Você já deve ter visto muitas manchetes sobre ’empregos dos sonhos’. São sempre notícias curiosas sobre vagas para  ‘zelador de ilha paradisíaca’ ou ser ser pago para ‘viajar durante um ano’.

Lendo assim, pode parecer meio óbvio que todo mundo adoraria ser escolhido para essas atividades, mas talvez não seja tão evidente assim. Tem gente que odeia ilha, não gosta de vida selvagem, ou é alérgico a insetos. Viajar também é maravilhoso, mas não pra quem tem medo de avião ou dificuldade de adaptação a novos lugares.

Então, o ‘trabalho dos sonhos’ não existe?

Existe. Mas cada um tem o seu. A sua atividade ideal que é aquela que não só faz você feliz por alguns momentos, mas que oferece espaço para você ser quem você é.

Recentemente, vi um documentário sobre o grupo de teatro “Asdrúbal trouxe o trombone” e Regina Casé, que era integrante, falava do quanto ela era feliz ali, porque podia se expressar, ser quem era, criar o próprio repertório e isso tudo, entre amigos e tendo sucesso.

Me fez pensar. Quantos de nós pode dizer que vive de um trabalho ou atividade que permite que você seja fiel a seu coração? Poucos. Artistas independentes, pequenos prestadores de serviço, artesãos, profissionais liberais que amam o que fazem, ativistas que acreditam em uma causa, voluntários.

Mas mesmo quem trabalha com o que ama, muitas vezes está em ambientes ideologicamente conflitantes ou limitantes. Não basta saber sua vocação é preciso achar um lugar saudável.

E se você apenas aceita estar em um lugar pelo dinheiro, mesmo não sendo feliz lá, com o tempo essa infelicidade será cobrada. Em saúde física e mental.

Viver bem, em equilíbrio e com saúde é estar em sintonia com o que se faz e o que se pensa, com o que se deseja e o que se tem, todos os dias da vida.

Se você não estiver satisfeito com seu dia a dia, faça planos para encontrar  uma alternativa.
Porque, dizem que existe algo além da via, mas vai que só tenha essa. Melhor garantir a felicidade aqui e agora.