Este blogueiro não é juiz e arte não é partida de futebol. Não sou cri-crítico chatoreba a apontar o dedo pro cantor que semitonou ou pro poeta que flexionou errado o verbo auxiliar. Aqui, os melhores também sobressaem, mas o que conta mais é o todo, a emoção de se movimentar. Nós passaremos. O movimento faz nossa voz ir além de nós e ecoar no tempo.
Num certo momento, todos chegarão a algum bom lugar. A técnica se aperfeiçoa a cada sarau. Aqui o mais bonito é o esforço coletivo, a capacidade de gerar ideia/conflito e conteúdo social incrustado no artístico. A Isca se encaixa nos dois casos. Não dá mole pra corrupção do mercado e faz arte com tesão. Parece óbvio, mas tá cheio de artista sem sangue nos olhos e com dinheiro demais no coração. Abaixo a mesmice e a caretice. E viva Itamar Assumpção!

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ISCA DE POLÍCIA:
UM CANTO INDIGNADO

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O texto meio non-sense e emocionado que vem a seguir eu escrevi no escuro do teatro, enquanto ouvia Suzana Salles e Vange Milliet cantarem as canções do novo cd da banda Isca de Polícia (o primeiro sem canções de Itamar). Vá ao show e ouça o cd (dele só posto aqui a música ‘Dentro Fora’, a única que encontrei no youtube. Mas o disco todo pode ser baixado das plataformas digitais). Informe-se, inconforme-se, procure saber. É o que eu tenho a lhe dizer. Melhor do que ficha técnica e crítica específica é isso aqui. O delírio semipoético que digitei pensei sonhei senti, misturado ao som que ouvi:

Meu time é Isca de Polícia. Entro em campo com as Orquídeas que plantei no coração. Na contra-mão. Nada como um Itamar pra mandar tudo praquele lugar. Postura. Cabeça erguida. Eu não me vendo eu não me rendo. Se o que eu digo não lhe faz sentido, por favor, caríssimo leitor, pare por aqui, amigo. Não somos da mesma tribo. Eu sou da turma do Pericles, do Zeca do Ortinho. Da Clara Crocodilo, do Nego Dito, do Arrigo. Eu berro bebo e brigo. Espero ver você curtindo o reggae deste rock comigo, meu doce de figo.

Liberto indignado torto chapado. Não vou me adaptar me endireitar ao seu comando ao seu condado. Diretas jaz e o Brasil regrediu ou não saiu do lugar? Itamar ainda é um alto patamar a se alcançar. Uma ‘assunção’ que se deve respeitar. A nova Isca é íntegra de som e poesia. Suzana ironiza Vange desafia. Dedo em riste e boca dura na apatia. Lepetit batendo fundo na baixaria desses dias. Chagas e seus dedos de vidro solando contra o céu cinza. A batera incinera a guitarra pira e a cantoria arrepia. A nobreza de resistir de ampliar o caminho de não permitir o estreitamento da mente a comercialização dos sentidos. Nós continuamos lokis tão loucos como dantes. Nós não temos mesmo jeito, meu nego, tenho dito. Ainda somos párias vanguarda e subversivos. Os velhinhos que nunca morrem os que renascem cada vez mais jovens. Ainda estamos quentes ferventes muito à frente desse tempo careta estagnado (e, agora, congelado).

Abaixo a cara de tortura por baixo do sorriso dissimulador abaixo a censura desavergonhada a política disfarçada do impostor. O engambelamento em rede nacional após o  jornal oficial a pós-mentira global agora civil. Sem armamento. De novo o pau-de-arara o choque elétrico de novo lutar morrer criar chocar o mesmo ovo. Recomeçar do osso. O Brasil é um troço que não vai não desce a ladeira não cai no precipício nem sai da beira do abismo do quase do ismo do quadradismo. É o paraíso no labirinto. Aqui o desbunde é mais prolífico que o engajamento político. Torquato, meu velho, é triste dizer, que talvez seja mais producente nesse momento afinar o coro dos descontentes. Nós somos tão poucos a crer na utopia. Mas vamos criar milhares de múltiplas ilhas e tantas minorias que não se bastem e se amem e procriem em novas desovas nossas pequeninas filhas. Nossa maioria moral. Nossa ourivesaria espiritual.

Chavão abre porta grande… Vixi! Não quero esse vice, visse? Esse gol impeach esse golpe essa onda bad trip. Quero liberdade e psicodelia. Quero amor e duas doses de utopia quero um porre de putaria e alegria. Abaixo a ditadura não assumida travestida de legalismo. Abomino servilismo e tudo que é certinho. Eu vou despentear os cabelos da cultura eu vou desmantelar o sorriso branco do silvio santos da prefeitura do pinguim congelando a água pura da contracultura. Estou fora do jogo do milhão. Enfia no ‘u’ seu carnê do baú. Eu quero é ver o oco! Abaixo a caretice. De novo. Não quero morrer nas mãos de um rato. Vê se não trai o povo, seu nojo. Vê se ajuda Clara, seu canalha! Ainda estamos nos anos 80? O Brasil é um túnel onde o tempo engasgou. O mundo endireitou e quem não dormiu no sleeping bag nem sequer sonhou. Vamos enlouquecer de amor? Nós girassóis de Van Gogh extasiados. Eu passo bem sem a droga da grana, obrigado.

Eu quero morrer / numa batucada de bamba / Na cadência bonita do samba / Porque o meu nome / ninguém vai jogar na lama / Diz o dito popular / morre o homem fica a fama.

