Desemprego, desilusão com a política, violência. Tá difícil querer continuar no Brasil!

foto: Pixabay

 


 

Estou fazendo as contas das minhas amigas que escolheram viver no exterior. De cara me lembrei de uma na Argentina, duas em Nova York, uma em Washington, outra em Cingapura. Aliás, quando essa que foi pra Ásia me disse que ia pedir demissão do emprego, durante a licença maternidade, para trabalhar e viver lá com o marido e dois filhos pequenos, fiquei de queixo caído!

O tempo passou e hoje me parece que elas eram, na verdade, visionárias e eu não sabia. A que foi pra Cingapura e a que é casada com um americano de Nova York sempre disseram que não queriam criar os filhos no Brasil, porque preferiam um lugar com menos violência e com mais oportunidades.

Só agora passei a considerar que um país mais seguro e com serviços de primeira pode compensar a distância do resto da família.

Como eu, tem muita gente pensando assim. Entre 2014 e 2016, mais de 55 mil brasileiros deixaram o país definitivamente. Quase 82% a mais do que nos três anos anteriores, segundo dados divulgados recentemente pela Receita Federal.

Fiz uma busca para conferir a informação que, acredite, ouvi de um pedinte no semáforo de um cruzamento aqui de São Paulo:

– É moça, tá difícil. Você viu que mais de 50 mil pessoas foram embora do país, no último ano? Saiu naquele jornal da meia noite da Globo!

Sem emprego, sem os dentes, de muletas, mas atento com as notícias. Coisa que eu, jornalista, quase não tenho dado conta de ver.

Aliás, quem já se deu conta de que a mendicância parece ter crescido? Na entrada do mercado, na porta de casa, no trânsito… o tempo todo tem alguém pedindo ajuda. Com crianças pequenas ainda por cima. Que tristeza!

É a desilusão com a situação política, com a taxa de desemprego, com a pobreza e com a violência, principalmente, que tem feito muita gente querer fugir.

As pesquisas mostram que a maioria que já foi embora abriu mão da carreira, da casa própria e da vida ‘estável’ para morar fora. Todo mundo em busca de qualidade de vida e de mais tranquilidade para criar os filhos.

Afinal, qual é o melhor caminho?

Pra não perder o costume, tem vídeo sobre esse assunto. Porque a gente precisa encontrar saídas para tocar a vida. Assista e comente, claro.