Carnavaletudo: no movimento, há importância em cada gesto cada passo cada bloco. Toda ocupação é uma festa. A cidade é de quem a habitar. De quem manda no terreiro e não quer ser estrangeiro em seu próprio lar.

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“A poesia é algo que anda pela rua.”
“A poesia não quer adeptos, quer amantes.”

Federico García Lorca, poeta espanhol (1898-1936)

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Era o final dos anos 70 e estávamos nas manifestações de rua, com nossos coletivos de música, teatro e política, combatendo a ditadura, exigindo o reestabelecimento das liberdades democráticas e das eleições diretas. Eu era mais um dos adolescentes que fazia parte do grupo de teatro ‘Rua’, dirigido pelo Genivaldo Matias, o Geni, e pela Bernadete Trindade, a Berna. Nossa proposta era ocupar as ruas, mesmo sob um regime repressor que havia perseguido, sequestrado, torturado ou matado milhares de adversários políticos. E assim fizemos: íamos às ruas para tocar, cantar, ensaiar, fazer reuniões abertas e também para nos apresentar e divertir. Tanto em nosso grupo anterior, o Sarabanda (dirigido pelo Petrucio Araujo), quanto no trabalho posterior, ao assumirmos o Departamento Cultural da Sociedade Amigos de Bairro do Jardim Brasil (com o Jaime Tedaldi à frente), nossa proposta central em nada se alterou. Ocupávamos praças e ruas de lazer, e abríamos ao público nossos eventos em diretórios políticos, sedes de clubes, escolas, igrejas e associações, procurando criar um espaço único, amplo e livre, de comunicação direta com a nossa comunidade. Se não fizemos lá ‘grandes coisas’ (a sociedade muda lentamente…), muito foi feito dentro de cada um de nós. O aprendizado das ações coletivas é profundamente transformador. Se hoje me sinto um ser humano melhor, é porque lá estive, ideologicamente comprometido, sendo compreendido e compreendendo problemas alheios, sentindo na pele e na mente o baque e o arrepio da identificação, a força indômita (formadora e transformadora) de uma luta comum.

Essa história toda é só pra dizer que eu estou muito feliz com a recente e notável mudança no perfil do paulistano: de carrancudo a festeiro, de videota a rueiro. A garotada que ocupa as ruas esbanjando bom humor e alegria no carnaval, é a mesma que também vai sair pra protestar contra abusos, injustiças e corrupções de todo o tipo. Há um hábito sendo cultivado: a cultura de ocupar as ruas em massa (coisa que dá um medo danado nos poderosos de plantão). A Parada Gay foi pioneira. A Virada foi atrás. As manifestações de 2013 seguiram o passo. Os atos pró e contra o impeachment, também. A liberação da Paulista ao público, aos domingos, conscientizou. Muitas pequenas coisas foram ajudando: a criação das ciclovias, dos corredores de ônibus, as campanhas de valorização da vida e de respeito ao pedestre e ao ciclista, a diminuição da velocidade dos automóveis nas Marginais e a maior compreensão do óbvio discurso sobre a necessidade de se priorizar investimentos no transporte coletivo. Tudo veio somando pra fazer com que a gente saísse às ruas em grupos confiantes nos nossos direitos e plenamente representados em nossa diversidade étnica e cultural. Assim, já dá até pra respirar um pouquinho do perfume embriagador e agregador da liberdade e sonhar com um Brasil melhor. Como tanto sonharam aqueles adolescentes de que falei no começo do texto. Aqueles loucos lá (nem tão loucos assim), os utópicos sonhadores do final dos anos 70.

