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Emagrecer tem sido um fantasma na vida de muitas pessoas. Homens e mulheres se confrontam com a dificuldade de eliminar uns quilinhos extras, passando a viver contando calorias e se privando de saborear algumas comidas que tanto apreciam.

Isso porque a comida passou de nosso aliado para nosso inimigo, ter fome, querer comer algo que se gosta, vem gerando muita angústia e ansiedade. Lutamos diariamente com a necessidade de nos alimentarmos para sobreviver, e em outros momentos em uma guerra declarada com a nossa consciência.

Não faltam estímulos, propagandas, panificadoras e restaurantes com pratos tentadores, a ponto de tirar o sono de muita gente que adora experimentar uma novidade.

Será que estamos no caminho certo? Será mesmo que a vigilância extrema é um bom aliado na perda de peso?

Vários especialistas vêm batalhando pela desmistificação das dietas, no consultório comprovamos que quanto mais rigidez na hora de se alimentar, mais ciclos compulsivos a pessoa apresenta.

Porém, mesmo com tantos alertas e matérias sobre esse assunto, ainda me assusto com propagandas que prometem a perda de peso rápida, como em um grupo que participo em que profissionais divulgam métodos que levam as pessoas a emagrecerem quinze quilos em um mês. Chove pessoas interessadas, o que me entristece.

De novo aliam alguma técnica diferente a uma prescrição alimentar rígida, e as pessoas optam por sacrifícios que mais tarde encherão os consultórios psiquiátricos e psicológicos de queixas de compulsão alimentar, bulimia e anorexia nervosa.

Quanto mais o trabalho das pessoas estiver vinculado à forma e peso corporal, mais riscos terão de desenvolverem os transtornos alimentares. Nem mesmo profissionais da área da saúde conseguem seguir uma alimentação tão equilibrada, sendo vítimas da cultura do corpo magro e da cobrança da sociedade.

Estamos vivendo um momento onde a obesidade está em um processo ascendente, isso assusta muito, mas devo lembrar que perder peso e até mesmo se manter magro depende de vários fatores que vão além de fechar a boca e malhar.

Temos vários especialistas que podem auxiliar nesse processo, lembrando que fatores individuais do organismo têm grande influência, por isso se cobrar, deprimir e se culpar não é a saída mais assertiva.

Dessa forma é preciso identificar o que dispara os gatilhos de sua vontade de comer, entender como o seu corpo funciona e buscar profissionais sérios que não prometam milagres, e sim alternativas viáveis e adequadas que não ofereçam riscos a sua saúde.