salvação, mas se não libertam, ao menos iluminam os sofredores. E os arames farpados que os (nos) cercam cortam castram crivam.

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A poeta LISA ALVES é mineira de Araxá e vive em Brasília. Curadora da revista Mallarmargens, no DF colabora com o fanzine feminista De Salto Alto. Tem textos publicados em diversas revistas e páginas literárias como a Revista Incomunidade (Portugal), Zunai, Flaubert, Parênteses, Germina Literatura, Cronópios e Diversos Afins. Recentemente lançou seu primeiro livro de poemas intitulado ‘Arame Farpado’ (Nyx poética/ Coletivo Púcaro). Aqui seu SITE e BLOG Abaixo, um dos poemas de Arame Farpado (e alguns vídeos feitos sobre seus poemas).

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O DESCOBRIMENTO

 

Eles caminhavam em busca de uma terra

com rios, lagos e água abundante.

Eles defendiam-se do sol com tecidos

especialmente feitos para proteger a pele da invasão intensiva dos raios.

Eles construíam casas em qualquer local

propício para uma nova cerca.

Eles não cansavam, eram dromedários

capazes de seguir em frente até darem de cara com o final.

Eles não choravam, eram hienas, seus

lamentos pareciam risadas  com o poder

de afastarem os inimigos de perto.

Eles não se machucavam, eram elefantes

capazes de segurarem um dos seus em

qualquer momento de dificuldade.

Eles não fugiam dos obstáculos, eram macacos,

pulavam e suportavam qualquer tipo de superfície.

Eles mergulhavam no mundo mais profundo,

eram peixes e desbravavam qualquer oceano

em busca de alimento e abrigo.

 

Eles nos descobriram e até hoje não encontramos

o antídoto certo para esse resfriado.

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Aqui, reproduzo alguns trechos do texto que a grande escritora Marcia Barbieri escreveu para a orelha do livro:

 

… um livro de poemas… (cujas partes) … formam uma espécie de tratado sobre a nudez e o cárcere do homem de todos os tempos… … A poeta, como se estivesse em um museu a céu aberto, nos conduz a uma exposição bizarra da inutilidade da condição humana, da belicosidade da vida…

“Acordamos cedo,
analisamos os classificados:
ninguém precisa de nós –
nenhum anúncio, nenhuma vaga.”

Seus poemas… … expõem uma vida cíclica, cansativa, repetitiva, beirando o absurdo de Camus:

“Reiniciei ciclos
e a repetição é uma experiência absoluta
nessa orbe de segunda a segunda.”

… Um escritor só escreve se vive em um estado permanente de estranhamento, só é possível escrever no limite desse estrangeirismo, desse exílio. Quando conhecemos a obra de Lisa mergulhamos e partilhamos desse sentimento singular de ostracismo… … A autora nos ensina que a poesia clama pela verdade sem limites, ela necessita apenas de essência e autenticidade e são exatamente essas coisas que encontramos em Arame Farpado.

“Experimentei todas as drogas
e nenhuma me fez viajar
mais do que as letras.”

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Em 3 de agosto, postei sobre livros e leituras (leia/releia aqui: Sobre livros leituras e literatura pelos saraus). Num dos textos, me referia à pilha de livros que frequentemente se acumula ao lado da minha cama, após minhas visitas aos vários saraus da cidade. Livro é bicho vivo: tem livro ganho trocado escondido comprado achado aparecido roubado. Nesse momento releio (novamente, maravilhado) o ‘Arame Farpado’, de Lisa Alves. Todo ferido esfolado enroscado, mas viajando feliz pelos mistérios desse livro repleto de ideias e grandes versos. De sentimentos muito pensados de pensamentos muito sentidos. Me toca como um instrumento soando pra dentro, íntimo e invertido. Sou tocado profunda surda absurdamente. Ouço o som de um melódico despertador conscientizador. A dor o amor a dor a dor a dor de um ritmado tambor alentador. Em transe em ânsia com uma lucidez advinda de uma poderosa droga não ingerida. Se a literatura é uma espécie de vida quase traduzida, jamais decifrada, a poesia de Lisa é uma iluminação de enigmas. Seus poemas são adultas reflexões político-filosóficas sobre o peso de cada ato (isolado/coletivo), a culpa do passado, o futuro complexo e desesperançado e a futilidade do prosaico cotidiano dos homens. Não se tratam de poemas ao redor do umbigo. Ou o umbigo/mundo de Lisa é feito um nó de todos nós, nossos umbigos conservadores e egoístas, cheios de medo e preconceito. Ela não se esconde nem alisa nossa ferida. Luta cutuca machuca e avisa. Sou fã de sua necessária postura dura. Das asperezas de Lisa. De sua lisura.