TOM MAIOR

(Martinho da Vila)

“E então quando ele crescer

vai ter que ser homem de bem

Vou ensiná-lo a viver

onde ninguém é de ninguém

Vai ter que amar a liberdade

só vai cantar em tom maior

Vai ter a felicidade

De ver um Brasil melhor”

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MAIS CARNAVAL

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Ainda é carnaval e eu adiei os assuntos habituais deste blog pra semana que vem. Tenho comentários sobre músicas, poemas, livros e shows esperando ansiosos pra pular do meu celular pra cá. A hora virá. Como no verso de Neruda, inexoravelmente, ela sempre vem.

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NOMES DE BLOCOS >>> O Carnaval tá quase acabando e eu anotei alguns nomes de blocos bem divertidos pra gente rir um pouco: ‘Encosta que ele Cresce’, ‘Não Empurra que é Pior’, ‘Trema na Linguiça’, ‘Já que tá Dentro, Deixa’, ‘Balança, meu Catete’, ‘Se eu não Lembro é porque eu Não Fiz’, ‘Só o Cume Interessa’, ‘Me Fode que eu sou da Produção’, Me Beija que eu sou Cineasta’, ‘Puxa que é Peruca’, ‘Quero Exibir meu Longa’, Quem não Guenta, Bebe Água’, ‘Cutucano Atrás’, ‘Arriano Suassunga’, ‘Bloco de Notas’, ‘Cagão Misterioso’, ‘As Virgens do Minhocão’, ‘Filhos de Glande’, ‘Rola Cansada Ainda Bica’, ‘Antes Aqui que na UTI’, ‘Ritaleena’, ‘Pauta Quente’ e o nosso (dos jornalistas) ‘Bota Calhau’, para o qual fiz uma irresponsável marchinha satirizando políticos, há uns anos atrás (aos curiosos, deixo uma gravação meia-boca AQUI. Mas não levem a sério, pois é puro besteirol).

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DIVERSIDADE >>> Foi bem bonito de ver a diversidade de motes & motivos dos blocos: de rock, afros, gays, feministas, de ciclistas, da Rita Lee, do Alceu, dos bregas, de jazz, de big band, de música eletrônica, dos Beatles, de jornalistas, intelectuais, de saraus, de super-herois, blocos abordando ’empoderamentos’ vários, sustentabilidade, política, liberdade e meio ambiente. Blocos só de farra, de bebuns e malucos-beleza. Teve pra todo gosto e gasto. Teve de tudo e foi importante cada gesto. Toda ocupação é uma festa. A cidade é de quem a habitar. De quem manda no terreiro e não quer ser estrangeiro em seu próprio lar.

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BLOCO DA MARIA >>> Sábado rolou, pelo segundo ano consecutivo, o bloco do Sarau da Maria. Foi lindo, mais uma vez. Será que eu sonhei? Sei lá… A vida é tão dura, né? Em tardes de tamanha alegria a gente chega a desconfiar da realidade. Terá mesmo acontecido? Era eu cantando aquela marchinha? Eram meus amigos lá, pulando feito crianças, reunidos naquela praça? Tantos abraços, sorrisos, tantos brindes à amizade e à felicidade coletiva. Quando a chuva ameaçou cair, minha alma já estava lavada. Senti que poderia voar. E não voaria sozinho. Seria uma revoada de aproximadamente cem anjos pacíficos, bêbados, livres e felizes. O bando dos loucos do Bloco da Maria.

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AGRADECIMENTOS >>> Que maravilha viver aquilo tudo. Mais uma vez, agradeço ao meu parceiro Marcio Butarello (um cara talentoso e super gente-boa), à Helen e à Selma (pela voz e pelo apoio na gravação da nossa marchinha); ao esforço do incrível pessoal do Sarau da Maria e às amigas da praça e da Vila; ao Sidney Kitagawa e ao Fernando Parpinelli; à Andrea, ao Toninho e à tchurma da Mercearia; ao Roberto Candido (espalhei algumas fotos dele pelo post. AQUI você confere todas) e em especial à sua mulher Teresa, que compareceu mesmo se recuperando de cirugia (porque não queria perder a festa); enfim, agradeço a todos os muitos amigos que acreditaram nessa farra e foram lá mais uma vez pra colocar esse encontro na história (ao menos, na nossa história – na prosaica e muito feliz história das nossas vidas). Adorei!

