Um dos fenômenos que presenciamos atualmente nas salas de aula é que muitos estudantes não sabem escrever porque, tampouco, sabem se expressar.

É um dos sintomas de nossa sociedade anticultural, pois apesar de aprenderem ao longo dos anos letivos um vocabulário variado e sintaxe, não conseguem perceber nuances da realidade, captar e expressar sentimentos e desenvolver pensamentos mais profundos.

Como já comentado em outro post, vivemos em uma época de grande saturação de informações e de uma síndrome do pensamento acelerado. Nossos filhos não têm mais tempo para simplesmente contemplarem a realidade e refletirem sobre as coisas e fatos.

As informações e conhecimentos que recebem são muito extensos e variados, porém muitas vezes superficiais.

Para aprender a escrever os alunos precisam receber conteúdos significativos que possam interiorizar e dos quais consigam se apropriar.

Neste sentido uma das estratégias de aprendizagem da linguagem escrita é uma oficina de redação criativa.

É uma ferramenta que funciona quando as crianças estão motivadas com suas descobertas e aprendizados e querem dividi-los com os amigos e demais.

É importante que inicialmente os alunos se soltem e para tanto sejam respeitados alguns critérios:

– em um primeiro momento não cobrar ortografia e sintaxe;

– evitar fazer juízos de valor durante o processo criativo.

A ideia é que não tenham medo do papel e comecem a escrever como uma ferramenta natural da vida diária e do relacionamento social: uma letra de música, a receita de um bolo, uma mensagem de parabéns; depois também como atividade lúdica: um texto curto de adivinha ou piada, uma história inventada a partir de duas palavras estranhas, o “binómio fantástico”, que ajuda a libertar a criatividade e o imaginário; um jogo de “stop” com os amiguinhos e finalmente um conto, uma fábula e uma poesia.

Na Escola AeD, por exemplo, os alunos de 10 a 12 anos escreveram seu primeiro livro de fábulas todo ilustrado e que foi editado. Neste processo de criação e aprendizado que culminou em uma obra-prima, os alunos não só desenvolveram sua inteligência linguística, mas cresceram de forma integral, também em sua inteligência afetiva e emocional.

O mundo da escrita e literatura é um grande presente que podemos proporcionar a nossos filhos.

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