Bardot. [Fonte: Google imagens]

“E Deus criou a mulher” é  o título de um filme (1956) de Roger Vadim. Ali canonizou-se a imagem da atriz francesa Brigitte Bardot.

Nitroglicerina pura, a julgar pelas fotos de então. Não pretendo aqui discutir padrões de beleza (por definição a mulher é o “belo sexo”), nem o questionável mercado da publicidade e da moda que explora o belo sexo, exigindo e pagando bem para que seus corpos sejam prostituídos (ah, os famigerados concursos de beleza…), porque vendidos em troca do dinheiro fácil, mas sim lembrar uma curiosa figura feminina e o destino dela.

Essa mulher, que tanto inspirou, despertou inveja e admiração por suas formas, esteve no estado do Rio de Janeiro para passar uma temporada de verão (1964), mais precisamente em Armação de Búzios.

Desde então a cidade não foi mais a mesma. Entrou para o roteiro turístico sofisticado do imaginário brasileiro, e quem lá for poderá apreciar a estátua feita em sua homenagem, olhando para o infinito oceano. Cena que remete à estátua de Drummond, na cidade do Rio. Ambas à beira-mar, como um convite para o passante sentar-se ao seu lado.

Porém esse mito, ainda em meio ao sucesso, resolveu num dado momento da sua vida dedicar-se à causa animal. Desistiu da carreira de atriz e mergulhou com seu nome e prestígio na defesa dos direitos animais. Não é preciso dizer que se tornou vegetariana.

Em campanhas que vão contra a caça de baleias à denúncia das infames experiências com animais em laboratório, o seu nome, a sua força de atuação e a sua crítica afiada foram e são dignamente empregados.

Me lembro da notíca de um desfile de 2002, no qual a top Gisele Bündchen teve o seu palco invadido por ativistas do grupo “Peta” [Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais], porque a companhia de moda para a qual desfilava usava peles animais em algumas roupas. Melaram o seu pomposo desfile. Ela não entendeu nada na hora. Não sei se entendeu depois.

Fica o exemplo Brigitte Bardot.