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Passei os últimos dias pensando se era exagero considerar que o Brasil é atingido por furacões, com proporções tão devastadoras quanto as dos fenômenos naturais que sempre assustam a gente. E descobri que até o dicionário Houaiss autoriza dizer que sim.

 

 

Depois, veio uma outra dúvida: será que vale a pena falar sobre isso, num blog de maternidade? 

É, porque, com ou sem grandes tempestades, pra publicar, pra criar filhos, pra viver e pra ser feliz, “fugimos” de parte da realidade com muita frequência. Quem não busca o lado positivo da vida, não aguenta!

 

 

O problema é que, nem assim, a gente consegue escapar de notícia ruim. Em se tratando de tormentas, há quem pense que a pior coisa pra um país é ser atingido por fenômenos naturais ou pelo terrorismo. Pra mim, pior é o que acontece aqui no Brasil.

 

 

Veja só, antes de começar a escrever, fiz três pesquisas:

1 – total de vítimas do Irma: 81 até esta semana.

2 – vítimas de balas perdidas no Rio: mais de 630, até julho, com base em dados da Polícia Civil.

E encontrei um dado numa reportagem aqui do Estadão que é de causar pavor: só no primeiro semestre, 28 mil pessoas foram mortas no país! 

 

 

Ou seja, estamos no olho do furacão, sem saber quando acaba a tormenta! Mas, peraí, e a comoção? Essa que o Irma provocou? E o plano de evacuação, as providências? Virou um salve-se quem puder?

 

 

Só um sociólogo ou um psicólogo para tentar explicar porque as pessoas já não se comovem ou não respondem aos furacões do Brasil do mesmo jeito. 

 

*Tem vídeo sobre isso também. Porque como mulher e mãe, que busca um mundo melhor, mas também busca tranquilidade, eu falo sobre o caminho que me traz calmaria.