Vange gritou ‘Ataulfo’, Vange gritou ‘Itamar’. Meus olhos marejaram. Nem sei ao certo o porquê. Queria ter nomes de amigos vivos pra gritar. Pra honrar o meu grito, minha luta. Mas só tenho mortos indignados. Outros sonhos psicodélicos surgirão. É das trevas que vem a luz que mais cega. Eu não quero ver o horror, Rimbaud. Meus olhos lisérgicos enxergam belos horizontes. Somos macacos velhos chatos somos fora de controle somos foda. Somos Isca de Polícia a vida toda. Arriscando a cabeça, descendo o pau e dando no pé. Conte comigo, Nego Dito, cascavé.

 

 

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TRIPLA PROGRAMAÇÃO
DE SABADÃO

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Domingão de Páscoa fiquei de boas na casa da sogra, comendo, bebendo e, como diria o poeta, sentindo a terra toda rodar (ou seria apenas a bagunça da criançada botando a casa de pernas pro ar?). Mas, no sábado, a programação cultural foi agitada:

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ENCONTRO DE UTOPIAS >>> No final da tarde fui ao CCSP participar do sarau apresentado pela Regina Tieko (numa foto de arquivo) e organizado por ela, Fábio Abramo, Cleusa Santo e Renato Pessoa. O palco aberto, além de contar com craques como Vasqs, Tarica & Regina Célia, Vieira Pato, Cá Berto e Jocelio Amaro, ainda teve este perna-de-pau que vos fala. Cantei uma canção nova e estou esperando pra ver como ficou a gravação. O sarau sempre é gravado e disponibilizado na internet, dando um clipe de presente a cada artista que lá se apresenta. Entre os convidados, presencei os haicais inventivos de Andre Luis Pinto Couri, o som nordestino e dançante da banda Dona Crô e as canções inspiradas de Ruan Trajano. Tive que sair um pouco antes do fim pra chegar no sesc Pompeia a tempo de ver o show da Isca de Polícia. Antes, Regina Tieko me convidou para uma apresentação especial no sarau de julho. Aceitei, lisonjeado. Obrigado ao Coletivo.

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ISCA DE POLÍCIA >>> Além de me inspirarem o amalucado e politizado desabafo da abertura, a banda merece também que se fale da parte musical propriamente dita. A Isca sempre terá sua imagem ligada ao genial Itamar, claro. Primeiro, porque o ama. Segundo porque é filha, irmã-gêmea, amante, amiga, parceira e companheira de vida dele. Mas o som da Isca é tão único na paisagem sonora nacional que não poderia ficar restrito a remakes das canções que marcaram a ‘vanguarda paulistana’ (que são antológicas e precisam ser relembradas para as novas gerações, claro). Mas a nossa mpb careta, comportada e carente de sangue e fibra, ainda precisa ouvir muito essa Isca e assimilar a pulsação nervosa e a pegada explosiva do baixo jazz-fusion-rock de Paulo Lepetit (ah… durante o show imaginei: a qualquer momento o Itamar vai entrar para contracantar e contra-atacar os bordões com pausas quebradas e anti-refrões). As novas músicas e parceiros deram continuidade criativa ao som da banda, sem que se perdesse o apetite artístico e a fúria crítica do Pretobras. O cd é uma pancada no conformismo. Entre os letristas, faltou citar Carlos Rennó, Arnaldo Antunes e Alice Ruiz. Tom Zé e Pericles Cavalcanti contribuíram com uma música cada. Zeca Baleiro e Arrigo compuseram com Vange e Lepetit. O melhor momento do show, foi com a galera toda entoando o nome do Itamar na canção de Lepetit e Vange sobre o poema de Ortinho: “Mas o que eu queria era ter feito uma canção / que amarrasse as chuteiras do Itamar Assumpção“. Foi de arrepiar. E quando Vange entoou “entro em campo com as Orquídeas que plantei no coração“, batendo no peito, convicta e orgulhosa dessa história, eu entendi a poesia toda. Pode se orgulhar, Vange. Vocês são foda!

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CAIUBI >>> Com a interpretação indignada de Vange, Suzana e da Isca ainda ecoando na cuca, subi a Angélica e desci a Cardeal rumo a mais um importante sarau: o Caiubi Autoral. Max Gonzaga (que tem postado as pauleiras de seu novo cd na net), já havia feito o pocket-show de abertura. Mas testemunhei o vozeirão, a la Renato Russo, de seu filho, cujo nome não recordo. Mas logo todos vocês vão saber, porque o moleque promete. Perdi também a apresentação do grande Tavito (na foto, um dos artistas famosos que mais incentivam a cena alternativa), mas ele voltou pra dar uma canja no final. Pude contemplar a beleza do canto de Daniella Alcarpe, que nos trouxe canções de Zé de Riba. Ouvi também o divertido ‘Barraco Apertadinho’, samba do Nando Távora, a batida rock-soul do Tarica, o hit ‘Macoñero’, do Vlado Lima, e a participação do Ayrton Mugnaini e do Sonekka, entre outros baitas compositores que sempre aparecem por lá (eu também cantei). Foi um sábado supercorrido, com três programações emendadas. Mas viu só como valeu a pena?

 

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CENSURA NA TV CULTURA.
CENSURA, DE NOVO?