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Há na poesia de Lisa um comprometimento ideológico, ou, no mínimo, um parecer crítico, um envolvimento físico vivo indignado reflexivo que encontro muito pouco na melhor produção poética atual. Os poetas de que mais gosto ou são descrentes e céticos (no melhor dos casos, irônicos), ou se mantêm formais, distantes, indiferentes aos engajamentos e aos assuntos políticos e econômicos que, no fim das contas, decidem nossas vidas. Quando me perguntam por que ainda não publiquei meu livro, penso nisso. No quanto os meus supostamente belos esguios e musculosos textos se exibem em firulas e acrobacias, impressionam saltam rodopiam, e mergulham confortavelmente em meu próprio umbigo, enquanto rappers e poetas de slams são ativos participativos e soltam seu verbo direto reto e quente sobre o coro dos contentes. Logo eu que desde sempre vislumbro revoluções a serem feitas no lar, no bar na música no fut, e digo que é preciso acreditar nelas e incitá-las, senão a mesmice viceja e os poderosos de plantão rirão de nós e escreverão a sua (deles!) ‘versão verdadeira’ da história. E sapatearão sobre nosso cadáver com seus finos sapatos tingidos do vermelho-sangue dos poetas que nos antecederam e nada disseram. Não se trata de fazer poesia panfletária, longe disso. E isso Lisa não faz, mesmo. Mas, sua escritura é um casamento tesudo (com sexo e discussão) entre a forma e o conteúdo. Há vida real alí. Gente que morre sofre sangra. Há dor e esperança. Ou, às vezes, uma desesperança inconformada, uma indignação tamanha que é capaz de engravidar sonhos coletivos. No último capítulo do livro, há algumas alusões a versos do magnífico Drummond. Então, termino da mesma maneira, nessa mineira toada: poetas do mundo caduco, vamos juntos, de mãos dadas. Uni-vos, poetada.

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FILHOS DE MADALENA

Alastra-se um cobertor virótico neste solo.
Quem dorme não terá mais chance de dizer: Bom dia!
Fazemos nossa parte: vendemos nossas vidas.
Hoje nossas genitálias rendem o prato do dia.

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NADA DE NOVO

Nada é novel,
tudo é reprodução:
o seu glamour,
o seu tablado,
a new poetry,
seu engajamento
e sua falta de chão.

Nada é preciso,
tudo é mutação:
sua pátria,
seu partido,
a pele,
o marido
e seu status quo.

Nada de novo no front.

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WOOLFS & STORNIS AQUI DENTRO

Eu sou desordem.
Exterminadora de Eus passados.
Alma em cálice de vida.
Corpo entregue à ruína.

Eu sou canção do exílio – inteligência colonizada.
Segredo para mais de 500 anos.
Império de sem terras, de sem tetos e de sem vergonhas.

Meu sexo é algema, mácula e saia longa.
Meus olhos esperam o não sei o quê.
Curso pontes e pinguelas
desafiando Leis e o Reich da Gravidade.

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RENASCENÇA

Quando as fronteiras da Terra forem abertas
e exterminarem essa falsa cultura made in,
confraternizaremos como uma irmandade terráquea.

A América que conheço não tem nenhum tio chamado Sam.
A América que cresci foi desertificada
por um sonho que não é meu,
que não é seu e nunca foi nosso.

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(O título do post é uma citação do livro do grande poeta Thiago de Mello)

 

 

