“Mãe tem de falar olho no olho com o filho! Mãe tem de explicar as razões. Mãe não pode gritar! Tem de pensar no filho primeiro. Mãe que é mãe não deixa a criança por conta de outra pessoa… Isso é coisa de gente desnaturada!” Quanta cobrança!

Quem nunca ouviu isso? Pior: quem nunca se sentiu mal por não conseguir seguir tantos padrões que recaem sobre nós quase que como uma imposição?

Já aconteceu comigo: fui seguir à risca uma orientação de revista e me dei muito, muito, mal! Cheguei até a falar disso em sessão de análise, para conseguir me libertar de padrões. Foi quando descobri que não tem receita.

Se você é capaz de educar sem nunca gritar, maravilha! Mas nem todo mundo é assim. E às vezes, a gente é de um jeito com o filho, mas diferente com o outro. Também depende da interação.

Mãe tem de poder ser autêntica. E imperfeita também.

A entrevista de hoje chega para questionar muitas verdades absolutas sobre o papel da mãe hoje. Pra quebrar os padrões impostos para a maternidade. Para libertar as mães das exigências excessivas. Para trazer leveza. Para fazer com que cada mãe se cobre menos. E sinta menos culpa.

Quem propõe essas reflexões é a psicanalista, pós-doutora em psicanálise clínica e autora Marcia Neder. O novo livro dela, “Os Filhos da Mãe”, acaba de ser lançado. Não dá para perder essa conversa. Aperte o play, agora! E até sexta-feira que vem, queridos leitores.