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A TV Cultura, como também as emissoras privadas, são concessões públicas. Em tese, nos devem a tal da ‘contrapartida social’. Há tempos essa emissora vem recebendo críticas por colocar seus programas de entrevista e noticiários descaradamente a serviço do governador do Estado. Em sua programação não entram críticas a ele nem a seus correliginários políticos. Mais um capítulo dessa lamentável história de aparelhamento partidário ocorreu nessa semana: eis que a ‘nossa’ TV Cultura censurou a música da banda Aláfia, logo num programa chamado ‘Cultura Livre’. Pode isso, Arnaldo? Claro que não… Cortaram justamente o verso “O pior do ruim / Doria, Alckmin”. E o corte foi tão bem feito que quase nem se percebe. Cirúrgico. Sutil. Como uma daqueles fotos maquiadas pelos stalinistas, que ‘apagavam da história’ os adversários políticos (alguns eles ‘apagaram’ mesmo, não só da foto, mas literalmente).

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A apresentadora Roberta Martinelli (de boné, na foto com a banda), que nada teve a ver com isso, manifestou seu descontentamento: ‘Não aprovo tal prática. Não existe semiliberdade. Eu sempre defendi e defenderei a cultura livre’. Um dos autores da música, Jairo Pereira, também respondeu: “Ao editarem nossa música, provaram por a+b que a carapuça está de acordo com o tamanho. Não houve consulta nem aviso prévio. O que fizeram foi uma violência contra nossa arte e isso deve ser denunciado, para que, coletivamente, possamos compreender que estamos diante de uma política inspirada no AI-5, um atentado desumano contra nosso direito de manifestar nossa insatisfação e repúdio ao que nos fere.”

Em cima da hora de fechar o post, leio que a TV Cultura divulgou nota à imprensa explicando que a censura foi para “não difundir ideias ou fatos que incentivem a polarização, independentemente do indivíduo a quem esse discurso se destina”. E que não utiliza “programação de arte e cultura para fins partidários”. Após essa declaração, vou acompanhar mais de perto os humorísticos da emissora. Tem gente de muito talento escrevendo por lá. O fato é que eles só se explicaram porque a banda chiou e o caso repercutiu.  Senão, ia ficar por isso mesmo. Há os que pensam que não devem satisfações ao povo. Por isso, caem e são jogados na lata de lixo da história. Aqui eu não vou postar o ‘programa censurado’. Ouça a música com a letra original. O verso que fala em Doria e Alckmin aparece apenas nos segundos finais (aê, TV Cultura, nem era pra tanto estardalhaço: o pessoal da censura, como sempre, foi mais realista que o rei). Ouça:

LIGA NAS DE CEM
(Eduardo Brechó e Jairo Pereira)

Liga nas de cem que trinca
nas pedra que brilha
Na noite que finca as garra
sp é fio de navalha
Tem do bom, do ruim
Do zen, do clean
Não encosta em mim playboy
Eu sei que tu quer o meu fim

Os latido rasga a noite né?
Rasantes e rasantes mundo loco
Toma mais um pouco
Veneno tem em tudo que é balada
Deixa as cara amarrada
São paulo é solo preto
Se eu contar os gueto, num sobra nem o centro
Não gostam da gente
Lamento o ódio do inimigo
Agora nóis é seu curto-circuito

Em bairros de grifes
Rifles miram a nossa cabeça
Morumbi, moema, jardim europa
O xis do problema meritocratas
Chiques, clichê de novela
Que pisam em pobre
Vão pra janela bater panela

O outro lado da moeda,
os parça dispersa
Dispensa a peça
Nem se despede
Pede uma dessa
Desce da moto sem guela
A cara é se preparar
Pra na melhor hora pode parar

É um corre-corre dos inferno, né
Uns sofrem com a fome
Outros só no filé
Desobediência é a solução
Contra a tirania de sua tradição
Sua chibata bate, mas eu tô de pé
Cês contam com ouro, nóis conta café
É independente ou depende da grana
Tá no gosto forte do corte da cana

Liga nas de cem que trinca
Nas pedra que brilha
Na noite que finca as garra
SP é fio de navalha
O pior do ruim
Doria, Alckmin
Não encosta em mim playboy
Eu sei que tu quer o meu fim

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Aláfia é uma banda paulistana, formada em 2011. Mistura rap, funk, mpb e toques do candomblé para construir críticas e reflexões sobre a política, a sociedade e o racismo no Brasil. Na próxima quinta-feira, eles se apresentam no Bourbon Street (veja o cartaz).

 

 

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CLIPE NOVO
DO VIEGAS

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O cantor e compositor Marcos Viegas (de quem já falei AQUI) acaba de lançar o clipe “A Porrada Come”, com produção da BraBo Films. O clipe mostra a resistência da cultura negra através da dança e da simbologia das pinturas da tribo etíope Mursi, trabalhando as sensações que esses símbolos carregam. O som é feito em parceria com Nixon Silva, que mescla trap, influência do kuduro e do pagodão baiano, tudo conectado à estética de valorizar os ritmos percussivos brasileiros, que Viegas já apresenta.

“A Porrada Come” denuncia o uso deturpado das manifestações da cultura negra, que quando é descolada de seu histórico de resistência, já não mais emana representatividade.