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AINDA SOBRE O CD ‘CONFISSÕES DE CAMARIM’ DE BLUBELL

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Passados dez dias do show, ainda estou ouvindo sem parar o cd ‘Confissões de Camarim’, da Blubell (especialmente a música ‘Cosmos’) e gostaria de dizer mais algumas coisas sobre o jeito dela compor. As músicas soam familiares, parecem saídas de um passado que vivenciamos. Trazem um arrepio nostálgico, uma saudade que não sabemos de quê, uma quase sensação de felicidade. Nos remetem a um oásis em meio ao concreto, um recanto recém-descoberto onde a alegrias e afetos estão preservados. Lembranças de épocas que nem sequer conhecemos, mas nos sentimos parte. Somos levados até lá pelas mãos magas da arte, pela voz de Blubell. Ela retrabalha o encanto das grandes canções americanas, os mais melodiosos e melados boleros, os rocks mais incrustados em nossa musculatura de adolescentes, as baladas que aindam guardam os suspiros mais puros, os charlestons mais divertidos e impõe sua visão pós-moderna, sua cicatriz exposta, a óbvia dor de quem carrega o fardo da consciência contemporânea. Nada de cover nem de tradição. Os arranjos quebram tudo, desandam a levada, descompassam o ritmo da vida e alertam os incautos: não há felicidade gratuita. Junte a isso a ironia das letras e a empostação madura da intérprete todo-poderosa e aí se pode concluir: ela diverte sem tapeação. Não nos engana porque canta como quem proclama: se a vida é cruel, a arte é uma indispensável ilusão. Brinque, dance, se deleite como for. Aproveite enquanto der. Tudo vai passar.

Domingo – 9 de outubro – 11h30 … Blubell na Paulista • grátis … Nesse domingo, Blubell ocupa a Paulista fechada e faz um pocket-show. De quebra, chama o coletivo A PORTA MALDITA para gravar o videoclipe de sua música “Blue”, trilha de “A Lei do Amor”, a nova novela das nove, da Globo. Na av. Paulista, esquina com al. Ministro Rocha Azevedo (em frente ao parque Mario Covas).

 

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SARAU DA MARIA

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Neste sábado, dia 8 de outubro, participo de mais uma edição do Sarau da Maria. Os convidados dessa edição são: os músicos Max Gonzaga (Clube Caiubi) e Daniella Alcarpe & Ruan Trajano e os poetas Rogerio Duran (Vila Maria) e Paulo D’Auria (do coletivo Poetas do Tietê). Haverá o lançamento do livro ‘Ciranda Poética’, do coletivo Encontro de Utopias, com a presença da poeta e produtora cultural Regina Tieko. E mais a surpresa (poética? teatral? musical?) do Momento Maria, com a querida amiga e poeta Silvia Maria Ribeiro. Sem falar do microfone aberto para quem chegar. Estão todos convidados. Quem for, vai ouvir essas duas lindas canções:

 

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SARAU DA CASA AMARELA

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É neste domingo, dia 9 de outubro, a partir das 15h, que acontece um dos melhores saraus da cidade, O Sarau da Casa Amarela, organizado pelo poeta Akira Yamasaki e tendo como fiéis escudeiros o Escobar Franelas, o Luka Magalhães e a turma toda que cria aquele ambiente mágico e poético: Sueli, Rosinha, Célia, Lígia, Éder e tantos mais. Nesta edição, os convidados especiais são Tarcísio Hayashi (poeta, compositor e gestor do Espaço Cultural Aldeia Satélite), Marcelo Ariel (lançando seu livro “Com o Daimon no Contrafluxo”) e Claudemir Santos (lançando “Fantasmas e Lendários”). Além da exposição “Diálogos Saraus”, de Joel Filho e Amaury Rodrigues, ainda tem o palco aberto para o artista que chegar. A Casa Amarela – Espaço Cultural fica na rua Julião Pereira Machado, 07, em São Miguel Paulista. A entrada é franca.

 

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AGENDÃO

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Devido a dificuldades variadas e incontornáveis, voltei a postar apenas uma vez por semana, todas as quintas-feiras pela manhã. Juntei meus pitacos poético-culturais (das quartas) com o agendão (das sextas). O post fica longo, mas não há outro jeito. Quando eu puder, retorno ao formato anterior, mais adequado. Dito isto, já temos aqui a ‘superagenda dos saraus’ para o seu findi, com fotos, cartazes, links e vídeos. Se aparecerem novidades na programação, eu insiro (na sexta) e aviso pelo facebook. Além das sugestões abaixo, acompanhe também as muitas opções contidas no link da Agenda da Periferia. Informe-se, atue e divirta-se!

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Quinta-feira – 6 de outubro – 19h … Sarau de quinta … Entre as muitas atrações que abrem as comemorações do ‘mês do nordestino’, lançamento do livro-falante “LAMPIÃO NA MIRA DOS INIMIGOS” e participação do Sarau Bodega do Brasil (com Cacá Lopes, Costa Senna e vários artistas), apresentando embolada, aboio, reggae, forró, humor, poesia, dança e performance. Presença do Colcheia de Retalhos, com Luiz Carlos Bahia e Luian Borges. Entrada franca, no Centro de Tradições Nordestinas (CTN), à Rua Jacofer, 615, no bairro do Limão.