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CLUBE CAIUBI >>> E em pleno sábado de carnaval, já meio embriagados de bebida e alegria após o desfile do Bloco da Maria, fomos (eu, Marici, Silvia, Selma, Verônica e Vlado) ao Julinho Clube prestigiar mais uma Noite Autoral do conceituado clube de compositores. Lá se apresentaram nossos queridos amigos da Vila Maria, Cordeirovich e Vladinski, cantando três belas canções de seu quase-pronto novo álbum (aguardemos!). Lá, Kleber Albuquerque fez pocket-show, com a plateia entoando ‘Os Presentes’ junto com ele. Nando Távora cantou seus sambas adonirônicos. E ainda teve Sonekka, a dupla Som da Estrada e o violeiro Betto Ponciano, entre outros talentos. Tarde de folia, marchinhas e noite de canções autorais. Encontros de fogo, paixões e de inesquecíveis carnavais.

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CANÇÃO & CONDÃO >>> Aos 44 do segundo tempo, já naquele clima de final de festa, até eu (que estava tralalá) subi ao palco do Caiubi e cantei, a convite do poeta Vlado Lima. Escolhi uma canção feita há tempos atrás, mas que tem muito a ver com esse momento de carnavais, multidões, temers & trumps. Chama-se ‘A Flor Insensível’ e diz assim:
“Todo dia o dia-a-dia / dói bem mais do que doía / gotas de melancolia / na bandeira da folia / que eu não deixo de empunhar / … / E quem sou eu sem teimosia? / sob a santa tirania / golpe branco e guerra fria / pelos lobbies de Brasília! / eu não posso cochilar”.
Qualquer semelhança com a vida real, nunca é mera coincidência. Como diria meu amigo e poeta João Marques, “poesia é condão sem varinha”.

(CONDÃO, substantivo masculino: dom; atributo especial; poder; ação que pode exercer uma influência.)

 

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NO OSCAR, A DEFESA
DA DIVERSIDADE

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E por falar em ruas, esquinas, fronteiras, liberdade, diversidade e sobre o papel do artista e da arte, leiam alguns trechos da carta aberta que os cinco diretores indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano escreveram em protesto contra a lei do governo Trump que restringe a entrada de imigrantes nos EUA:

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“Expressamos a nossa desaprovação unânime e enfática contra o clima de fanatismo e nacionalismo que vemos hoje nos Estados Unidos. O medo gerado pela divisão em gêneros, cores, religiões e sexualidades não passa de forma de justificar a violência e destruir coisas das quais dependemos. Não apenas como artistas, mas como seres humanos, acreditamos que a diversidade de culturas, a chance de sermos enriquecidos por algo tido como ‘estrangeiro’ e os encontros entre seres humanos, podem nos fazer pessoas melhores”.

“Esses muros que nos dividem impedem que pessoas vivenciem algo simples, mas fundamental: a descoberta de que não somos tão diferentes assim. Independentemente de quem vença o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro no domingo, nos recusamos a pensar em termos de fronteiras. Acreditamos que não há um país melhor, um gênero melhor, uma religião melhor ou uma cor melhor. Queremos que esse prêmio seja um símbolo de união entre nações e da liberdade das artes. Direitos humanos não é algo que você deveria pedir. Eles simplesmente existem, para todo mundo”.

“Por esta razão, nós dedicamos o prêmio a todas as pessoas, artistas, jornalistas e ativistas que estão trabalhando para cultivar a unidade e a compreensão, e que sustentam a liberdade de expressão e a dignidade humana – valores para os quais a proteção é hoje mais importante do que nunca. Ao dedicar o Oscar a eles, nós desejamos expressar-lhes nosso profundo respeito e solidariedade”.

