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Mário de Andrade

era trezentos

trezentos e cinquenta

e Fernando Pessoa

disse alguém

que mais de cem

 

Talvez quinhentos

fossem os dois

se bem contados

e eram todos tocados

pela magia

suprema da poesia

 

Eu sou um só

somente um

talvez nem isso

quem sabe meio

possivelmente zero

zero vírgula nada

zero vírgula zero

alguém ninguém

algum nenhum

neres ninharia

dotado pela varinha errada

do dom do prosaico

e da antimagia.