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kv

Quinta-feira – 6 de outubro – 20h … K.V. & Convidados no Adamastor … Entre rimas e versos, palavras de conforto e gritos de guerra. O rap nacional na luta pela liberdade de expressão. K.V. se apresenta com a banda formada por Gabriel Silva (guitarras), Meyson Vieira (Guitarra, violão e voz), Wace Bass (contrabaixo) e Thiago Campos (bateria). Com a participação de Caikan Dread, Emerson Rosa, Henrique Nascimento e Lidia Martiniano (Despejadas). No Centro Educacional Adamastor, à av. Monteiro Lobato, 734, Macedo, em Guarulhos.

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sander

Quinta-feira – 6 de outubro – 21h … Show Sander Mecca – Teatro da Rotina … O excelente cantor apresenta músicas inéditas de Zeca Baleiro, Vlado Lima, Léo Nogueira e outros compositores alternativos da cena paulistana. Acompanhado de Douglas Froemming, na direção musical, violão e guitarra e Tércio Guimarães, no piano e metais. O show começa às 21h30 e não é permitida a entrada após seu início. Garanta ingresso antecipado a R$20. No Teatro da Rotina, à rua Augusta, 912.

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Sexta-feira – 7 de outubro – 16h … Sarau das Pretas – Caravana Juventude Viva … Com muita percussão e carregado de ancestralidade, o Sarau das Pretas (coletivo formado por artistas negras de SP) percorre de setembro a novembro diferentes periferias da cidade na Caravana Juventude Viva, organizada pela Coordenadoria de Políticas para a Juventude, ligada à Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania. Na Associação Cultural e Comunitária Sorriso do Futuro, à rua Juritis, 71, em Parelheiros.

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Sexta-feira – 7 de outubro – 19h … Banda DaviDariloco #ReggaeDasMina na Fabrica de Cultura Jaçanã … A Banda Davi Dariloco é formada só por mulheres. Suas influências vêm tanto da música, quanto do circo e das artes plásticas. Composta por Maytê Rodrigues (vocal principal e guitarra), Bianca (baixo), Pitee Batelares (bateria e percussão) e Flavia Pantaleão (backing vocal), a banda tem sua origem no bairro do Jaçanã. Conheça essas minas:

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karaoke

Sexta-feira – 7 de outubro – 19h … Karaokê na Carauari … A casa, que normalmente promove saraus e shows, atende a pedidos do público e realiza mais um karaokê, em meio aos seus tradicionais caldos, quitutes e porções. Entrada franca. Na praça Carauari, 8, na Vila Maria.

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Sexta-feira – 7 de outubro – 20h …  Anacã Cia de Dança – na Praia GrandeConceituada cia dirigida pelo coreógrafo Edy Wilson De Rossi, continua sua sequência de apresentações pelo interior e litoral, apresentando o espetáculo EleEla. Com Carolina de Sá, Rafael Luz e elenco. No Teatro Municipal Serafim Gonzalez, à av. Pres. Costa e Silva, 1600, no Boqueirão  da Praia Grande. 

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Sexta-feira – 7 de outubro – 19h … Slam da Ponta – Edição Outubro – NOVO Endereço … A batalha de poesias autorais acontece na primeira sexta de cada mês. Para participar, basta ter três textos autorais e se inscrever na hora. Além do título de Ponta de Lança e a vaga na final, o vencedor leva para casa livros e cds. Com Quarto Plano, Rodrigo Cesar Sousa, Warlen Perevezon, Marcela Sanctus e Julio Castro. No Instituto Reação Arte e Cultura, à rua Giácomo Quirino, 76.

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Sexta-feira – 7 de outubro – 20h30 … Susana Travassos na Unibes em São Paulo … Cantora de fado e de música brasileira, Susana Travassos é uma das grandes vozes portuguesas da atualidade. No show é acompanhada por Michi Ruzitschka (violão de 7 cordas) e Ricardo Araújo (guitarra portuguesa), além da participação especial de Carlinhos Antunes. Na Unibes Cultural, à rua Oscar Freire, 2500.

