No dia 26 de julho de 2017 completei sessenta anos. Meu presente de aniversário foi viajar para Nova York e encontrar minha filha Anita, que está morando lá por um tempo. Foi ela que tirou essa foto durante nossa manhã de treino de corrida no East Side. No dia anterior, fizemos o treino no Central Park, a minha ‘corrida de despedida dos cinquenta e nove’.  Sim, estou bem de saúde, feliz, tenho mil projetos pra vida. Mas, o que é se tornar sexagenária e entrar pra ‘terceira idade? Se a vida for uma estrada de cem quilômetros e cada quilômetro corresponder a um ano, o que é estar no km 60? Ou, se a vida for uma partida de futebol com noventa minutos regulamentares, o que é estar nos quinze minutos do segundo tempo?

A primeira resposta é: se a vida for uma partida de futebol e eu estiver aos quinze minutos do segundo tempo, a primeira coisa é tentar empatar pra ganhar mais quinze de prorrogação.  E se empatar de novo, torcer pra ganhar nos pênalties, porque dessa partida, ganhando ou perdendo, todos nós sabemos como vamos sair. Só não sabemos pra onde. Se houver um ‘onde’.  Portanto, não importa onde você esteja, o lance é dar tudo de si, graças a D’eus, chutar com o pé que está mais a mão, graças a D’eus, mirar no gol e comemorar com a galera.

A segunda resposta é: se a vida for uma estrada de cem quilômetros e estou ao lado da plaquinha do km60, eu posso ser útil para todo mundo que está nos primeiros cinquenta e nove quilômetros da estrada, posso ser um Waze colaborativo que ajuda os outros informando como é chegar até aqui. É o que tento fazer. Mesmo encarando esse difícil dado: 87% da população mundial (e do Brasil em particular) é mais jovem que eu.

Eu sei porque eu consultei vários sites que calculam essa percentagem e o resultado está documentado aqui para quem nasceu em 1957 como eu:

É duro olhar  o gráfico e ver que meu novo clubinho da terceira idade só tem aquela pontinha escura do iceberg da população. Mas, sem problema, eu me sinto uma pessoa ‘xóvem’ de espírito e me relaciono muito bem com pessoas de todas as idades abaixo da minha. E, ainda bem que tem Internet, onde a idade não importa tanto assim.

E é essa minha missão pessoal hoje. Compartilhar o que acumulei até aqui, enquanto adquiro novos conhecimentos. Quero contar como é ter mais experiência e menos colágeno, mais compaixão e menos libido, mais equilíbrio e menos loucura e, claro, menos anos pra viver e mais vontade de aproveitar o tempo, talvez, morando em algum lugar na Europa, onde as pessoas que não precisam mais pagar o transporte público correspondem a 25% da população. 🙂

Se você quiser calcular quantas pessoas são mais jovens e mais velhas que você e ver quantos humanos habitavam o mundo quando você nasceu, é só clicar aqui. 

E, se você quiser ser gentil e generoso e compartilhar este post com outras pessoas, desde já, meu muito obrigada!