HOLLYWOOD, CA - JANUARY 07: Director Asghar Farhadi poses for a picture before the American Cinematheque Panel Discussion With Golden Globe Nominated Foreign-Language Directors at the Egyptian Theatre on January 7, 2017 in Hollywood, California. (Photo by Greg Doherty/Getty Images)

Os diretores dos cinco filmes indicados ao Oscar são: o dinamarquês Martin Zandvliet (Terra de Minas), o sueco Hannes Holm (Um Homem Chamado Ove), o iraniano Asghar Farhadi (O Apartamento), a alemã Maren Ade (Toni Erdmann) e os australianos Martin Butler e Bentley Dean (Tanna). O vencedor foi o iraniano Farhadi (foto acima), que não foi à cerimônia (foto no alto), mantendo firme seu protesto contra as políticas racistas e discriminatórias de Trump.

 

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SOBRE O CUIDADO COM
AS REDES SOCIAIS

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Eu soube desse belo protesto dos diretores de cinema em defesa da diversidade (aí em cima) através do post de uma amiga, a psicóloga Dani Antonelli Cardia. Outra amiga, a poeta e produtora cultural Rosana Banharoli, postou o texto abaixo (da filósofa Márcia Tiburi), que achei muito interessante e que também nos alerta sobre o quanto os preconceitos e injúrias acabam fortalecidos após campanhas orquestradas e maldosamente disseminadas nas redes sociais (veja outra boa matéria AQUI). Obrigado à Dani e à Rosana. Eis o preciso e precioso texto da Tiburi:

“Se levarmos em conta que falar qualquer coisa está muito fácil, que falamos em excesso e falamos coisas desnecessárias, um novo consumismo emerge entre nós, o consumismo da linguagem. O problema é que ele produz, como qualquer consumismo, muito lixo. E o problema de qualquer lixo é que ele não retorna à natureza como se nada tivesse acontecido. Ele altera profundamente nossas vidas em um sentido físico e mental. O que se come, o que se vê, o que se ouve, numa palavra, o que se introjeta, vira corpo, se torna existência.”

 

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(QUASE) AGENDÃO

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Eis aqui um (quase) agendão dos saraus para o seu findi, com fotos, cartazes, links e vídeos (clique nos negritos para saber mais sobre eventos e artistas). Aproveite os últimos blocos e acompanhe também as muitas opções contidas na página da Agenda da Periferia. Informe-se, inconforme-se, atue e divirta-se!

 

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01vento

De 16 de fevereiro a 29 de abril … O vento que varre a Casa … Trabalho articulado de poesia, música e artes visuais: um livro não-convencional que vem sendo elaborado há duas décadas e que teve como motor a construção de respostas a questões que nunca puderam ser feitas. Livro inédito de poemas de Marcia Matos, baseado em histórias reais, com as quais ela cria esta intervenção urbana sobre o tema do suicídio e que visa circular por vários espaços públicos. Para isso, ela convida à todos para a visitação desta primeira instalação da série. Os poemas completos do livro serão apresentados a cada nova instalação. E as composições musicais serão apresentadas em datas específicas ao longo do período da exposição. O projeto, apesar de estar aprovado na Rouanet, ainda está sem patrocínio, portanto esta primeira etapa acontece de forma independente com esforço de parentes e amigos, e busca parceria de pessoas e entidades envolvidas com a causa da prevenção do suicídio: ‘cuidemos de tudo que é frágil’.

