Até a semana retrasada eu não poderia escrever esse post porque não conhecia nenhuma dessas pessoas acima, nem sabia o que elas faziam. Agora eu sei que eles me trouxeram coisas lindas para minha vida, me emocionaram, me fizeram sentir e pensar. E é isso que eu gostaria de compartilhar com você.

Este rapaz da esquerda é Aziz Ansari, co-criador da série Master of None. A da direita é Lena Waithe, atriz e protagonista do episódio Thanksgiving da 2a. temporada da série, também co-autora do episódio. Esta imagem é do Emmy de ontem, quando os dois foram premiados por esse trabalho. Lena tornou-se assim, a primeira mulher afro-descendente a receber um Emmy como roteirista.  O discurso dela fez muita gente chorar. Chorei também. De amor.

A série Master of None é singela, engraçada, profunda, tocante, moderna, fresh, diferente de tudo o que você já viu. Por um motivo: ela mostra o novo mundo em que vivemos. Esse novo mundo onde todas as pessoas têm voz,  onde as minorias têm espaço porque existem, onde o preto e branco binário de um mundo velho de apenas dois gêneros, tornou-se colorido como o arco-iris da crina dos unicórnios com a presença aberta  de tantas outras orientações sexuais. É uma série que celebra a diversidade.

Existem muitas pessoas que estão entendendo tudo isso, que acompanham este processo. Muitos são jovens, que já sabem que a igualdade e o amor são a resposta pra salvar o mundo, que todo preconceito é cruel e sem sentido, que o planeta precisa ser cuidado, que o dinheiro é importante, mas está longe de ser ‘A’ coisa mais importante da vida. E quem está entendendo reconhece facilmente qualquer membro dessa tribo que habita a humanosfera. Master of None trabalha nesse registro.

E tem os outros, os que não estão gostando desse novo ar que vem com a brisa da democracia, os que acham que ‘era melhor antes’, quando eram eles os privilegiados que não apenas podiam tudo, mas mandavam em quem não podia. Os outros são  os que não estão entendendo nada. Os que vão entender cada vez menos, os que vão entrar em extinção por falta de adaptação.

Porque é essa a definição de evolução, a sobrevivência dos adaptados. Machistas, racistas,  conservadores, reacionários, supremacistas brancos, héteros brancos autoritários e intolerantes, corruptos hiperambiciosos, perderão força e espaço a cada dia, com o avanço de todos os verdadeiramente humanos que chegam para lutar com seus escudos de igualdade, suas espadas de luz, seus capacetes de beijos, suas armaduras de poesia,  combatendo a desumanidade, o autoritarismo e a exploração e em busca de dignidade de vida para todos.

Não posso dizer que estou entendendo tudo, mas sei que tem muita coisa nova pra aprender. E essa série, Master of None, abriu novas portas da minha alma.

Eu ia dizer parabéns para os autores, mas preciso dizer antes muito obrigada!

Que venha o novo.
Viva a revolução da nova ordem.
Viva a diferença. Viva a igualdade.
Viva a diversidade.