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Falar da homossexualidade ainda é tabu pra muitas famílias.

Há quem tenha nojo.

Quem acredite que é doença.

Pra religião, é pecado.

Pra outros, coisa de gente doida.

Tem até quem tenha medo de atrair, se falar sobre isso perto de criança.

 

 

Em casa, minha família paterna é evangélica. A materna, católica. Minha mãe é psicanalista.

Eu sou cristã e faço análise.

Por isso, não tenho medo de dizer que, seja qual for a crença, não há nada mais humano do que enxergar que as pessoas são diferentes e respeitá-las independentemente do que são ou das escolhas que fizeram.

Isso a gente pode ver nas crianças. Quanto mais novas, mais evidente é.

 

 

Você deve conhecer bebês que rejeitam o colo de alguém que não é a mãe, o pai ou alguém muito próximo. Mas elas não fazem a distinção porque o outro é branco, negro, evangélico, muçulmano ou gay. Não escolhem gostar de alguém pelo que a pessoa tem ou pelas escolhas que fez. Mas pelo que é, pelo bom coração.

Infelizmente, a gente perde isso com o tempo.

Porque também somos frutos do meio. E costumamos aprender a julgar o que é bom, ruim, certo ou errado, pelo que a gente aprende.

 

 

Ninguém precisa concordar com a religião, com o partido, com a opção sexual ou com o estilo de vida do outro. Você pode até avaliar que as escolhas são erradas. O problema é querer impor ao outro uma linha única de pensamento.

 

 

Ter filhos é ótimo, porque também humaniza. Até eles nascerem e crescerem, todo pai e mãe é perfeito.

Tem gente que traça um roteiro:

Vai torcer pra tal time, vai ter fé, vai comer bem, dormir cedo, fazer esporte, ser honesto e, dependendo do sexo, vai gostar de menino ou menina… A lista é extensa.

Tudo programadinho.

Teoricamente, é só ensinar.

Só que pra ser humano não tem script. Não tem receita. Muitas vezes, o plano dá certo. Noutras, escapa.

 

 

A gente se engana? Se equivoca? Também! Mas o mais importante é entender que pai e mãe não têm o controle do que está fora de si.

Ou seja, o filho pode ser diferente de tudo o que você planejou.

E aí?!

Você vai amá-lo?

Vai querer que o respeitem?

Vai torcer pela felicidade dele?

Pra que Deus o abençoe?

Certamente!

Sempre.

 

Então, nunca diga: “Desta água não beberei.”

Você pode continuar a achar o que é diferente estranho, mas aprenda que cada um tem o direito de ser respeitado como é.

 

*Aproveite e veja o vídeo. Conto duas histórias curiosas sobre a homossexualidade, que aconteceram aqui em casa.