É notório o aumento do número de casos de pessoas estressadas ou com sinais e sintomas de transtornos de ansiedade, depressão e insônia durante a crise econômica atual que vivenciamos.

Uma clínica especializada em Check Up detectou um aumento de praticamente 40% dos casos em 2015. Foram colhidos dados de mais de 5 mil pacientes sendo que 60% deles sofriam de ansiedade.

As pessoas sentem-se pressionadas e muitas ultrapassam os seus limites físicos e mentais. Há um grande temor de perder o emprego e dificuldades de gestão de várias empresas levam a jornadas extras dos funcionários.

Muitos proprietários de empresas e negócios também entram em depressão por estarem fechando filiais e demitindo empregados. O sentimento de culpa de tais empresários é enorme, poucos conseguem ter um sono tranquilo nesses momentos. O temor em atrasar compromissos financeiros também é outro gatilho estressor de tais empreendedores por conta dos aumentos de custos e impostos.

Forma-se um círculo vicioso: o estresse leva a insônia, depressão, ansiedade, má alimentação, poucos cuidados com a saúde e isso acaba repercutindo até na vida pessoal e familiar de tais funcionários ou executivos. As separações conjugais nesses períodos são mais frequentes pelo impacto da crise econômica na deterioração do casamento.

Gastrites, enxaquecas, dores crônicas, diabetes e até infartos costumam aumentar proporcionalmente com a elevação do nível de estresse. Durante períodos de grandes crises econômicas as vendas de psicotrópicos como antidepressivos, ansiolíticos e estabilizadores de humor costumam disparar também.

Por fim, aliado ao estresse ocupacional cada vez mais frequente com a grave crise econômica que assola o país, temos o pouco tempo que as pessoas dedicam às atividades físicas e de lazer, às atividades espirituais, além de dificuldades econômicas importantes e preocupações com a violência atual dos grandes centros urbanos. É teste para resiliência o tempo todo!!!