Em nossa atual era digital em que os filhos têm acesso desde pequenos às mídias sociais e à comunicação digital, faz-se ainda mais importante haver um diálogo pessoal entre pais e filhos.

Para se ter diálogo convém seguir os seguintes passos:

Observar, perguntar, escutar e compreender; e só apenas depois, falar.

Existem inúmeros cursos de oratória. Porém, infelizmente, nenhum de “escutatória”; saber ouvir de forma empática é maravilhoso.

Principalmente hoje, em que vivemos em um mundo no qual as pessoas não têm mais tempo, foram roubadas de seu tempo.

Neste sentido vale muito a pena a leitura do livro: Momo e o Senhor do Tempo de Michael Ende.

Escutar não é nada fácil, porque exige um esforço de prestar atenção no que os outros falam, tentar entender seu ponto de vista, os sentimentos e afetos e não querer logo dar a própria opinião.

Pressupõe também evitar a rigidez e um conceito errado de autoridade no qual os pais pensam que precisam sempre impor a todo custo suas opiniões e modos de ver as coisas.

Pelo contrário, no lar deve brilhar o respeito mútuo e o equilíbrio. Com gritos e ordens destemperadas não se consegue criar um diálogo e um clima positivo de confiança com os filhos.

Portanto, saber escutar é um remédio que evita que se crie um ambiente excessivamente rígido de pais autoritários que apenas ficam recriminando seus filhos na frente de todos.

Também muitas vezes, não sabemos escutar porque não temos paciência de esperar até o fim e tendemos a querer dar soluções prontas e sermões. Em uma sociedade de pensamento acelerado temos pressa em passar nossa mensagem e pronto.

Saber escutar também requer um olhar afetuoso e convivência familiar. Quanto mais os pais escutarem seus filhos, mais vão gerando laços de confiança.

E quando, por sua vez, existem esses laços de confiança, os pais podem e devem corrigir seus filhos. Saberão falar sem ferir porque antes escutaram e compreenderam as raízes e causas mais profundas das questões.

Escutar também significa se interessar pelas coisas deles e mostrar prontidão para o que lhes preocupa.

O diálogo requer afetividade para perceber os sentimentos dos outros e se identificar. Não se trata apenas de saber o que os filhos comem, quais são suas notas na escola e atividades extracurriculares. É preciso saber descobrir o seu mundo interior pondo nossos cinco sentidos.

Faz parte convidar para tomar um sorvete, praticar um exercício e deixar que surja uma conversa natural a respeito dos mais variados temas.

Dar tempo aos filhos é o investimento mais rentável e compensador que existe e é o que os filhos mais valorizam nos pais e pelo qual serão agradecidos.

A missão de pai e de mãe é insubstituível e não pode ser delegada. Os filhos são confiados a nós pais para que sejam educados para a felicidade.

Ter essa missão em mente, nos ajuda a não sermos amarrados de tal forma por outras ocupações, que apesar de boas, impeçam a que dediquemos o tempo necessário aos filhos e à arte de escutar.

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