No último post, comentamos a respeito da motivação para o aprender. Hoje, vamos comentar a respeito de outro pilar importante para o sucesso acadêmico de nossos filhos: a educação do bom critério e do caráter.

Ao longo do tempo, este conceito de se preocupar com o desenvolvimento do caráter dos filhos foi se perdendo e, gradativamente, sendo substituído por uma preocupação em oferecer muitas atividades às crianças, mantê-las ocupadas e em satisfazer todos os seus desejos.

Instalou-se uma  cultura de evitar a todo custo a dor e as frustrações e de tentar maximizar as sensações agradáveis às crianças.

Ao mesmo tempo, os pais continuam dando bastante importância à formação acadêmica dos filhos como forma de lhes garantir um melhor futuro profissional.

Esta é uma expectativa válida, porém incompleta. Para realmente ajudar no futuro profissional dos filhos é preciso também pensar no seu futuro em termos de valores e de bom critério.

A formação do bom critério pressupõe uma educação nos hábitos bons e justamente, ao contrário da atual tendência, pressupõe os pais ajudarem os filhos a conseguirem suportar a dor, as frustrações e dificuldades. Poderíamos dizer que faz parte do “educar para o sucesso” não tentar privá-los dos fracassos e obstáculos, mas sim, mostrar como podem lidar melhor com eles.

Esta atual tendência de reducionismo na educação dos filhos é um dos principais problemas na vida das famílias de hoje, e acaba se tornando um obstáculo à própria excelência acadêmica e profissional desejada pelos pais.

Por isso, segundo James Stenson em seu livro: “Como ser um bom pai” temos de nos perguntar:

Nossos filhos estarão preparados para a vida?

Serão adultos equilibrados, com valores de autocontrole, domínio de si e fortaleza?

Saberão resistir às pressões enganosamente atraentes como o consumismo, a corrupção, os vícios, os jogos e outros?

Terão capacidade de julgamento para escolherem bem o cônjuge e serem felizes no casamento?

Por isso, junto com a exigência acadêmica, é fundamental os pais se preocuparem com o desenvolvimento de sua capacidade de julgamento, ou seja, de fazerem distinções entre o que está certo e errado, entre a verdade e a falsidade, o belo e o feio, o justo e injusto, o essencial e o acidental. Para isso, novamente, é fundamental os pais deixarem que os filhos, desde pequenos, tomem decisões por conta própria, conforme suas capacidades, e também assumam as consequências negativas e frustrações de eventuais escolhas erradas.

À medida que desenvolvem o bom critério, vai sendo reforçada como consequência sua excelência acadêmica e profissional em um círculo virtuoso de crescimento e amadurecimento humano.

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