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Brigas são normais entre alunos de uma escola ou entre amigos.

Frequentemente ocorrem por motivos sem importância e não duram muito tempo. São disputas normais e muitas vezes causadas por uma certa falta de maturidade relacional entre as crianças.

Quando elas ocorrem, os pais não precisam se preocupar e deveriam tentar interferir o menos possível.

É positivo que os filhos aprendam a superar frustrações e também a resolver os conflitos por sua própria conta.

Mas existem outras brigas que são preocupantes, como quando o filho é sistematicamente agredido por uma criança ou grupo de crianças.

Nesse caso os pais precisam intervir, descobrir as causas do conflito:  se o próprio filho é inseguro, tímido e não sabe se defender, se há na sala de aula uma criança agressiva e conflitiva, ou se o filho está sofrendo “bulling”.

Nessas situações é importante os pais conversarem com a escola, os professores e atuar nas causas mais profundas.

Em termos gerais para ajudar nossos filhos a entrarem em menos brigas e desenvolverem uma capacidade social sadia podemos pensar em algumas ideias:

1) Ajudar nossos filhos a diminuírem pouco a pouco o contato com estímulos de agressividade como jogos eletrônicos violentos, filmes e programas de televisão que incitem à vingança e violência.

2) Mostrar condutas de comportamento pelas quais possam resolver os conflitos sem violência. Dizer:  “Não gostei do que você fez”, em vez de já agredir e rotular o amigo.

3) Ajudar a desdramatizar, não ficar remoendo o que passou ou a injustiça que sofreu.

4) Fomentar a convivência também com crianças mais pacíficas e menos agressivas.

5) Elogiar e reforçar as condutas positivas, nas quais nosso filho não agiu apenas por impulso.

6) Ajudar a que pense em quais situações perde o controle e fica nervoso, para que pouco a pouco consiga dominar seus sentimentos e pensar antes de atuar ou revidar.

7) Ajudar a que esteja seguro de si mesmo. Muitas vezes a causa da agressividade é um sentimento de insegurança e inferioridade.

8) Conversar com os filhos, escutar com empatia para perceber não só os fatos objetivos, mas o que estão sentindo.