foto: Pixabay

 

Nina é Catarina? Marina? Ou só Nina mesmo?

É loira ou morena?

Se é baixa ou alta, também não sei. Aliás, nem perguntei.

Mas o mais importante, já descobri: “ela é diferente das outras meninas!”

 

Se tem definição mais interessante do que essa, desconheço. Pois foi exatamente isso que meu filho, de nove anos, falou quando perguntei sobre a nova amiga. Fiquei encantada, só de ouvir que a tal da Nina é assim.

 

Me lembrei agora da época em que fiz intercâmbio nos Estados Unidos. Eu tinha 17 anos e tive uma “paixonite” por um colega da escola que tinha um irmão gêmeo, idêntico. Lucas e Eli. Meus amigos americanos, muitos que cresceram com eles, nunca sabiam diferenciar quem era quem. Mas eu, a adolescente brasileira que chegou pra ficar um ano, nunca tive dúvidas. Mesmo à distância.

 

Eu podia estar num corredor. Era só ver o Lucas entrar lá pelo fundo do hall que meu coração disparava. Nunca me enganei. Mas também nunca quis explicar para os outros amigos como eu o reconhecia. Pra mim, ele tinha algo especial. Será que eu teria conseguido definir?

 

Essas coisas que mexem com a gente e nos encantam, muitas vezes, não têm muita explicação. Como explicar que pessoas com características, estilos ou jeitos parecidíssimos não nos despertem o mesmo interesse? Se alguém souber, por favor, me diga.

 

A verdade é que cada um de nós tem algo único e especial. Se o mundo não dá o valor que a gente espera, certamente, alguém o fará. É isso que nos conecta. Eu mesma gostei da Nina só de saber que ela é diferente de todas as outras. Agora, não vejo a hora de um dia ter o prazer de conhecê-la pessoalmente.

 

*** Tem vídeo também, porque esse assunto rende muitas histórias. Assista e comente.

 

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