No último post, comentamos a respeito da importância da formação do discernimento nos filhos.

A capacidade de discernimento é fundamental no processo de tomada de decisões. Este por sua vez será tanto mais perfeito quanto mais forem desenvolvidas as duas faculdades superiores da alma: inteligência e vontade.

No campo da neurociência e neurobiologia estudos revelaram que os neurotransmissores e neuropeptídios são células comunicadoras que transmitem mensagens do cérebro e de uma célula a outra através das sinapses e dendritos.

As informações são enviadas através de impulsos químicos e também a partir de pensamentos ou sentimentos.

Por exemplo, uma mãe que no intuito de salvar seus filhos dentro de uma casa em fogo, é impulsionada pela adrenalina a ficar mais veloz, com a visão mais aguçada e com o batimento cardíaco acelerado.

Ao mesmo tempo, certos neuro-receptores recebem endorfina que interrompe a comunicação nervosa da dor e do calor das chamas a seu cérebro. Portanto, neste caso, as informações entre as células que desencadearam as transformações físicas para ela salvar os filhos, foram originadas a partir de seu amor maternal.

O Dr. John Eccles, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina, graças às suas pesquisas em Percepção Extra Sensorial, demonstrou que o pensamento tem influência sobre as células cerebrais.

Descobriu também que as áreas do cérebro mediadoras de emoções são muito ricas em neurotransmissores e que este não se limita a enviar impulsos químicos entre neurônios, porém envia a todo o organismo.

E tudo o que acontece no universo mental influencia e ocasiona mudanças físicas.

Por isso, o Dr. Candace Pert, do National Institute of Mental Health, denominou a complexa realidade de nosso funcionamento cerebral de “bodymind”, ou seja, temos os neurotransmissores formados por átomos, porém também a mente formada por pensamentos que os “organizam e dirigem”.

Pensamentos e neurotransmissores ou neuropeptídios estão intimamente ligados,como demonstra Deepak Chopra, em seu livro Quantum Healing.

Como são ligados matéria e não matéria no nosso cérebro?

Como os pensamentos e emoções encontram uma contrapartida física?

Como nossa mente é capaz de armazenar ideias e conceitos organizados em categorias e prateleiras?

Como captamos a beleza e o belo em forma de uma imagem simples?

A resposta está em que a natureza humana é inteligente e a nossa inteligência é simples. Somos dotados de um cérebro que pode transformar seus pensamentos em milhares de substâncias químicas a cada milésimo de segundo.

Ademais, o que mantém ambas realidades unidas e confere unidade à própria pessoa é justamente nossa inteligência e vontade (capacidade de amar), inseparável de cada molécula ou átomo de nosso corpo.

Daí que somos corpo e alma de forma absolutamente inseparável.

Um bom exemplo desta realidade imaterial é de um pianista tocando uma sonata de Bach.

Temos as cordas vibrando, o movimento das mãos do pianista em ritmo harmônico, porém a realidade da música é invisível, está no campo metafísico capaz de despertar emoções belíssimas e que penetram na alma.

Na educação de nossos filhos, portanto, é fundamental partirmos de um conceito completo de ser humano – que leva em consideração as duas dimensões em conjunto: a física e a espiritual – e de como este ser humano aprende ou desaprende a tomar decisões de forma a ser cada vez mais feliz.