 

 

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A PROSA POÉTICA DE
ADRIENNE MYRTES

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Dos blablablás semi-inconsequentes de Arnaldo Afonso (prazer, sou eu mesmo) aos comentários críticos e embasados do genial Umberto Eco, muito se tem publicado sobre o bom e o mau uso das redes sociais. Uma coisa legal é que, através delas (se fuçarmos direitinho), podemos encontrar obras inteiras ou trechos de romances, pensatas e versos de grandes escritores que jamais conheceríamos. Dia desses, topei com um texto da ótima Adrienne Myrtes, e fui lendo e gostando de tantos outros que fui pesquisar pra lhe dizer quem ela é. Aí, li capítulos inteiros de seus livros e fui colando um monte de trechos das prosas dela aqui. Quando vi, ficou grande demais e me deu um baita trabalho (e dor) ter de escolher alguns pra cortar. Literatura boa demais dói. Curte aí:

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Olhei o rosto de Irene pelo canto do olho. Era dali. Sim. Daquele mar verde-barrento vinha a energia de Irene. Aquela arrebentação sem fim. Aquele baque, que gostava de cair e se levantar para cair de novo, em espasmos.
O rosto é o lugar onde o sentido desenha signos na carne. Lembrei de um dicionário de teatro, verbete: mímica. Irene ombreada comigo sonegava o rosto. Passei a mão esquerda pelo rosto dela livrando os cabelos dos olhos, depois levei a boca até a mesma mão. Molhada. O sal da lágrima de Irene preencheu minha saliva: Irene estava engolindo o mar com os olhos e regurgitando.
Apertei meu braço em torno dela e invejei as certezas que Irene não sabia que tinha.

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Amanhã a vida voltará. Sua mochila escolar estará novamente sobre seus ombros.
Cadernos e livros.
Seus treze anos levarão ainda onze meses para se transformar em quatorze.Você seguirá adiante e inventará ruas. A Terra continuará girando em torno do próprio eixo e cada novo dia será como um grão de milho cheio de possibilidades.
_ Ainda assim dói. Uma dor de terra revolvida, de raiz arrancada. Uma dor feita de silêncios e imposição de pedras, coisas que não escolhi, me foram enviadas via postal sem remetente. Coisas com as quais terei de conviver, coisas das quais agora faço parte.
Parte de mim que acaba sempre escolhendo a vida.
_ Creia, essa dor amanhã doerá menos, daqui a uma semana menos ainda, daqui a dez anos quase nada e em vinte e um anos acabará.
Transformando-se em literatura.

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Não tenho o coro grego para me chamar à consciência ou atenuar meus erros. Não sou um herói para merecê-lo.
Viajo na velocidade do desejo e visito minhas sombras.
Todo desejo é uma forma de oração, uma conjuração, um juramento que devemos fazer se quisermos nos manter fiéis a quem somos. Jurei meu amor a Raul, por isso, caído no calçamento, sussurrava seu nome feito quem recita um mantra.

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A vida é um pernoite numa hospedaria de beira de estrada.
O quê?
Nada. É só uma frase.
Repete, por favor. Quero ouvir.
A vida é um pernoite numa hospedaria de beira de estrada.
De onde você tirou isso?
Irene. Irene fala isso a propósito do tempo. Da duração do nosso tempo nesse mundo.
Não sei o que dizer. Apenas que é bonito.
Irene diz muitas coisas.
E você escuta todas.
É.
Escutei o vento que se calava entre nossas mãos, abafado pela cessação da distância. As mãos de Antônio enfim permitiam as minhas entre seus dedos. E eu quis dizer tanta coisa, mas, fato raro, tive medo de tagarelar e ocupar com palavras o espaço que pertencia à beleza.

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IMPROVISOS E VARIAÇÕES ACERCA DO ÓBVIO
Pronto.
Maria Tereza depois que você foi embora eu fiquei com um silêncio diferente dentro de nossa casa. Silêncio branco, de osso atravessado na garganta. E, você sabe, o silêncio é corrimão do pensamento. Andei pensando, muitas vezes em círculos, risquei o chão da casa com meus solados e cheguei a algumas conclusões. Uma delas: você tem razão, tenho dificuldade com as palavras, mas já foi dito e não quero me repetir. Gastar palavras novas com ideias velhas.

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Nunca acreditei em amor correspondido, correspondências açucaradas, mel derramado. Sempre quis que formigas roessem o cu dos amantes. Minha solidão, minha dor de ser só era algo enraizado, cuidadosamente cultivado uma vida inteira. Sempre achei de uma pieguice extrema amar e ser amado.
Sou um desgraçado.
Estela me desgraçou.

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Descobri que um homem, quando enlouquece, apossa-se de sua mais profunda lucidez. Um homem louco não volta para casa porque se descobre sem morada no mundo.

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Adrienne Myrtes nasceu no Recife/Pernambuco e vive em São Paulo desde 2001. É escritora e artista plástica (todas essas ilustrações também são dela). Participou de algumas antologias, destacando: Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século, (Ateliê Editorial, 2004), 35 Segredos para Chegar Lugar Nenhum, (Bertrand Brasil, 2007) e Assim você me mata (Terracota Editora, 2012). Publicou: A Mulher e o Cavalo e Outros Contos (Alaúde e EraOdito, 2006), o romance Eis o Mundo de Fora (Ateliê Editorial, 2011) cujo projeto recebeu o Prêmio Petrobras Cultural 2008/2009 e a novela ‘Uma história de amor para Maria Tereza e Guilherme’ (Terracota Editora, 2013). Acredita que a literatura salva sua vida todos os dias e espera que a humanidade dê seu jeito.

