Oportunidade, quando aparece, é coisa de se agarrar – e bem agarrada. E não largar, nem que ela, como às vezes ocorre, revele ter dentes e comece a morder as mãos, os dedos e o anel.
O goleiro reserva da Holanda, Tim Krul, mostrou no sábado, no jogo com a Costa Rica, como se deve fazer. Quando a oportunidade surgiu, ele só disse duas palavras: deixa comigo. Não a agarrou, porque no caso de um goleiro a oportunidade pode ser espalmar a bola para longe, mas resolveu a parada.
Oportunidade é oportunidade. Surge numa Copa do Mundo ou num jogo sem tanta importância, como aconteceu há muito tempo em São Manuel, interior de São Paulo.
Manuelense convicto, o jornalista Miguel Roberto Nitolo contou-me este episódio, que teve como protagonista um centroavante da Associação Athletica Sãomanoelense, notável mais por suas qualidades de artilheiro do que pela forma de se expressar.
Nas vésperas de um jogo, entrevistado pela rádio local, disse o que faria no domingo. Assim: “Hanvendo anportunidade, não percarei tempo. Ponharei quente.”
Willian, menino do terrão, se for você o escolhido, faça isso: ponha quente. E se for você, Bernard, garoto que carrega a alegria nas pernas, faça o mesmo, uai.