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Último texto, quase na virada do ano. Tô meio sem saber por onde começar, na verdade, porque 2017 foi meio punk. Mas vamos partir do que mais interessa a essa altura do campeonato: 2018, seja leve, porque temos muitos planos pra você.

 

Será que dá para combinar? Eu entrei em 2017 achando que este seria um dos melhores anos das nossas vidas. Aquele em que muitos sonhos, depois de tanto esforço, iam se concretizar. Mas logo nos primeiros 15 dias, levei o primeiro golpe. Aliás, levamos.

 

Essa história de “dois corpos uma só carne” é muito séria. Meu marido foi demitido no dia 15 de janeiro. E a proposta de emprego incrível para o qual ele estava sendo sondado desde dezembro, surpreendentemente, não se confirmou. Ou seja, além de não conquistar, perdeu. Já pensou no baque?! Deus me livre.

 

Não tive saída, além de intensificar as sessões de análise. Renegociando preços, claro. Aliás, cansei de fazer tanta conta que não fechava. E de querer acelerar o tempo para que nós deixássemos de ser uma das famílias das estatísticas de mais de 13 milhões de desempregados. Que trágico isso, gente! Olha, vou te contar: pior do que não ter trabalho é ter problema de saúde. Que, aliás, vem quase como consequência, né?

 

Desses, a gente escapou. Foi graças à saúde mental e física que conseguimos dar duro e superar as dificuldades. Ufa! Agora, dá até pra falar sobre elas. Mas, claro, ainda pode melhorar. E vai, se Deus quiser. Pra todos nós. No ano novo. (não consegui conter uns risinhos).

 

Às vezes, tem sofrimentos dos quais a gente poderia ser poupado, né?! Mas de uma coisa eu tenho certeza: é durante ou depois dos grandes desafios que a gente se supera. Que aprende a dar valor o tempo todo pro que realmente importa; que se torna capaz de construir saídas pra coisas que nunca imaginou enfrentar. É depois de uma crise – seja ela qual for – que a gente se reinventa! Hoje sei que essa foi uma das grandes conquistas desse ano.

 

Acabo de terminar um livro delicioso em inglês: “Wonder”, de R. J. Palacio, o que deu origem ao filme “Extraordinário”, que está em cartaz. É uma história de superação, de gentileza e de bondade. A autora termina fazendo citações a um outro livro, “The Little White Bird”, de um autor que não conheço, J. M. Barrie: “A melhor forma de ver o tanto que você cresceu é avaliar o que você fez com o seu tempo, como você escolheu passar seus dias e quem você tocou este ano. Essa é a melhor medida de sucesso.”

 

Eu termino 2017 feliz de ter chegado até aqui, por ter enfrentado as dificuldades com sabedoria e sem perder a ternura. O melhor? Já renovei a lista de sonhos – novos e antigos. E tô numa conversa constante com o Papai do Céu.

 

No matter what, a gente sempre vira o ano querendo a mesma coisa: felicidade. O importante é saber que dá pra encontrá-la no caminho percorrido. Na construção, no esforço e na certeza de que, apesar dos reveses, a gente tem muito do que se orgulhar. Cada um de nós.

FELIZ 2018!

Um obrigada especial àqueles que acompanharam o Mãe Sem Receita este ano. E um bem vindo a quem acaba de chegar.

*Volto depois das férias. Mas tem o último vídeo do ano.