 

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ponta

Sexta-feira – 3 de março – 19h … Slam da Ponta – Aniversário de 2 anos … Batalha de poesias autorais que acontece toda primeira sexta-feira de cada mês no Instituto Reação Arte e Cultura, na Cohab José Bonifácio, em Itaquera. O Slam da Ponta, organizado pelo poeta Lucas Afonso, comemora dois anos e celebra recebendo a visita dos coletivos Slam Fluxo, Slam da Guilhermina, Slam Poesia, Slam Sarau Pense Já, Slam Do Corre, Slam Função, Slam Racha Cor’Ação, Slam Numa Tacada Só, Slam Rua e Slam Coletivo Mente Periférica. E declama:

Palavra que nasce na ponta,
palavra que pinta
na ponta do peito.
Da ponta da caneta
a ponta da língua.
O parto.
É ponta de lança.
Antes de ser uma batalha
é um encontro.
Antes de ser vaidade, truta
é troca
sem truque.
Mais que disputa
é celebração.
Ponto de vista.
Toda ponta também é um centro.
Somos pontes.
Quando estamos juntos
Não há derrotados.
Só respeito
de ponta a ponta.

Sejam todos bem vindos ao Slam da Ponta!

 

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Sexta-feira – 3 de março – 19h … Breve recebe Nina Oliveira e Silvia Sant’Anna … Show das cantoras e compositoras. Nina mostra sua mistura de mpb, samba e rap, Silvia lança seu primeiro cd, “Ninho”. Entrada R$15. No Breve, à rua Clélia, 470, Barra Funda.

 

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Sexta-feira – 3 de março – 20h … Sandro Mendes … Cantor e guitarrista apresenta clássicos do country rock e do rockabilly. No Carauari Bar e Mercearia, à praça Carauari, 8, na Vila Maria.

 

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Sexta-feira – 3 de março – 20h … Show – Bruno Batista + Dandara … Os talentosos artistas, amigos e parceiros de longa data, apresentam canções de Bruno, suas próprias parcerias e algumas inéditas. Não perca esse show: as canções de Bruno são lindas e as interpretações de Dandara arrepiam (veja o clipe). No quintal do Teatro Imaginário da Fábrica de Caleidoscópios, à rua Chá de Frade, 25, na Mooca. Entrada R$20.

 

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Sexta-feira – 3 de março – 20h30 … Os Kurandeiros – no Santa Sede Rock Bar … Autorais e covers com a pegada de blues e rock de Kim, Luiz & Carlinhos. Banda dá início à temporada com o show “Abrindo as Asas 2017” e promove seu ep “Seja Feliz”, além de relançar o álbum “7 Anos”. Entrada R$10. Na av. Luiz Dumont Villares, 2104, perto da estação Parada Inglesa do metrô.
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Sexta-feira – 3 de março – 21h … Alessandra Leão – show “Língua” … A compositora, cantora e percussionista, traz as músicas da trilogia homônima formada pelos eps Pedra de Sal (2014), Aço (2015) e Língua (2015). Participação de Tulipa Ruiz. Ingressos a R$20 e R$10, no Auditório Ibirapuera, à av. Pedro Alvares Cabral, s/n, portão 2, no Parque Ibirapuera.

 

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Sexta-feira – 3 de março – 21h … Nô Stopa – Manifesto Poesia … Cantora (filha do grande Zé Geraldo), apresenta canções autorais acompanhada por Wilson Teixeira e Zeca Loureiro. Ingressos a R$40 (portaria) e R$20 (internet). No Teatro da Rotina, à rua Augusta 912.

 

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Sábado – 4 de março – 9h … Oficina de cultivo em vasos … Oficina ensina a cultivar. Cada participante sai com uma muda plantada em vaso. Material fornecido pelo curso (duração de três horas, pessoas acima de 14 anos). Co-Organização do Espaço D’Elas. Custo R$30 (rede pública e acima de 60 anos, R$15). No Espaço D’elas, à rua Catequese, 103, no Butantã.

 

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Sábado – 4 de março – 13h … Bloco Nu Vuco Vuco … Parafraseando o lema paulistano ‘Non Ducor, Duco’, o bloco carnavalesco criado em 2013, busca reviver a festa e a diversidade dos antigos carnavais de rua, cheios de brilho, confete e purpurina. No repertório, sambas-enredos, sambas-reggae, afro-sambas, afoxés e marchinhas. Concentração na praça Cornélia, na Lapa.

