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Foto: pixabay

Sexta-feira da Paixão de Cristo. Feriado religioso nacional. Mas é dia de blog. E aí?!
Você tá fora da cidade, de folga do trabalho, curtindo a família em Minas, só no pão de queijo legítimo… que perdição!
Está tão envolvida em matar as saudades, em curtir os reencontros que decide não se preocupar.
O dia cheio passa, é véspera, dá quase meia noite e você pensa: mas eu tenho tanto prazer em registrar, em publicar… será que não vale a pena?
Pensa mais: já que ninguém vai ler, então, não vou escrever…
Afinal, blog não é só prazer. Dá trabalho.
Mas aí, quando você vê, já está escrevendo…
Já chegou até aqui.
Decide, então, continuar.
Quando você ama as palavras, a escrita e ama contar histórias, descobre que escrever é um passa tempo. É aquilo que você também escolhe fazer quando está livre.
Olhando pra trás, você se dá conta de que passou a vida fazendo registros.
Eles começaram com as agendas secretas… aquelas que muitas vezes vinham com cadeados, para guardar segredos.
Eram os desabafos e os registros da paixão. Ou melhor, das paixões, já que os diários eram muitos.
Depois, já no fim da adolescência, se apega aos antigos “scrapbooks”, aqueles álbuns de registro em que você podia colar as fotos reveladas do intercâmbio no exterior, por exemplo, e escrever toda a história ao lado.
Como era bom quando a gente tinha aparelhos analógicos com filme, né?! Você tirava poucas fotos, mas revelava tudo. E ainda dividia com alguém o prazer de rever e de relembrar das histórias que acompanhavam aqueles momentos registrados com carinho.
O tempo passa, você continua escrevendo…
Cresce, casa, engravida… Dale histórias e registros.
Já na era digital, você abandona as agendas e, em 2008, abre um blog.
Daqueles incríveis, de emocionar, ainda na época em que não existia blogueira.
Escreve diariamente. Normalmente, de noite ou no início da madrugada. Afinal, são registros super importantes, que você não pode deixar de fazer… na falta de tempo, faz-se quando dá.
Ou seja, você se dá conta de que sempre amou escrever mesmo quando seus leitores se reduziam a apenas você mesma ou a seus pais, melhores amigos e ao seu marido e companheiro.
Pensando aqui: devia ter divulgado, transformado em informação útil a ser compartilhada. Mas sempre fui sonhadora, nunca fui visionária.
Bom, a conclusão de tudo isso é a seguinte: quem ama escrever e acredita que tem o que registrar, até quer ter um leitor. Se for admirado, é ainda melhor.
Mas isso não é o principal.
Você faz porque tem prazer. Porque acha que vale a pena. Porque quando vê, já começou e daí não quer parar.
Seja no feriado, na Semana Santa, em Minas ou em Paris, quem ama fazer registros sempre fará o tempo e a oportunidade.
Se você chegou até aqui, obrigada pela companhia.
E feliz Páscoa pra você.