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Todo mundo quer emagrecer sem fazer muito esforço e, por isso, recorre aos tratamentos estéticos. Um deles, muito usado pelas blogueiras fitness, é o vanquish.

A técnica consiste em esquentar as gorduras localizadas até que elas entrem em apoptose celular, ou seja, um processo de matar as celular sem agredir o organismo. Uma vez que as células morrem, não podem nascer de novo. Nós testamos o processo para saber exatamente como ele funciona:

O vanquish feito com uma máquina que não encosta no corpo e aquece a parte desejada até que as células morram. A única coisa que o paciente sente é calor. O tratamento é ideal para acabar com gordura localizada. “É um tipo de gordura que mesmo o paciente ficando bem magro pode até diminuir um pouco, mas as células ficam lá depositadas, então, realmente precisa tratar”, explica a dermatologista Mônica Aribi.

O recomendado é fazer de quatro e seis sessões, como explica a dermatologista. “O mínimo são quatro (sessões), mas em casos que o paciente precisa perder mais gordura, podemos falar em seis. O tempo é de 45 minutos a sessão (para cada parte) e ele trabalha com uma energia de 200 watts, mais ou menos”, mas se o paciente estiver com calor, pode pedir para diminuir a temperatura.

Na hora, realmente o calor é intenso, mas como o aparelho não encosta na pele, é bem suportável. Além disso, é bom levar algo para se distrair, porque se forem duas áreas de tratamento, demora uma hora e meia, o que pode ser chato.

Há algumas contraindicações ao vanquish, entre elas, pessoas com metais no corpo, como piercings ou DIU de metal, pacientes que tenham feito tratamento para câncer há menos de cinco anos e pessoas com alguma doença no momento da aplicação, como um processo infeccioso.

Qualquer tipo de pessoa pode fazer o tratamento, independente do seu tipo corporal. Mônica explica que costuma aplicar em pacientes com sobrepeso para incentivar na dieta e na prática de exercícios. “Uma paciente que tem uma barriga maior vai perder 40%, no mínimo, daquela gordura. A porcentagem de alguém com sobrepeso sempre é mais visível do que em uma pessoa magra”, explica, mas reforça que o tratamento funciona muito bem para quem está dentro do peso adequado.

Há apenas um tipo de efeito colateral do tratamento, a paniculite, que é a inflamação das gorduras. A região fica dura e pode doer um pouco, mas a tendência é que saia com o tempo, mas pode não ser tão rápido. O problema ocorreu durante o teste do tratamento e demorou para sair, mas não causava nenhum tipo de dor. Outros inconvenientes, além desse, explica a dermatologista, são erros do médico na hora do tratamento.

Atualmente, é possível fazer o tratamento em qualquer parte do corpo, desde que a clínica tenha as ponteiras adequadas. Nós testamos na parte debaixo da barriga e nos flancos (na lateral da barriga, os famosos pneus). Os efeitos começam a aparecer 24 horas depois da primeira sessão, mas o resultado final deve ser medido depois de 30 dias da última vez em que é feito o vanquish.

O resultado:

À esquerda, antes e à direita, depois

EFRAIM, ANITA (20161010180506144) 20170207101058509

EFRAIM, ANITA (20161010180506144) 20170207101402018

Primeira sessão:
Cintura: 68 cm
Abdome: 76 cm
Quadril: 85,5 cm

30 dias após a quarta sessão:
Cintura: 65,8 cm
Abdome: 73,7 cm
Quadril: 83,6 cm

O preço varia de acordo com a clínica, mas a média do mercado está entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil.

Vanquish ou criolipólise? Mônica Aribi explica que o risco de haver efeitos colaterais no segundo tratamento é maior, além de serem mais sérios. “Qualquer pessoa que se submeta a uma criolipólise corre um risco de desenvolver o que nós chamamos de hiperplasia paradoxal idiopática”, isto é, a parte de gordura que deveria sair fica congelada e a única forma de tirar é com lipoaspiração. / Anita Efraim – Especial para O Estado de S. Paulo