Rói unha, tem tique nervoso, medo de altura ou não sai da barra da saia da mãe?

foto: Pixabay

 

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Vira e mexe me lembro de uma cena que vivi num consultório de uma psicanalista aqui em SP, uns anos atrás. A sessão não era pra mim, mas me marcou.

Pra entrar na sala, era preciso passar por num pequeno corredor, com duas portas muito próximas. Ao abrir a primeira, uma das paredes do corredor ficava escondida. Me lembro que quando olhei para o lado direito, vi um espelho redondo pregado, com um escrito embaixo: “O problema”.

Bati o olho e falei: “Que incrível!”. Imediatamente, ouvi: “Espere!”

Fui conduzida, então, a pisar um pouco mais pra frente. A primeira porta se fechou e revelou o outro lado da parede que tinha ficado escondido. Ali, havia um outro espelho idêntico. Só que embaixo dele estava escrito: “A solução”.

Ou seja: o problema pode estar em você. Assim como a solução.

A ideia é fruto da obra de Sigmund Freud, eu soube dias depois. Mas, como leiga, saí de lá surpresa em como algo que parecia tão simples também era tão completo, complexo e real.

Outro cientista, Albert Einstein, disse uma vez que “não podemos resolver nossos problemas com o mesmo pensamento que tínhamos quando os criamos”. Como fazer, então?!

Se a questão não for física e sim psicológica, o caminho mais fácil, certamente, vem com ajuda profissional. Palavra de quem é paciente.

Mas tem muita gente que mesmo diante de conflitos, tensões, tristezas ou decepções, nunca pensou em buscar ajuda. Nem pra si, nem para os filhos. Pior: tem gente que ainda acha que análise ou psicólogo é coisa para os fracos. “Meu filho não precisa disso!”, há quem diga.

No caso das crianças, felizmente, hoje em dia, muitas escolas estão preparadas pra sugerir que os pais busquem apoio para dificuldades específicas. Não sem pisar em ovos… Eu  mesma já vi coordenadoras cheias de dedo para falar desse assunto, com receio da reação dos pais.

Uma vez, ouvi uma história de um pai que gritou que ia tirar o filho da escola, depois que recebeu a sugestão de procurar uma psicóloga. Excessos à parte, graças a esse encaminhamento, muitas famílias acabam entendendo que, às vezes, é importante ter uma ajuda profissional.

Ter apoio é poder trabalhar para superar dificuldades, pra se transformar, pra ser capaz de enxergar as coisas com outros olhos. Pra fazer movimentos e se colocar de maneira diferente diante da vida.

Como sempre, tem vídeo sobre esse assunto. São só três minutinhos. Assista. Vale a pena!