 

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Sábado – 4 de março – 17h … Sarau Pense Já … Organizado e apresentado por Cleyton Mendes e Carol Girassol, com dj Carlos Oliveira agitando a galera, o sarau tem batalha de poesia e microfone aberto. Nesta edição, pocket-show de James Bantu e lançamento do livro “Paraíso Volúpio”, de Makenzo Kobayashi. No Espaço Cultural Opereta, à rua dr. Emilio Ribas, 168, na Vila Sopreter, em Poá.

 

 

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Sábado – 4 de março – 17h … Desconcertos de Poesia – em Curitiba … Conceituado sarau organizado pelo poeta Claudinei Vieira em SP, chega à Curitiba apresentando três grandes autores. O próprio Claudinei traz o seu ‘Olá, pequeno monstro do dia’ (editora Benfazeja), Marília Kubota lança ‘Diário da Vertigem’ (editora Patuá) e Claudio Kindim declama seus poemas inéditos. Sarau com microfone aberto para músicos e poetas. Na Joaquim Livros & Discos, à rua Alfredo Bufren, 51, no centro de Curitiba.

PERFUME DE FLORES PERDIDO
(Marília Kubota)

Certo, seus olhos guardam
uma vela menor dentro de velas que derreteram
enquanto os santos partiram em férias

Certo, o rancor é uma flor
cultivada em concha como pérola
Mergulhadores saltam para o abismo
tateando sais que fustigam a sede no mar profundo
Ostras devoram os membros
indecisos

Certo. Deixe seus pés seguirem o perfume
sem perguntar onde

MINHAS CARTAS
(Claudinei Vieira)

escrevi cartas
escrevi tantas cartas
revelei e me expus, mostrei minhas entranhas
revelei e demonstrei o quanto lhe precisava
revelei e me revelei, um eu que nem mesmo
me reconhecia, me lembrava

ela nunca me respondeu
ela nunca pareceu saber que eu existia

talvez, quem sabe,
eu devesse ter mandado as cartas
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Sábado – 4 de março – 19h … Projeto Multicor … Projeto abre espaço para músicos e poetas mostrarem seu trabalho. Nesta edição, Guto Vince, Renato Maffei (autoral) e Jhony Uriel são os músicos convidados. Na dose de poesia, Grace Kelli e Gisélia Sá. Entrada R$10 (revertida aos músicos). No Season One – Art’s & Bar, à rua Mourato Coelho, 575, em Pinheiros.

 

 

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Sábado – 4 de março – 20h … John Boy – na Mercearia … A banda John Boy apresenta o melhor do rock nacional dos anos 80, para você cantar e dançar: Titãs, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial e outros. Na praça Carauari, 8, na Vila Maria.

 

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Sábado – 4 de março – 21h … Projeto Mulheres que (en)cantam – Tributo Elis Regina & Maria Rita … No mês onde as mulheres são homenageadas, esta edição do projeto apresenta o dueto de Yaya Bonneges e Sinaida Cristiane (mãe e filha), interpretando Elis e Maria Rita. Além do tributo, atividades como dança do ventre, sarau de mulheres e exposição de artesanato. No Espaço Cultural Siri Cascudo, à av. ten. Laudelino Ferreira do Amaral, 487, em São Miguel Paulista.

 

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Sábado – 4 de março – 19h … Diadorinhas – Lua Bernardo e Mari Ananias … Cantoras apresentam o show “Diadorinhas: nas veredas da canção”, uma viagem poético-musical que mistura as diferentes paisagens sonoras do cancioneiro popular brasileiro, percorrendo seus sertões, veredas e mistérios. Entrada franca. No Bar do Frango, à av. São Lucas, 479, no Parque São Lucas.

