Uma reflexão para fazer compras melhores e sentir-se mais segura com o que você está vestindo

Lady, relax, moderna? O mais importante não são os rótulos, mas com o que você se identifica. Looks Siberian, A. Niemeyer e Mixed

Se você procurar bem, ainda encontra um folião ou outro perdido pelas ruas. Mas a verdade dura é que essa semana o ano começou no Brasil. Não tem mais desculpa: acabaram-se as férias, acabou-se o carnaval, já não tem espaço para aquela molezinha que a gente trouxe da Bahia quando voltou de viagem. Ao trabalho! Hora de reflexões e de fazer seu guarda-roupa trabalhar a seu favor. E, para isso, o primeiro passo, ao menos no quesito estilo, é pensar sobre quem você é, como vive e o que realmente precisa nessa vida para ser feliz (e depois uma bela faxina ou uma organização rápida, que a gente fala em outro post). É o ponto de partida para se vestir bem e sentir-se bem com sua aparência. Aqui, cinco passos básicos.

1) Quem é você – Peça fundamental de toda consultoria de estilo que se preze: entender seu estilo. Faça um exercício de se olhar, ver como está vestida quando se sente “mais você”, quando sua roupa tem a ver com sua pele, quando se encaixa em suas vontades, quando combina com seu jeito (e as pessoas costumam reconhecer isso). Não tem absolutamente nada a ver com a “vontade” de comprar aquela sandália linda da blogueira ou o vestido que a atriz está usando no Instagram. Muito menos com o que está nas passarelas de Milão agora. Tem tudo a ver com o que está dentro de você, com seu dia a dia, com seu estilo de vida, suas emoções, sua rotina. E haja auto-conhecimento. Então é hora de começar.

2) Espaço para brincar – Guarda-roupa é um ótimo lugar pra brincadeiras, mesmo depois que a gente cresce. A partir do nosso estilo pessoal, dá pra fantasiar muito. Claro que tem gente que não muda (quase) nunca, tipo Jackie O., sempre ali, chic and simple. Mas quando a gente entende nosso estilo e sabe quem a gente é, dá pra fantasiar e se vestir de lady em um dia ou de gladiadora em outro. Mas a base é sempre a mesma.

3) Facilite a vida – O dia a dia já é cheio de complicações, correrias, trânsito, baba de nenê pingando no nosso ombro. Então porque complicar enchendo o guarda-roupa de peças que não se combinam, não se coordenam, não conversam? Ao fazer suas compras, pense em tudo isso o que eu escrevi aí. Suas vontades, limitações, fantasias, cotidiano. E pense também nas cores que você tem em casa, nas combinações que conseguirá fazer, nas peças que mais usa, no que está faltando para você compor mais looks com a mesma peça e no que pode render muitas misturas diferentes. A ideia é multiplicar.

4) Não fique à mercê das passarelas: a gente vê aquelas coisas lindas nas modelos (mais lindas ainda) e quer usar no outro dia. Mas será que tem a ver com você? Quem conhece o estilo sabe o que “cabe” no seu guarda-roupa e o que só vai fazer volume e bagunça. Se no verão a moda era normcore, um estilo super básico, agora chegou um moda mais montada, arrumada, mulherão. Então, se você não entender qual é o seu caminho nesse monte de estilos, vai se perder nas vitrines a cada estação. E o objetivo de compras boas é somar ao que você já tem e não provocar um motim no seu closet.

5) Keep it simple – Guarda-roupa com o que é suficiente para você se vestir bem, mais conciso e mais organizado, faz você ganhar tempo para outras coisas. Assim você consegue enxergar tudo o que tem, o que combina com o quê, fazer misturas rápidas ou trocar uma peça por outra sem sair atrasada para o trabalho toda vez que precisar encontrar uma peça. Sim, organização também é estilo.

Pronto, esses são passinhos para uma reflexão básica. Para quem já está no estágio avançado tem mais post semana que vem.

(Ah, meu instagram para mais dicas @Fabianacorrea_Estilo)