“Vaidade”. Pieter Claesz. Fonte: Wikipedia.

 

Viva São Paulo! Não o time de futebol (sou torcedor do Atlético Paranaense), mas o Estado. Digo isso por ocasião da lei promulgada no último 23 de janeiro que proíbe, em solo paulista, a utilização de animais em testes para a indústria de cosméticos, higiene pessoal e perfumes. Um dia histórico. Espero que outros estados da federação sigam o exemplo.

Não faz sentido submeter bichos inocentes a testes que por vezes cegam os seus olhos, criam feridas na pele etc., enfim, puro exercício de crueldade em nome da vaidade humana (vaidade significa, do latim, “vanitas”, “vazio”. “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”, já dizia o Eclesiastes da Bíblia.). Quando dou aulas de ética, sempre chamo a atenção dos meus alunos para o custo (o sofrimento de pessoas não-humanas) de usar, em nome da beleza artificial, produtos cosméticos de empresas que fazem testes em animais; nesse sentido, sempre lhes digo para preferirem produtos de empresas que não fazem esse uso, bastando para isso uma consulta em sítios de ongs (por exemplo: pea.org.br) que listam as indústrias que testam ou não em animais. Também, sempre que possível, abdicar de roupas com peles, de lojas que as comercializam, de empresas que comercializam ou usam bancos com couro etc.

Agora é levar adiante a luta contra a crueldade inominável da indústria farmacêutica que, para colocar no mercado medicamentos já existentes, porém com aparência de novos, repetem testes para alterar um ou outro componente da fórmula, e assim obtêm a patente de um novo remédio. É enganoso esse mito de que animais são imprescindíveis para descobrir a eficácia de remédios, pois o que vale para o organismo do animal não racional não vale necessariamente para o organismo do animal humano, do mesmo modo que um remédio que ajuda um indivíduo humano, pode matar outro, como no caso da penicilina.

Viva São Paulo!