 

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AGENDÃO

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Eis aqui a agenda dos saraus para o seu findi, com fotos, cartazes, links e vídeos (clique nos nomes em negrito e nos cartazes para saber mais). Acompanhe também as muitas opções contidas na página da Agenda da Periferia. Informe-se, inconforme-se, atue e divirta-se!

 

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Até 29 de abril … O vento que varre a Casa … Trabalho articulado de poesia, música e artes visuais: um livro não-convencional da poeta Marcia Matos, baseado em histórias reais, com as quais ela cria esta intervenção urbana sobre o tema do suicídio. O projeto, aprovado pela Lei Rouanet, ainda está sem patrocínio. Esta primeira etapa da exposição acontece de forma independente e busca parceria de pessoas e entidades envolvidas com a causa da prevenção do suicídio. No Tendal da Lapa, à rua Constança, 72 (ou rua Guiacurus, 1100).

 

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Quinta-feira – 20 de abril – 18h30 … Poetas Ambulantes na Linha Verde … Coletivo Poetas Ambulantes realiza intervenções poéticas com saraus e distribuição de poemas em ônibus, trens e metrô. Na véspera do feriado, eles levarão sua artilharia poética para a Linha Verde, da estação Vila Madalena à estação Vila Prudente. O encontro esta marcado para 18h30, na catraca do Metrô Vila Madalena, com saída prevista para 19h.

 

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01despropositos

Quinta-feira – 20 de abril – 19h … Lançamento de Despropósitos, poemas de Natália Xavier … A Editora Patuá convida para o lançamento do livro ‘Despropósitos em quatro atos’, poemas de Natália Xavier. A entrada é franca e o exemplar estará à venda por R$38. Na Patuscada – Livraria, Bar e Café, à rua Luís Murat, 40, na Vila Madalena.

 

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Quinta-feira – 20 de abril – 19h30 … Pê Éfe – no Bar Piloto … De dia, é um lava-rápido de motos Harley Davidson. À noite, saem as motos e o local se transforma no Bar Piloto, um charmoso ponto de boa música. Na véspera do feriado, apresentação da dupla Pê Éfe, formada por Pedro Milanesi e Filó Silva. Entrada R$10. Na rua Guimarães Passos, 600 (perto do metrô Ana Rosa).

 

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Quinta-feira – 20 de abril – 20h … 68a Edição British in Concert – Ravi Landim e banda … British in Concert procura divulgar a música local de boa qualidade, mas que não tem espaço nas rádios comerciais. Nesta edição, o violonista Ravi Landim apresenta o show “Das Andanças e seus Retalhos”. Na rua Benjamin Constant, 682, centro de Suzano.

 

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Quinta-feira – 20 de abril – 20h … ‘Alô, Brasil!’ – no CCJ … Show onde o músico Arthur Vital apresenta ritmos variados: do jazz ao samba, passando por ijexá, samba de terreiro e de breque. Participação de  amigos, entre eles, o poeta Cleyton Mendes. Entrada franca. No CCJ – Centro Cultural da Juventude, à av. dep. Emílio Carlos, 3641, na Vila Nova Cachoeirinha.

 

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Quinta-feira – 20 de abril – 20h … Giba Ribeiro – acústico … Véspera de feriadão num dos bares mais legais da Vila Maria. Giba Ribeiro apresenta seu repertório eclético pra todo mundo cantar junto: de Cartola a Lenine, de Raul a Legião, passando por toda a mpb e pop rock nacional: Djavan, Caetano, Chico, Gil, Capital, Barão, Ira, Tim Maia, Marisa Monte, Jeneci, Nando Reis, Maria Gadú, Zé Ramalho, Zé Geraldo, sem esquecer as pérolas do “Clube da Esquina”. No Carauari Bar e Mercearia, à praça Carauari, 8.

 

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Quinta-feira – 20 de abril – 21h … Aline e Bedurê – no Parlapatões … O músico André Bedurê leva ao palco toda sua bagagem (cantando e tocando baixo, baixo acústico e violão), para acompanhar a jovem e excelente cantora-revelação Aline Nascimento. No repertório, músicas autorais e de amigos e parceiros como Kleber Albuquerque, Zeca Baleiro, Rovilson Pascoal e outros. Ingressos a R$30 e R15. No Teatro dos Parlapatões, na praça Franklin Roosevelt, 158.

 

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Quinta-feira – 20 de abril – 21h … Folk na Kombi – Acústico … Banda (composta por Bezão, Felipe e Jonavo) faz show intimista, em formato acústico, enquanto prepara seu novo dvd. Ingressos antecipados a R$20. No The Orleans, à rua Girassol, 398.

 

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Quinta-feira – 20 de abril – 21h … Up the Irons – no Seu Pimenta … Duas horas de tributo à “Donzela de Ferro”, na véspera do feriadão, com entrada franca. No Bar do Seu Pimenta, à rua Enéas de Barros, 1010, esquina com a av. Tiquatira, na Penha.

 

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Quinta-feira – 20 de abril – 21h30 … MC Marcello Gugu + DJ Dia … Marcello Gugu é um mc paulistano que lançou “Até que enfim Gugu” (que você pode ouvir AQUI), mixtape com rimas inspiradas repletas de referências culturais e históricas. Nas paredes, projeção de fotos do Projeto Fluidos, com pinturas corporais de origem africana e indígena. Entrada R$20. No Disjuntor, à rua da Mooca, 1747, a poucos metros da estação Mooca da CPTM.

