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Por natureza, os pais são os primeiros líderes dos filhos.

Essa liderança natural deve ser bem exercida para não se perder. Também deve sair do campo apenas emocional para uma liderança autêntica, racional e inteligente.

A liderança meramente emocional, leva os pais a quererem agradar aos filhos, conquistá-los por meio do atendimento de todos seus desejos e caprichos.

No final, quem acaba mandando na casa não são mais os pais, porque têm medo das reações de rebeldia e ataques de fúria dos filhos, que desestabilizam o ambiente.

Porém, por mais contraditório que pareça, os filhos não se sentem bem mandando e manipulando os pais: eles preferem muito mais o exercício de uma autoridade sólida por parte de quem os educa. Se os caprichos deles mandam, ficam inseguros e mais vulneráveis a modas e influências nocivas do ambiente, como o consumismo.

Então por que os pais muitas vezes não conseguem frear os desejos dos filhos?

Aí podem entrar vários motivos: um amor sentimentalista que não quer perder popularidade com os filhos, uma enganosa pedagogia hedonista que faz pensar que se não receberem tudo que quiserem ficarão “traumatizados” e também a própria insegurança e falta de liderança dos pais.

É fundamental que os pais procurem desenvolver uma liderança racional em prol de um melhor desenvolvimento psicológico, moral e existencial dos filhos.

Para isso, o primeiro passo seria os pais pensarem nos principais valores que dão sentido à sua vida e existência. Depois, com foco, lutarem para adquirir e viver estes valores, que dão coerência à própria vida e por consequência à vida dos filhos e família.