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Sexta-feira – 7 de outubro – 21h … House Of Rock no Bar do Lê … Um mês depois do eletrizante show de estreia, a banda retorna acrescentando músicas novas ao seu repertório de clássicos do rock’n roll. Entrada franca. No LêRock Bar, à rua Chico Pontes, 1791, na Vila Maria.

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maxeadolar

Sexta-feira – 7 de outubro – 21h … Café das Nove … Os compositores Max Gonzaga e Adolar Marin, unem seus violões e vozes para celebrar a amizade e a música. No repertório, além de canções dos cds Marginal e Fotografias, de Max, e Atemporal e Epílogo, de Adolar, mostrarão também canções inéditas, tendo como convidadas Patricia Nabeiro e Michelle Ferreira. No Gambalaia, à rua das Monções, 1018, Santo André. Entrada R$20. No sábado, Max estará também no Sarau da Maria (ver matéria no alto).

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folk

Sexta-feira – 7 de outubro – 21h … Folk na Kombi no Auditório Ibirapuera (Gravação 2º DVD – Ao Vivo) … Banda formada por Bezão, Felipe Camara e Jonavo faz show para gravação de dvd, totalmente captado ao vivo. Participação do mestre do folk brasileiro Zé Geraldo e também da trupe do O Teatro Mágico. No Auditório Ibirapuera, à av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Portão 2 – no Parque do Ibirapuera. Ingressos à venda.

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Sexta-feira – 7 de outubro – 21h … Noite Inflamável … Shows com as bandas Carbonica, Espigão, Jhonny De Las e Concha. Exposição de Fernando Kao. No Deco Rockbar, à rua Roberto Tadeu Fornazari, 18 (antiga rua do cano), em Guarulhos. Entrada R$10.

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cabeças

Sexta-feira – 7 de outubro – 22h … Cabeças Enfumaçadas no Janis Rock Bar … Banda formada pela ótima cantora Daniela Neris, pelo guitarrista Luis Dias e pelo violonista Ivan Cabeça, se apresenta pela segunda vez no Janis Rock Bar, perto da represa Guarapiranga. Na av. Atlantica, 4130.

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yannick

Sexta-feira – 7 de outubro – 22h30 … Congo Ancestral: show + festa com Yannick Delass … De origem congolesa e nacionalidade são-tomense, o cantor se apresenta acompanhado por Le Andrade, na guitarra, e Edoh Amassize, na percussão, em um espetáculo de duas horas, com muito groove, ritmo e swing. O poeta angolano Ermi Panzu fará uma participação especial. Quem for ao show estará contribuindo para viabilizar um projeto de composições autorais, que trata de temas como migração, racismo, imperialismo e luta pela igualdade social, com muito ritmo. Os outros cds do músico (Stop e Outros Rios), estarão à venda no local. No Al Janiah, à rua Álvaro de Carvalho, 190, centro. Entrada R$12.

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hora

Sábado – 8 de outubro – 10h … 50ª edição do sarau Poesia é da hora … O coletivo Poesia é da hora recebe três poetas que estão lançando fanzines: Janaína Moitinho, Jennifer Ernesto e Jefferson Santana. Com microfone aberto para quem quiser mandar sua letra, recado ou protesto. Na Casa Restaura-me, à rua Monsenhor Andrade, 746, no Brás, pertinho da feirinha da madrugada.

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spmusic

Sábado – 8 de outubro – das 12h às 20h … Sp Music Rua 5º – (Re-edição) … O Projeto oferece visibilidade a novos talentos. Bandas e músicos de todo o estado têm a oportunidade de apresentar suas composições. Festa com feira gastronômica e performance de live painting com o conceituado grafiteiro Binho Ribeiro, que convidou dois artistas (Niu Niu e @Mesí Mesí mesi) para criarem obras durante o evento. Entrada franca, no Boulevard São João, esquina com Anhangabaú. Com apresentação de Alexandre Ramos, Cauê De Lucca e Silvio Rodrigues, a programação de shows é a seguinte:
12h – Os Infames
13h – Elemento Principal
14h – Trezedog
15h – Asteroides Trio
16h – Periferia S.A.
17h – ASTAFIX
18h – EGO K?I?L?L? TALENT
19h – Maldita (Oficial)

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Sábado – 8 de outubro – das 12h às 20h … VI Sarau Simpósio de Artes Integradas – AMPARO LITERÁRIO … Com a presença de Germano Gonçalves, Izaque Fernando, Mano Cákis, Fuzzil Magoma, Grupo KMT, Walter Limonada, Rodolfo Rodrigues de Almeida, Gilberto Yoshinaga e a dupla de rap de Suzano, Ruas Mc e Palomares. Sorteio da coletânea “Pelas Periferias do Brasil – V 6”, com textos de 30 autores (organizada por Alessandro Buzo). Na Fábrica de Cultura Cidade Tiradentes.