 

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Sábado – 4 de março – 21h30 … Peça de Teatro – Há Mulheres … Peça discute a trajetória feminina ao longo da história e apresenta visão crítica sobre o contexto atual. Criação coletiva da Cia Naturalis, com direção de Poliana Pitteri. No Teatro Studio Heleny Guariba, à praça Franklin Roosevelt, 184. Entrada: pague quanto puder. Todos os sábados de março.

 

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Sábado – 4 de março – 23h … Up the irons – no Deco rock bar … Banda cover de iron Maden apresenta duas horas com os maiores clássicos da “Donzela de Ferro”. Entrada R$10 (grátis – uma lata de cerveja). Na rua Roberto Tadeu Fornazari, 18, em Guarulhos.

 

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Domingo – 5 de março – das 9h às 19h … Guarani sem fome … Ação social visa a arrecadação de alimentos para a tribo Guaraní Tekoa Pyau, localizada nas imediações do pico Jaraguá. No evento, várias atividades artísticas e culturais (clique no cartaz). Casa de Cultura do Butantã, à rua Junta Mizumoto, 13.

 

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Domingo – 5 de março – 11h … Espetáculo Heróis à Vista … Luíza é uma menina cega que sonha em ser detetive e é desencorajada por seus amigos por causa de sua deficiência. Boris é um cãozinho que sonha em ser herói, mas precisa aprender muita coisa para alcançar seu objetivo. Pessoas que possuem deficiência visual podem acompanhar o espetáculo por áudio descrição, com narração da cantora Ceumar. Todos os domingos, até 16/4. No sesc Ipiranga, à rua Bom Pastor, 822.

 

 

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Domingo – 5 de março – 13h … 21°Sarau do Parque (Mulheres e as relações de Trabalho) – Ocuparte … Em comemoração ao dia internacional da mulher, o sarau faz roda de conversa com o tema ‘As relações de trabalho, as trabalhadoras e a arte’. Como de hábito, quatro horas de microfone aberto e ‘lanchaço’ colaborativo (quem puder, leve alguma bebida ou salgado). No Parque do Carmo.

 

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Domingo – 5 de março – 15h … Bloco Todo Mundo … Bloco organizado pelo coletivo Praça das Corujas (com os músicos Paulo Padilha e Suzana Salles, entre outros), concentra a partir das 15h e sai às 16h. Na praça Dolores Ibarruri – La Pasionaria), no Sumarezinho.

 

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Domingo – 5 de março – 15h … Bloco da Diversidade – Carnaval 2017 … Com o lema ‘Alegria também é um ato político, o humor e a celebração podem ser revolucionários’, o bloco convida para seu quarto ano de carnaval. Com Alinne Rosa, dj Adipe Neto, Drag Queen Tchaka (apresentadora) e a trans Carla Rangell (madrinha). Organizado pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de SP. Concentração no Largo Do Arouche, ao lado do metrô República.

 

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Domingo – 5 de março – das 16h às 22h … Doces Tardes de Domingo #7 – Entrada Gratuita … Mais uma edição da festa, com quatro bandas da cena independente: Subterraneos, Muff Burn Grace, Dum Brothers e Riders Of Death Valley. Com a feira de vinil do Charada Discos e Vídeoclube. E mais a discotecagem com garage, fuzz, stoner, blues, soul e brasilidades. No Kombi Bar ZL, na Praça Miguel Ramos, 171, no Jardim IV Centenário, Zona Leste. Vejam esse vídeo e conheçam um pouco da bonita história de resistência cultural desse grupo de amigos e artistas que promove essa festa e vários outros eventos:

 

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Terça-feira – 7 de março – 18h30 … Lançamento: “Acerba Dor”, de Decio Zylbersztajn … Neste segundo volume de contos, histórias de gente que escolhe entre o ter e o ser, o acadêmico e a herança cultural, a rebeldia e a resignação. Em cada escolha, a renúncia ou, no mínimo, o desapego. Durante o lançamento, apresentação-palestra com Joaquim Maria Botelho, (que assinou a orelha do livro), sobre mudanças, um dos motes dos contos. Na Unibes Cultural, à rua Oscar Freire, 2500.