 

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Quinta-feira – 20 de abril – 22h … Noites Africanas – Café Aurora … Na programação, Trupe Atopani (Togo) e discotecagem com ritmos tribais africanos. Ingressos a R$20 e R$15. Na rua Treze de Maio, 112, na Bela Vista.

 

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Quinta-feira – 20 de abril – 22h … Stereo Royale: JAMniah no Al Janiah … Segunda edição da festa com os dj’s Ed, Morelli, Cíntia e PJ e seus sets com muito groove, brasilidades, latinidades, original funk, rap, soul e R&B. Entrada R$10. Na rua Rui Barbosa, 269, na Bela Vista.

 

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Sexta-feira – 21 de abril – 18h … Acústico no Laje – Yasmin Olí … Cantora, atriz e compositora, Yasmin Olí tem influências jazzísticas em seu repertório que mescla canções autorais e releituras de mpb. Entrada R$10. No Laje, 795, à rua Pamplona 795 (perto do metrô Trianon-Masp).

Como atriz, Yasmin Olí pode ser vista na peça infantil ‘Nerina – a ovelha negra‘, que trata de racismo. No domingo, dia 23 de abril, às 12h, no sesc Pompeia, à rua Clélia, 93.

 

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Sexta-feira – 21 de abril – 19h e 21h30 … AI-5, a peça – Temporada 2017 … A peça, de Paulo Maeda, é uma reconstituição cênica da reunião do Conselho de Segurança Nacional para a implantação do Ato Institucional Nº 5, que endureceu a ditadura militar no Brasil. As palavras ditas naquela ocasião são assustadoramente semelhantes com as que temos ouvido nos dias de hoje. No Casarão do Belvedere, à rua Pedroso 267/283 (perto do metrô São Joaquim), todas as sextas-feiras, até 28 de abril, com sessões duplas (19h e 21h30). Ingressos a R$30 e R$15 (confirme presença e pague meia).

 

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Sexta-feira – 21 de abril – 19h30 … Projeto MPB na Padoka – Adelson Sabão … Abrindo o Projeto “Mpb na Padoka”, o versátil músico Adelson Sabão apresenta seu repertório de clássicos da nossa música: Gil, Melodia, Raul, Moska, Caetano, Beto Guedes, Sá & Guarabira, Secos e Molhados, Xangai, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Zé Geraldo, Milton, Lô Borges e o lado ‘B’ de Raul, além de um set especial com Dominguinhos, Gonzagão e Alceu. Na praça Valdemar Bassi, 78, Jardim Brasília, na ZL.

 

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Sexta-feira – 21 de abril – 20h … Concha e Gabriel Peri – na Sensorial Discos … Shows com a banda Concha e com o cantor e compositor Gabriel Peri. Entrada R$12. Na rua Augusta, 2389, (a quatro quadras da av. Paulista).

 

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Sexta-feira – 21 de abril – 20h … Tributo a Pixinguinha – Grupos “Chorando em Ré menor” e “Saxofonando” … Os grupos “Chorando em Ré Menor” e “Quarteto Saxofonando” prestam homenagem ao grande mestre, com apresentação inteiramente dedicada à sua obra. Na data, se comemora o 120º aniversário de seu nascimento, além de ser, também, o Dia Nacional do Choro. No programa, além de seus clássicos, algumas composições menos conhecidas. No Itau Cultural, à avenida Paulista, 149.

 

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Sexta-feira – 21 de abril – 20h … Ruan Trajano – no Quinto Pecado … O cantor e compositor pernambucano Ruan Trajano apresenta as canções autorais de seu ep “Jardins e concretos”, já disponível nas plataformas digitais. Entra elas, a bela “Norte” (no vídeo, com Daniella Alcarpe). No Quinto Pecado Café & Bistrô. Entrada R$10. À rua coronel Artur de Godoi, 12, na Vila Mariana.

 

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Sexta-feira – 21 de abril – 21h … Música … “Sará o Quê?” é um sarau caseiro, onde amigos levam comidinhas e bebidinhas, para curtir boa música num clima intimista. Nesta edição, concerto com a mezzo-soprano Inês Stockler. O repertório abrange de Bach a Villa-Lobos, incluindo Bizet, Faure, Jacob do Bandolim, Pixinguinha e Tom Jobim, além de composições instrumentais de Daniel Grajew, Caito Marcondes e Marcel Martins, que a acompanham ao piano, percussão e cavaquinho. Haverá projeção de um episódio da série “O’Milagre de Santa Luzia”, do cineasta Sergio Roizenblit. Contribuições ao gosto do público. À rua Cristiano Viana, 1430.

 

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Sexta-feira – 21 de abril – 22h30 … XXXbórnia na Trackers – edição carne fraca … Festa com 3 pistas, dois palcos e quatro bandas numa noite que é só filé. Com as bandas Vitrola Sintética, Mel Azul, Craca & Dani Nega e Jonnata Doll & Os Garotos Solventes. E ainda os djs Bru Sztok, Mario the Golden Goat, Lucefer, Lydia Caldana e Fetusborg. Na Trackers, à rua dom José de Barros, 337. Entrada somente com nome na lista. Mandar nomes pelo email: xxxbornia@gmail.com

 

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Sábado – 22 de abril – 16h … Pornomassacre e lançamentos de Samuel M. Marques e Luciano Portela … Noite para celebrar música e literatura. Luciano Portela lança “Tudo que Afeta o Movimento”, romance onde o universo urbano é relembrado continuamente, assim como também toda a cultura de massa presente através de novelas, talk-shows televisivos, futebol e lutas de telecatch. Samuel M. Marques lança “O Abismo é um Instante”, livro de poemas que funcionam como uma tentativa de registro daquilo que cai e permanece, em cada encontro com os corpos, os suores, os humores, os risos, o sangue e os sumos.