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ocupaz

Sábado – 8 de outubro – 13h30 … Sarau Ocupaz convida Deusa Poetisa … 8ª edição do sarau que traz Deusa Poetisa para o bate-papo com a comunidade do Jardim Paraná. Deusa é revelação do circuito de Slams (competição de poesia falada) da cidade. Além de poetisa (engajada nas causas sociais), é artesã, oficineira e atriz. O Projeto Ocupaz é uma parceria da biblioteca do Ceu Paz e do coletivo Poetas do Tietê, que desenvolve saraus no local e oficinas de literatura periférica para os alunos do ceu. À rua Daniel Cerri, 1549.

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Sábado – 8 de outubro – 13h30 … Nova Música – Ôctôctô … Formado em 2008, o grupo tem se apresentado em palcos importantes do Brasil, Europa e EUA. O espetáculo é marcado pela transposição das fronteiras entre os ritmos populares brasileiros e a música de câmara de concerto. Temas como memórias infantis, laços familiares e a degradação do espaço urbano servem de inspiração para as composições dos membros do conjunto, que conferem tratamento camerístico a ritmos como baião, samba, frevo e guarânia. O Ôctôctô é formado por Cibele Palopoli (flauta), Luis Santiago Malaga (saxofone), Felipe Roque (trompete), Edinaldo Santos (trombone), Yuri Prado (guitarra), Márcio Modesto (piano), Miguel Diaz (contrabaixo) e Elder de Souza (bateria). Na Fundação Ema Klabin, à rua Portugal, 43, no Jardim Europa.

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Sábado – 8 de outubro – 20h … Renato Inácio: Show de Lançamento do CD Limbo Grátis … Segundo álbum autoral e independente de Renato Inácio. Um rock de garagem cru em formato power-trio que retrata o cotidiano urbano. Com Renato Inácio (guitarra/voz), Ricardo Blane (baixo/backing) e Gledson Gomes (bateria). Antes, às 18h, exposição do livro “A Puta”, da escritora Marcia Barbieri. No show, venda do cd ‘Limbo’ a R$10 e do livro ‘A Puta” a R$30. No Bureau: Studio Bar-AudioFusion, à r. Teixeira de Melo, 380, no Tatuapé.

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Sábado – 8 de outubro – 18h … Sarau da Toca – Convida Mel Duarte … Sarau de poesia, música, dança, fotografia e espaço livre para a arte, com microfone aberto. A poeta Mel Duarte é a convidada desta edição. Organizado e produzido por Toca do Digão (Michele e Digão) e Patrícia Adriana Poeta, o sarau acontece quinzenalmente, na rua Itaúna, 229B, atrás da Uninove Vila Maria.

 

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Sábado – 8 de outubro – 18h … 92º Sarau Bodega do Brasil … Além do tradicional sarau com música, dança e poesia, o coletivo comemora o 7º aniversário com a entrega do Prêmio Sarau Bodega do Brasil. Os homenageados desta primeira edição do prêmio são os ativistas culturais Maria Vilani e Antonio Eleilson Leite. Com apresentação e participação do músico e produtor Costa Senna, o evento acontece no Auditório da ONG Ação Educativa, à rua General Jardim, 660, perto do metrô Santa Cecília. Entrada franca.

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Sábado – 8 de outubro – 19h … Lançamento do livro ‘Com o daimon no contrafluxo’, poemas de Marcelo Ariel … A Editora Patuá convida para o evento. A entrada é gratuita e o exemplar estará à venda por R$ 38,00. Na Patuscada – Livraria, Bar e Café – à rua Luís Murat, 40, na Vila Madalena. Ariel também estará no Sarau da Casa Amarela no domingo (matéria no alto). Veja o vídeo acima e conheça um pouco do autor.

