O domingo estava terminando de forma normal, sem nenhuma grande emoção. Estou trabalhando direto há vários dias, num esquema de emergência e, além do prazer do trabalho não tenho tido nenhuma grande emoção. Até que vi um tweet na minha timeline.

Carlos Cardoso, que conheço da Internet desde o tempo do ICQ, mandou o link de um vídeo pra querida Mariana Belém, cantora e filha da Fafá, dizendo que nós entenderíamos o conteúdo.

Clique, vi, entendi e me emocionei profundamente. Mais do que isso, senti uma felicidade tão sincera que alterou meu estado de espírito.

Mas que vídeo grandioso é esse? Uma história de superação? Um grande feito? Uma conquista recente?

Não.

Não é aí que está seu encantamento.

O vídeo mostra a dupla indie “Boy”, formada pela cantora suiça Valeska Steiner e pela instrumentista alemã Sonja Glass, cantando num Pub em Nova York, em março de 2013. Era a primeira apresentação das dupla nos Estados Unidos e, mesmo já tendo feito relativo sucesso na Europa, fazia sentido imaginar que os americanos não conheceriam as canções do show, já que elas apresentam composições próprias.

O que contagia quem assiste é justamente a surpresa de Valeska ao descobrir que a plateia sabe de cor a letra de “Little Numbers”. A emoção do feedback instantâneo é tamanha, que ela quase não consegue cantar.  Dá um gritinho, como uma criança. Na segunda vez, parece que levou um choque! Mas continua, olha pra parceira, quase chora, continua, se surpreende novamente e fica tão feliz, que quatro anos depois, em outra língua, qualquer um consegue traduzir o que está acontecendo: estamos diante do registro de um momento de emoção verdadeira.

A alegria que ela sente é genuina, rara, preciosa.

E o melhor: a gente fica feliz porque ela está feliz!

Então, como dia 13 de novembro é dia da gentileza, quero agradecer ao Carlos Cardoso pela gentileza de ter compartilhado esse vídeo tão lindo. E, claro, passar a gentileza adiante compartilhando o link com você.

Não sei precisar que mágica é essa que me encantou, mas, só pode ser o poder de um momento de verdade genuína nesse mundo tanta falsidade industrializada.

Lá vai!