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Diana Vreeland, lendária editora da Bazaar, que tinha estilo pra dar e vender

 

Muita gente que chega até mim, querendo fazer a consultoria de estilo pessoal, diz que queria ter um estilo, assim como aquela amiga “super estilosa” que ela tem. Geralmente, essas pessoas “super estilosas” são pessoas que experimentam, ousam, brincam com esse estilo, com suas roupas, com as cores. E assim descobrem como expressar o que elas têm lá dentro do peito. E aí eu digo que não posso fazer nada por ela, pois igualzinha aquela amiga estilosa ela nunca vai ser. E que bom, né! Estilo é (quase) igual impressão digital. Cada um de nós têm o seu, mesmo que esteja escondido ou soterrado por timidez, medo, falta de informação ou de ousadia. Daí quando eu vejo um monte de gente se vestindo exatamente igual não dá pra falar que aquilo é estilo. Abro uma exceção pras adolescentes porque nessa época da vida a identificação com a turma é muito importante. Mas depois dos 21, gente, tá na hora de descobrir o que está aí, escondido no meio de um montão de calças pretas, jeans basiquinhos, camisas brancas e sapatilhas bege. Topa? Então vem comigo!

Primeiro, estilo é a tradução do que a gente é em forma de roupas, postura, corte de cabelo. É o nosso jeito, que as pessoas costumam classificar em moderninho, coxinha, descolado, patricinha, perua. Mas que os consultores de estilo ou os personal stylist dividem em grupos como romântico, urbano, clássico e por aí vai. Quer dizer, nem todos. Eu até uso esses termos, mas há tempos percebi que não dá pra usar isso pra definir algo tão único quanto estilo. Além de tudo o que eu já falei ele também pode ser influenciado pelo nosso estilo de vida no momento, com nossas aspirações profissionais e um pouco com a moda (porque proporções e cores disponíveis nas lojas acabam nos convidando a experimentar algo ou, pelo contrário, limitando nossas compras quando uma moda fica tão forte que você não acha nada diferente daquilo que todo mundo usa). Mas, apesar de mudanças e adaptações temporais, a essência costuma ser sempre a mesma. Leia mais aqui. 

Tá, Fabiana, mas como é que eu descubro meu estilo, então? Me contrata, oras! Rs…De fato, essa é uma das partes mais importantes de um personal stylist (ou consultor de estilo, como queira), pois exige uma capacidade de enxergar naquela pessoa o que muitas vezes não está sendo exercido naquele momento. Mas, claro, tem coisas que você pode fazer ao refletir sobre sua vida, seus objetivos, necessidades pessoais e profissionais, seu jeito.

1) O que é importante para você? Se é conforto, não adianta querer fazer o estilo pantera e usar salto agulha todos os dias que não vai dar certo. Provavelmente, você nem vai andar com elegância porque não tem mesmo a ver contigo. Eleja quais são suas prioridades em termo de sensações e risque do closet o que está longe disso.

2) Dê uma boa olhada em seu guarda-roupa. Tem roupa que você comprou, já tentou usar de mil formas e nunca saiu do armário. Pode ser o caso de uma ajuda para aprender a misturar (sempre tem clientes com peças paradas no guarda-roupa há meses e que damos um jeito de trazer à vida com novas combinações), mas pode ser também uma dica do que não tem a ver com sua personalidade e, por isso, nunca vai fazer parte dos seus looks.

3) Ouse, misture, invente. Não custa nada passar um tempinho a mais na frente do espelho e experimentar novas combinações em vez de usar sempre a mesma calça cinza e camisa azul. Errar faz parte do aprendizado, viu? Leia aqui um pouco mais sobre as ousadias essenciais do guarda-roupa. O importante é sair da zona de conforto. Como diz minha musa Diana Vreeland, bom gosto demais dá um tédio…. Pessoalmente, gosto de usar alguma coisa que pareça errada, em princípio, mas que é no final das contas a graça e a personalidade do look.

4) Preste atenção no que está vestindo quando as pessoas elogiam você. Geralmente a gente se sente tão bem quando está de acordo com nosso estilo que isso transparece, as pessoas notam. Bote reparo!

Claro que nada é tão simples assim e cada caso é um caso, mas essas três reflexões já são um bom começo. E sabe qual a recompensa de entender seu estilo? Você não joga mais dinheiro fora comprando roupa que não te representa, você só guarda em seu armário o que é importante pra você, você tem a sensação (maravilhosa, posso garantir) de usar tudo o que tem e por isso estar investindo muito bem seu dinheiro. Em autoestima, em poder, em bem-estar.

Quer exemplos de estilo com gente cheia dele? Vai no meu Pinterest Fabiana Corrêa Consultoria de Estilo (@fabianacorreacon) que lá está cheio de referências pra você se identificar (ou não).

E, se quiser tirar dúvidas, sugestões, angústias, me escreve!

contato@fabianacorrea.com.br ou entra no meu insta @fabianacorrea_estilo

Ou pessoalmente! Nesse sábado, dia 15, às 15h, estarei na Amma Store em uma conversa sobre como usar lenços: combinações, amarrações etc etc etc em parceria com a grife Freg Patterns and Fun, um evento do Design Weekend . Rua Alves Guimarães, 951, segundo andar. Quem for vai concorrer a uma consultoria de bolso.

Te espero, cheia de estilo pra dar, pessoal ou virtualmente.