 

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Terça-feira – 7 de março – 19h … Lançamento dos livros ‘Área de corte’ e ‘Diário da vertigem’ … A editora Patuá e as poetas Jandira Zanchi e Marília Kubota convidam para o lançamento de seus livros. A entrada é franca e cada exemplar estará à venda por R$30 (ou R$50, na compra dos dois títulos). Na Patuscada – Livraria, Bar e Café – Rua Luís Murat, 40, na Vila Madalena.

 

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Terça-feira – 7 de março – 19h … Terça para Autores … Nasce mais um espaço para a música autoral (e para todas as artes) em Guarulhos. O cantor e compositor Wolf do Vale, do famoso sarau Noites Autorais, é quem organiza o encontro e pede para os artistas chegarem cedo, a fim de garantir sua inscrição. A estrutura de som é adequada ao formato voz e violão. Na rua Hungria, 128, em Guarulhos.

 

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Terça-feira – 7 de março – 19h … Palavra de Mulher … Na véspera do dia internacional das mulheres, presença do grupo vocal ‘A Quatro Vozes em Trio‘, da contadora de histórias Laine Dauzuk e de Fernanda de Almeida Prado, organizadora do projeto Chama Poética. Na Casa das Rosas, à av. Paulista, 37.

 

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Terça-feira – 7 de março – 20h … Show de aniversário – Letícia Sábio – no Secretinho … Cantora e compositora apresenta canções do seu álbum “Hortelã”, além de inéditas e covers de mpb, bossa e folk, acompanhada pelos músicos Daniel Mendonça, José Góis e Gustavo Speierl. Ingressos a R$20. O Secretinho fica na Vila Madalena (o endereço só é fornecido após a compra do ingresso).

 

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Terça-feira – 7 de março – 20h … Bocato – no Free.ta Jazz … Projeto jazzístico, que acontece todas as terças, traz o grande trombonista Bocato e o Vinicius Chagas Quarteto, formado por Vinícius Chagas (sax), Chico Willcox (baixo elétrico), Ary Holland (piano elétrico) e Fernando Amaro (bateria). Entrada franca até 0h. Depois, R$5. Na NossaCasa Confraria das Idéias, à rua Mourato Coelho, 1032, na Vila Madalena.

 

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Quarta-feira – 8 de março – 11h … USP na Paralisação Internacional das Mulheres … No dia internacional, trabalhadoras, professoras e estudantes da USP se manifestam por creches, vagas e pelo fim da violência contra as mulheres. Com piquenique, intervenções artísticas e passeata. Em frente à Creche Central USP, à av. da Universidade, 200.

 

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Quarta-feira – 8 de março – 19h … Quartas Autorais … O Bodega Garcia Pub abre seu espaço para a música independente. Toda quarta-feira, compositores, instrumentistas e intérpretes estão convidados a mostrar seu talento na av. Dr. Arnaldo, 158.

 

 

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Quarta-feira – 8 de março – 21h … Sons do Brasil apresenta João Suplicy … O Sons do Brasil, projeto organizado pelo radialista e produtor musical Serginho Sagitta, visa apresentar artistas independentes com trabalhos autorais ou tributos aos grandes mestres da música. Nesta retomada de shows, o convidado é o cantor e compositor João Suplicy. Ingressos a R$30, no Brazileria, à rua Clélia, 285. Reservas pelo contato@brazileria.com.br

 

 

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Quarta-feira – 8 de março – 21h … Anna Tréa – #meclareia … Cantora e compositora canta as canções de seu cd Me Clareia. Ingressos a R$20, R$25 e R$40.  No Teatro da Rotina, à rua Augusta, 912.

 

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BOA SEMANA A TODOS.

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