No post anterior, falamos da grande importância de estimular em nossos filhos o prazer de ler.

Esse processo de aprendizado deveria ser integral, porque os estímulos físicos, intelectuais, afetivos, motivacionais e da vontade são interdependentes no desenvolvimento e aprendizado.

Um ambiente afetivo negativo prejudica o desenvolvimento de sinapses e o neurológico, assim como uma saturação precoce pode bloquear emocionalmente e ocasionar “engarrafamentos” e danos cerebrais.

O desenvolvimento cerebral é um processo heterocrônico: distintas regiões amadurecem em distintos tempos de trás para frente, ou seja, do lobo occipital para o frontal, o que deve ser levado em conta ao se ensinar (períodos sensitivos).

Quando um estímulo chega ao cérebro se desencadeia um processo que, para ser significativo, deve se encaixar em outro conhecimento anterior.

Aprender é adaptar-se a novas situações e educar o gosto é o mais importante para a vida acadêmica da criança, porque não existe conhecimento e aprendizado obrigatórios.

As crianças devem querer aprender a ler, porque suas redes neurais só desenvolvem conexões diversas segundo a sua própria decisão pessoal.

Elas precisam de “ganchos emocionais” para se relacionarem.

Somos uma unidade de corpo e alma e, nesse sentido, é fundamental levar em conta esses dois aspectos da natureza humana na educação dos filhos.

Para tanto, os pais devem proporcionar uma combinação de estímulos neurológicos variados com um ambiente carregado de afeto e amizade e emocionalmente estável. A educação da inteligência anda de mãos dadas com a educação da afetividade e da vontade.

Digo tudo isso para ressaltar  a necessidade de os pais ajudarem seus filhos a desenvolverem um sentimento positivo em relação à leitura.

Crianças que gostem de ler por lazer, tornam-se pessoas mais seguras e, consequentemente, com uma maior capacidade de compreensão e ação no mundo.

8 Dicas para os pais :

1)  pegar o filho no colo;

2) ler com entusiasmo e no ritmo normal;

3)  fazer comentários;

4) dramatizar os diálogos;

5) fazer perguntas interessantes, mas sem testar o filho;

6) encorajar o filho a ler, mas nunca forçá-lo a ler;

7)  respeitar suas preferências;

8) Fazer da leitura um momento de alegria;