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É lindo, mas tem pé feio. É magrinho, mas o cabelo é meio ruinzinho. Tem o cabelo e os olhos lindos, mas é gordinha, tadinha! Frases que a gente vive ouvindo por aí. Ou falando, né?!

Tem gente que deve achar que é a mesma coisa que dizer algo do tipo: “Eu gosto do meu trabalho, mas ele é longe de casa!” Só que não! Quando a gente critica ou fica apontando o dedo para as falhas ou para as imperfeições do outro, o efeito pode ser cruel.

Autoestima é um negócio sério, que interfere em vários aspectos da nossa vida. Pode causar traumas e muita insegurança. Quando é alta, ajuda na vida pessoal e até na profissional, dizem os especialistas.

Li outro dia no salão a entrevista de uma artista negra jovem que está começando a fazer sucesso na música. Desculpem, não me lembro do nome. Mas me lembro da mensagem, super bacana. Ela dizia que cresceu sendo a única negra da escola. E contou que, quando entendeu, ainda criança, que a cor da pele e o cabelo crespo causavam estranheza, foi muito difícil! Agora, quer ser referência para meninas e meninos negros.

Pensei no tanto que a gente deseja ser bem tratado, aprovado, amado. No quanto a gente merece, pelo menos, ser respeitado. Desde sempre.

Respeitar diferenças, imperfeições ou falhas é fundamental. É preciso aprender e ensinar. Faz parte de SER humano.

Eu costumo dizer em casa: “Se você não tem nada de bom pra dizer, então, melhor não dizer nada!”

Tudo começa na infância, o começo da vida. Por isso as críticas – até aquelas que parecem inofensivas, podem ter um efeito pesado sobre nós.

A gente precisa pensar nisso, para cuidar da autoestima das nossas crianças. Pessoas que crescem bem consigo mesmas são mais capazes de fazer o bem, porque se sentem bem. E isso é bom pra todo mundo.

Pense nisso!

No vídeo, dou alguns exemplos de como a insegurança infantil aparece, diante de nós, nas pequenas coisas. E, claro, como mãe, levanto a questão pra gente pensar em formas de atuar diante disso.

Assista. São 3 minutinhos, apenas.