Educar para a felicidade significa também educar para a liberdade.

Liberdade essa que não deve ser confundida com libertinagem ou simples opção de escolha.

Estamos falando da liberdade como sendo a capacidade maravilhosa dos filhos de se conduzirem por si mesmos à própria perfeição e plenitude.

À medida que ajudamos nossos filhos a desenvolverem suas faculdades superiores da inteligência e vontade, mais livres vão se tornando.

Quanto mais livres, mais felizes vão ficando, porque a liberdade conquistada faz com que cresçam como pessoas, ou seja, consigam tomar decisões cada vez mais acertadas, que maximizam o bem, e o melhor de tudo, de forma cada vez mais espontânea e fácil. Vai ficando natural e automático serem ordeiros, agradecidos, generosos, estudiosos, sinceros e demonstrarem tantas outras qualidades morais.

Os filhos entram em um círculo virtuoso no qual fica cada vez mais fácil desejar e fazer o bem, o que por sua vez, conduz à afeição.

Os sentimentos de afeição impulsionam a inteligência e vontade, e o bem vai crescendo em proporção geométrica.

É por isso que os pais devem acompanhar e ajudar os filhos o quanto antes, desde o nascimento, em suas pequenas decisões que tomam todos os dias e, principalmente, conhecerem seus motivos.

Estas decisões, apesar de aparentemente insignificantes e não quantificáveis, têm um valor infinito e, como já mencionado em outro post, segundo Peter Kreeft, são ratificadas na eternidade.

Com cada ato livre de amor, existe uma pequena mudança positiva no interior espiritual de cada filho, que facilita que a próxima interação também seja positiva.

Cada decisão moral que fazem, vai modificando para melhor ou pior o que é central neles, justamente sua liberdade de decidir bem.

Com cada decisão acertada sua liberdade cresce e vice-versa infelizmente também. Pequenas decisões erradas, que não são retificadas pelos pais atentos, vão desenvolvendo vícios que prejudicam cada vez mais a racionalidade e capacidade de tomar decisões eticamente corretas. Essas pequenas alterações em si mesmos, a não ser que haja um arrependimento, farão com que nas próximas decisões, os impulsos contrários ao bem sejam mais difíceis de controlar. Os filhos podem acabar desenvolvendo de maneira gradativa e, inclusive, inicialmente imperceptível aos olhos dos pais, um estado de inveja, rebelião, amor próprio, impotência e solidão interior.

Nesse contexto, nós, pais, devemos fazer a diferença: através de nosso próprio exemplo e modelo de amor, educar os filhos para que seu núcleo central do “eu” vá se transformando em sentido positivo de uma crescente sabedoria, harmonia e amizade com os outros e com Deus.

A escolha de vivermos no céu começa aqui na terra e a felicidade está em nossas mãos.