A banda paulistana Pornomassacre, que lança seu ep ‘E o que me resta?’, faz um ‘punk rock com ares teatrais e burlescos, cruzando Sex Pistols com Alice Cooper’. Ainda no local, a exposição “E$TOPIM”, do artista Renan Oliveira. Couvert R$10. No Baderna, à rua Oscar Freire, 2529, em frente ao Metrô Sumaré.

 

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Sábado – 22 de abril – 17h … Slam das Minas SP #13 nenhumaluanaamenos … O slam foi criado para lutar por vaga feminina na batalha final do Slam-BR, pois entende que, assim como nos saraus, esse ainda é um espaço de maioria masculina. Além das batalhas de poesia, lançamento do livro “Alteridade”, de Maria Giulia Pinheiro, que narra a história e a luta de uma mulher que foi estuprada. Nesse vídeo, um trecho da peça, que precedeu o livro:

No evento, pocket-show com Indy Naíse, que acaba de lançar clipe com a canção ‘Goteira’, de Renato Pessoa. Na House of Food, à rua dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 57, perto da Fradique Coutinho. Entrada franca e palco aberto.

 

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Sábado – 22 de abril – 18h … Sarau dos Conversadores … Sarau surgiu em 2008, com a criação do grupo e espetáculo poético-musical “Os Conversadores”, de Cacá Mendes e Edson Tobinaga (foto). Está em cartaz, “permanente”, na Livraria da Vila (da al. Lorena) desde junho de 2013, sempre no último sábado do mês. Agora, em versão itinerante, se apresentam neste sábado (e domingo também – ver cartaz acima). Com entrada franca e palco aberto.

 

 

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Sábado – 22 de abril – 19h … Jardim Psicodélico: Os Subterrâneos + Ciro Madd – no Menino Muquito bar … 6ª edição da festa traz as bandas Os Subterrâneos e Ciro Madd, além da feira de vinil da Charada, com discos que vão do classic rock à brasilidades. Entrada franca.

Os Subterrâneos “vieram de debaixo da terra , despertados pela acidez do fuzz e psicodelia das bandas mais obscuras dos anos 60, num estado alucinado de lisergia, das profundezas periféricas de SP”. No Menino Muquito Bar, bar de cultura independente na ZL, que se propõe a trazer ao público a força das bandas autorais. Na avenida Vila Ema, 5090.

 

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Sábado – 22 de abril – 19h … HAB e Baoba Stereo Club … No cd ‘Pessoas Não’ (ouça AQUI ), a banda HAB leva o elemento experimental ao extremo, com intervenções criativas na busca de sonoridades nada óbvias. Com Guilherme Valério (guitarra, voz e kalimba), Marco Nalesso (guitarra), Marcos Gerez (baixo) e Thiago Babalu (bateria). A banda Baoba Stereo Club (ouça AQUI), cujas composições passeiam pelo rock, jazz, minimalismo, batidas africanas e o universo experimental, é formada por Bruno Gold (piano), Henrique Diaz (guitarra) e Maurício Takara (sintetizador, trompete e bateria). Entrada R$20. Na Associação Cultural Cecília, à rua Vitorino Carmilo, 449, em Santa Cecília.

 

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Sábado – 22 de abril – 20h … Canções de Torquato Neto … Gustavo Galo, Gustavo Cabelo e Tomás Bastos são integrantes da Trupe Chá de Boldo. O trio resolveu mergulhar na obra e na densa atmosfera que ronda Torquato Neto, em um show intimista. As duas guitarras acompanham as palavras cortantes do poeta que ousou desafinar o coro dos contentes. “Let’s play Torquato”. Entrada R$20. Na praça Jesuíno Bandeira, 124, Vila Romana.

 

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Sábado – 22 de abril – 20h … Capote Vivo! … Após um ano de pausa, o Espaço Capote retoma suas atividades com intensidade e entusiasmo. Na programação do evento, batizado de Capote Vivo, muita poesia e música made in Guarulhos, com as bandas Vitrola Mágica, Audiência Zero, Pedra Roxa, IR AO AR, Enig & DJ Omsemnim, DJ Thays Calza, Saracura Malandragi + Chris Fronz (Bonsusound) + Youth Posse. Ao longo da noite, exibição de curtas e médias-metragens produzidos por coletivos guarulhenses e exposição de peças de artesanato dos artistas locais. Entrada gratuita. Na rua Do Capote, 28, Macedo, em Guarulhos.

 

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Sábado – 22 de abril – 20h … Juliano Gauche – no Loki Bicho … Show com o cantor e compositor que lançou seu primeiro disco (sem título) em 2013, e o segundo (‘Nas Estâncias de Dzyan’) em 2016, dois álbuns autorais, influenciados pela contracultura. O show é no Loki Bicho, à rua Chacará do Carvalho, 109. Entrada R$20.

