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Na semana passada eu falei da Caroline Rector, que mantém um guarda-roupa de 37 peças (com algumas mudanças a cada troca de estação) e, assim, facilitou muito a vida e a rotina. Aquela coisa de viver com menos que muita gente tá escolhendo. E esse post é para orientar quem quer seguir esse caminho.

Não é por acaso que muitos livros sobre organizar e simplificar a vida começam falando de roupas (tem o da Marie Kondo, que eu fiz um post sobre. E atualmente estou lendo Do Less, outro livro que ajuda quem quer começar a simplificar  a vida). Ou melhor, aconselhando que você comece a organizar sua vida pelo seu closet. Como roupa é algo relativamente barato (se compararmos com carros ou móveis), as pessoas tendem a ter muito, mas muito mas do que precisam. Além de achar cansativo, é caro (não só na hora de comprar, mas de manter também) e demanda trabalho e tempo na hora de se vestir de manhã. E, ainda que eu ame roupas e adore me vestir para sair, eu ainda prefiro usar meu tempo em coisas mais prazerosas, tipo andar de bicicleta ou tomar sorvete com meu filho.

Minha experiência de consultora de estilo e de personal organizer (nesse caso, de mim mesma) me mostrou que ninguém precisa mais do que 50 peças de roupa, incluindo sapatos, para se vestir bem. Acontece que existem pessoas que amam roupas e adoram pensar no que irão vestir todas as manhãs (eu!). Então, essas podem ter 60. Chocou? Quer fazer um teste? Preste atenção no que você usou no período de 21 dias. Anote tudo. Depois desse tempo, tire tudo o que não foi usado nesse tempo e coloque em um lugar separado, uma mala, enfim, longe dos olhos. Se você costuma lavar roupas semanalmente, vai ver que o que está guardado não vai fazer falta. Você quase nunca usa mesmo.

Mas chega de enrolar e vamos ao ponto. Como montar esse guarda-roupa de 37, 47, 57 peças, que seja?

(Se você ainda não fez a lição de casa, leia o último post e esse aqui também para organizar o armário.)

1) Cinco para um – Um guarda-roupa minimalista precisa de proporções minimalistas. Cinco partes de cima para cada parte de baixo é o mundo perfeito, mas três já tá valendo. Para cada calça, saia ou bermuda, cinco camisas, tops, blusas etc. Pensando em um guarda-roupa de verão (para ser usado por 4 meses), aqui vai minha sugestão para um closet de 37 peças. Como eu disse, se você precisa ir super arrumada trabalhar, é bem possível que precise aumentar esse volume um pouco:

4 calças (depende do seu ambiente de trabalho. Se é formal, suba para 5)

3 saias

2 shorts

3 camisas

6 blusas/tops

4 camisetas

1 blazer (novamente, se trabalha em um ambiente mais sério, precisa ter ao menos dois)

1 jaqueta

2 casaquinhos leves/cardigãs

3 vestidos

3 sapatilhas

2 sandálias

2 tênis

1 sandália/scarpin salto médio

1 chinelo bacana, tipo Birkenstock (pra quem gosta!)

2) Escolha suas cores – Se você não é iniciada em combinação de cores, vai ter mais facilidade em coordenar tons neutros. Isso não quer dizer ter uma coleção de calças pretas e marinho, mesmo porque neutros  ganham graça quando são combinados com cores mais vivas. Pense nessa montagem, mas restrinja a quantidade de cores na maioria das peças. Deixe os tons mais vivos para algumas peças, de preferência partes de cima ou peças pequenas, como shorts e minissaia. Cinza mescla, marinho, off white e jeans são grandes aliados nessas horas pois ficam bem com tudo. Exemplo: um blazer cinza “acalma” um saia verde bandeira e uma camiseta azul. Uma camisa vermelha pode ser usada com calça off white, jeans, bege e por aí vai.

3) Sobreponha – um jeito de ganhar mais looks, sem ter que comprar mais roupa, é fazendo sobreposições. Em dias de clima mais ameno, ou para quem trabalha em lugares com ar condicionado, um blazer, jaqueta ou colete ajudam a mudar a cara da roupa. E tem os echarpes e lenços, os melhores amigos do guarda-roupa cápsula.

4) Sapatos multiuso – Tenha sapatos que fiquem bem com a maioria dos seus looks. Se for comprar um tênis, por exemplo, escolha um modelo mais urbano, que possa ficar bem com um vestido ou saia, em vez de um modelo mega esportivo (a não ser que seja realmente para treinar). Uma sapatilha bege de bico fino tem uma cara mais formal do que uma de bico redondo, então pode ser uma opção melhor para quem precisa dela para sair e trabalhar.

5) Limite o investimento – Onde é que você precisa de mais roupas? Se precisa estar muito bem arrumada para o trabalho todos os dias, é nisso o que você tem que pensar na hora de compor seu closet. Se trabalha em casa, talvez seja mais bacana manter (e comprar, se for necessário) peças gostosas  e confortáveis, que não ponham a perder sua dignidade. Eu não curto ficar mulambenta ou de pijama no meu home office, mas cada um tem suas necessidades. Então isso é totalmente pessoal, avalie e coloque energia e investimento onde for mais importante.

6) Lavagem simples – Você vai precisar lavar roupas uma vez por semana. Então, quanto menos complicadas forem as instruções de lavagem, melhor. Quem tem muitas peças que precisam de lavagem a seco, por exemplo, começa a inviabilizar o guarda-roupa cápsula porque isso exige mais tempo do que simplesmente por na máquina (escolha o ciclo de lavagem delicada para tecidos mais frágeis e roupas mais finas).

7) Tecidos simples e duráveis: roupa ruim não dura. E aí você tem que voltar ao shopping, e aí a simplicidade cai por terra. Então, na hora de comprar, tem que escolher roupa de boa qualidade e lavar com delicadeza. Aliás, cuidar bem da roupa é importante para essa história de consumo consciente. Mas isso não se aplica a peças de qualidade muito baixa, que estragam mesmo que sejam bem cuidadas. Eu falo mais sobre como comprar bem aqui.

8) Acessórios multiplicam: braceletes, brincos e colares fazem diferença para variar o visual. Invista neles para mudar.

É isso. Depois me contem se deu certo!

Dúvidas, angústias e afins escreva para consultoria@fabianacorrea.com.br ou @fabianacorrea_estilo

Até logo.