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No último post falamos a respeito da educação da vontade, porque para praticar o bem não basta apenas conhecer a verdade.

A ignorância pode causar muitos desvios existenciais. A falta de vontade também. Quem não consegue viver como pensa, acaba pensando como vive.

Isso acontece porque a inteligência depende de uma boa disposição da vontade para que não seja deformada na tentativa de a pessoa justificar interesses pessoais. Nesses casos, o aprendizado ou desenvolvimento racional acaba sendo negativo.

Hoje vamos aprofundar no tema da inteligência das crianças.

Elas naturalmente, desde pequenas, têm uma atitude de sempre perguntar o “por quê” das coisas sem necessariamente precisar conhecer sua utilidade, bem como nós, adultos, tendemos a focar no conhecimento utilitário. As crianças, pelo contrário, simplesmente querem entender o mundo, ou seja, são pequenos filósofos, querem entender as causas profundas das realidades.

Inteligência é justamente conhecer as causas profundas de tudo, aprender a fazer ciência.

A ciência é o conhecimento certo pelas causas.

Nesse processo de desenvolvimento, as crianças aprendem a fazer abstrações em três níveis:

1º abstração da matéria- através das imagens organizadas em categorias, como ocorre com os bits de inteligência (cartazes com tamanho específico), formam o conceito das coisas, ou seja, percebem o que elas têm em comum.

2ª abstração matemática- através de imagens de figuras geométricas, de bits (cartazes) com quantidades, por exemplo, percebem quantidades e formam o “logus” necessário para a abstração geométrica e matemática.

3ª abstração metafísica- através da formação de juízos chegam à verdade, unidade, beleza e bondade dos seres e das realidades. Eles podem ser conhecidos, têm coerência, podem causar prazer e podem ser amados.

Nesse sentido, dizemos que as crianças são verdadeiras “esponjas” e máquinas de induzir e deduzir, de emitir juízos a respeito dos conhecimentos adquiridos através dos seus sentidos: estímulos visuais, de audições, sensações e que vão formando imagens em sua memória.

Quanto mais imagens as crianças receberem, mais podem fazer abstrações e relações. Ao mesmo tempo, tais imagens devem ser de qualidade, porque o cérebro não consegue mais deletá-las.

No próximo post, vamos falar a respeito destas imagens e de sua importância na formação de uma memória emocional positiva.

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