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mariaconvida

Sábado – 8 de outubro – 19h … Mariá convida – Rosália Paranoia, Belga Bordô & As Despejadas … O lançamento do primeiro álbum da Mariá está cada vez mais próximo. Intitulado “O curioso mundo de quem crê”, o disco do quarteto guarulhense conta com a participação de músicos da cidade e também do exterior. O lucro da festa é para cobrir os custos finais das gravações. Na Casa Clam, à av. Rotary, 98, em Guarulhos. Entrada R$10. As bandas se apresentam até 0h, mas a festa se estende madrugada adentro.

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galeria

Sábado – 8 de outubro – 19h … Sarau na Galeria – 37a. Edição … Sarau com a presença do escritor Edilson Borges (Lobinho), lançando seu livro ” O Canto do Lobo”. No som autoral, o rock da Banda Ato Final. Participação da bailarina Loreta Marjory e homenagem ao saudoso músico e amigo Felipe Luz. Na Escola Estadual Professor Geraldo Justiniano De Rezende Silva, à rua Basílio Valente De Aguiar, em Suzano.

 

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Sábado – 8 de outubro – 22h … MaurusBlues & The East West Band no Boutique Vintage … Quatro amigos com vasta experiência musical (o cantor e gaitista MaurusBlues, o guitarrista Fernando Hipólide, o baixista Felipe Barba e o baterista Eduardo Camargo) se uniram para homenagear um dos maiores gaitistas de Chicago: Paul Butterfield. A banda MaurusBlues & The East West Band percorre toda a carreira do músico, desde clássicos como “Born in Chicago”, “All These Blues” e “Everything Is Gonna Be Alright” até as pérolas menos conhecidas, como “Lovin’ Cup” e “I Don’t Wanna Go”. Discotecagem por conta do dj Makako Renato. Entrada: R$15. No Boutique Vintage Brechó e Bar, à rua Padre Adelino, 949, próximo ao metrô Belém, em frente ao Sesc Belenzinho.

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Sábado – 8 de outubro – 22h … Sandro Premmero – Projeto Cultural “O Som do Bando” … Nesta edição, o multi-instrumentista Sandro Premmero toca clássicos da mpb: Beto Guedes, Lô Borges, Papete, Gil, Caetano, Raul Seixas e Belchior, entre outros. Sebah de Assis e Ricardo Martins são músicos convidados. No Bar do Casa Grande, à praça São Lucas.

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Domingo – 9 de outubro – 14h … Domingo tem Mpb … Raphael Andhra se apresenta tocando o melhor da mpb. Na Pizzaria Recanto do Jaçanã, à av. Paulo Lincoln do Valle Pontin, 349.

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sarapau

Domingo – 9 de outubro – 15h … Sarau da Paulista … Com o poeta e jornalista Rubens Jardim à frente, escritores de várias gerações saem às ruas para dar seu recado. Tudo dentro do princípio de que o ‘lugar do poeta é onde possa inquietar e o lugar do poema são todos os lugares’, lema da ‘Catequese Poética’, grupo liderado por Lindolf Bell nos anos 1960. O encontro (já conhecido como ‘Sarapau’) acontece na av. Paulista, esquina com Peixoto Gomide, diante do prédio da Justiça Federal. O grupo agora está com equipamento de som e agregou música e dança ao sarau.

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rockinsane

Terça-feira – 11 de outubro – 19h30 … Rock Insane no Bar do Viça … Na véspera do feriado, banda apresenta o melhor do rock. Na avenida Joaquina Ramalho, 82, na Vila Guilherme.

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pasolini

Quarta-feira – 12 de outubro – 14h30 … Pasolini – Ocupação no MIS … O poeta e cineasta Davi Kinski convida para o evento ‘Pasolini, do Neorrealismo ao Cinema Poesia’. Na programação:
14h30 – Filme “Accattone – Desajuste Social” (120 min, classificação indicativa – 12 anos)
17h – Filme “Gaviões e Passarinhos” (89 min, classificação indicativa – 12 anos)
19h – Mesa de debate com Davi Kinski, Franthiesco Ballerini e Lina Chamie
20h – Coquetel e lançamento do livro “Pasolini, do Neorrealismo ao Cinema Poesia”, de Davi Kinski + exposição das ilustrações de Marcos Garuti + coquetel.
No MIS, à avenida Europa, 158, no Jardim Europa. Ingresso gratuito (distribuído com uma hora de antecedência).

 

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BOM FINDI A TODOS E
ATÉ A SEMANA QUE VEM!

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