 

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Sábado – 22 de abril – 21h … Junior da Violla Experience – no Sampa Jazz Bar … Guitarrista e violeiro, Junior mistura solos de moda de viola ao blues. Couvert R$10. No Sampa Jazz Music & Bar, à rua Arcipreste Ezequias-245 Ipiranga

 

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Domingo – 23 de abril – das 15h às 21h30 … Folk Music Brazil – Cover Festival … Primeira edição do projeto traz quatro artistas do cenário folk brasileiro, tocando e homenageando os grandes artistas que são referências no estilo. Pedro (covers de Damien Rice, Glen Hansard, The Frames, Hozier, Iron and Wine e City and Colour), Benjamin Existe (voz e violão para covers de Nick Drake), Arthur Matos (covers de Crosby, Stills, Nash & Young) e o duo Antiprisma (covers de Simon & Garfunkel). Os quatro artistas apresentarão também seu trabalho autoral. Na Associação Cultural Cecília, à rua Vitorino Carmilo, 449. Entrada R$15.

 

 

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Domingo – 23 de abril – 18h … Garagem Blueseira, Chico Osso e Paulo Cézar Luz + Naipe de Curingas … O Movimento Santo de Casa (grupo de amigos músicos e produtores interessados em fomentar a música autoral) apresenta show com três bandas: Garagem Blueseira, formada por Edmir Chagas (guitarra e voz), Nei Alves (contrabaixo e voz), Alexandre Moraes (gaitas) e Denny Araújo (bateria); a banda de reggae Chico Osso formada por Rafael Campanela (vocal e guitarra base), Maurício Garbellini (guitarra solo), Fernando Xubrido (baixo), Guilherme Júnior (bateria) e Jorge Luís (percussão); e Paulo Cézhar Luz (mais o Naipe de Curingas), compositor, cantor e violonista, cujo som vai do rock à mpb. No O Quinto, à av. Pinheiro Machado, 51, na Vila Mathias, em Santos. Couvert R$15.

 

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suburbano

Segunda-feira – 24 de abril – 19h30 … Sarau Suburbano … Com palco aberto e vários convidados. Entre eles, o poeta William Martins lança seu livro ‘Um Verso na Cabeça’. Na rua 13 de Maio, 70, no 2º andar.

 

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Terça, quarta e quinta-feiras – 25, 26 e 27 de abril – das 19h às 22h … Oficina de publicação e edição de livros … O escritor, editor e técnico gráfico Marcelo Nocelli ministra curso aos que desejam publicar um livro, iniciar uma pequena editora ou selo editorial, editar ou conhecer melhor o mercado editorial e gráfico. Na Livraria Nobel – Espaço Novo Mundo, à av. Salgado Filho, 1.453, (próximo ao Bosque Maia) em Guarulhos. Investimento: R$200. Vagas limitadas. Inscrições no local, ou pelo e-mail: marketing@espaconovomundo.com.br

 

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Terça-feira – 25 de abril – 19h30 … Luís Augusto Cassas – no Sarau Gente de Palavra … Sarau, com apresentação de Rubens Jardim e Davi Kinski, homenageia o poeta Luís Augusto Cassas, que terá seus poemas lidos por Mirna Grzich, Roberto Bicelli, Adriana Veraldi, Carlos Tenreiro, Claudinei Vieira, Hamilton Faria, Daniel Perroni Ratto, Eduardo Lacerda e vários outros, além dos dois organizadores, Rubens e Davi. Com participação do músico Gabriel de Almeida Prado. Entrada franca. Na Patuscada – Livraria, bar & café, à rua Luís Murat, 40, na Vila Madalena. Abaixo, dois poemas de Cassas:

DIALÉTICA DO OLHO ROXO

todo poema é um soco no queixo da história
um cruzado de esquerda na face da arte
um pontapé no traseiro da memória e da vida

frágil ou potente lento ou ligeiro todo poema
é o ato guerreiro de estremecer maxilares
ainda que leve á lona quem o pratica

a quem não jogou a toalha

O TREM

são tantas
falhas básicas
defeitos
de fabricação
tantos interditos
e
proibidos
dias lindos
que não
voltarão
que é melhor
correr o risco
não retornar
à estação
acelerar
o vivido
buscar
sentido
nas coisas
que virão
e seguir
os fantásticos trilhos
da invenção

 

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Terça-feira – 25 de abril – 20h … Sarau Toca do Autor … O cantor e compositor Alexandre Tarica organiza e apresenta esse sarau superlegal no agradável espaço do bar do Hotel Cambridge, à rua João Adolfo, 108 (perto da estação Anhangabaú do metrô). Entrada R$10.

 

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Quarta-feira – 26 de abril – 19h15 … Arte com Humor … O cartunista e escritor Fernando Vasqs falará sua sobre carreira. Na Livraria Martins Fontes, à av. Paulista, 509.

 

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Quarta-feira – 26 de abril – 20h … Sarau Solidário – Lançamento Patrocine.org … O Patrocine.org, startup de empreendedorismo social que conecta trabalhadores de baixa renda ao mundo digital, realiza sarau com apresentação de diversos artistas, entre eles Indy Naíse, Lucas Adon e Nina Oliveira. Os fundadores e sócios da Patrocine.orgMarcos Paulo Pereira Perfeito e Lucas Nogueira, esperam estimular economias locais e cativar pessoas dispostas a ajudar o próximo. Saiba mais acessando o site e se inscreva para cantar. Na Sensorial Discos, à rua Augusta, 2389. Entrada R$10 (consumíveis).

 

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BOM FINDI A TODOS E
ATÉ A SEMANA QUE VEM!

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