Twitter testa limite de 280 caracteres. Foto: Josh Edelson/AFP Photo

Um pedido que vem sendo feito há anos ganhou forma para alguns usuários do Twitter: liberdade para escrever mais. Ou, pelo menos, em 280 caracteres.

A empresa anunciou a mudança nesta terça-feira, 26, e explicou que a alteração se dá pela dificuldade de expressão em alguns idiomas.

Em inglês ou português, por exemplo, é fácil atingir 140 toques e ainda pode ser preciso editar, reduzir ou trocar uma palavra por outra. Isso pode não expressar o que realmente se queria dizer inicialmente.

Em japonês ou coreano, a mesma informação pode ser dita em menos caracteres, uma vez que esses idiomas contêm o dobro de quantidade de informação em apenas um caracter.

E é claro que a mudança gerou reações diversas na rede. Segundo internautas, o novo limite expandiria as possibilidades de ataque de Donald Trump. O Twitter chegou a explicar o porquê de não deletar os tuítes do presidente norte-americano que incitariam a violência.

“Talvez o Twitter ache que Trump não vai começar um armagedon nuclear se ele apenas tivesse o dobro de caracteres para se explicar?”, disse uma internauta.

“Imagine quantas guerras acidentais Trump começaria em 280 caracteres”.

Outros levantaram a questão do assédio na rede:

“Nós: ‘Twitter tem um problema com assédio em 140 caracteres’. Twitter: ‘Agora, você pode assediar as pessoas com 280 caracteres!'”.

O presidente-executivo do Twitter, Jack Dorsey, é um dos que podem usufruir da nova mudança. Ele usou o perfil para dizer que estão orgulhosos de resolver um problema real que as pessoas têm quando tentam tuitar.

A editora da Vice, Caitlin Kelly, aproveitou a mensagem de Jack para mostrar que ele poderia dizer o mesmo com menos caracteres: