Tem dias em que a gente não passa de um nome,

um nome escrito em um copo de café do Starbucks.

Tem dias em que o copo de café do Starbucks é a única coisa que leva o seu nome,

como se fosse um filho enjeitado

ou uma apólice de seguros assinada sem muita convicção.

– Repara na grafia…

Tem dias que a cidade passa e você nem buzina.

Mais um cidadão comum com seu copo de café do Starbucks

com ar perdido

atrás da senha do Wi-Fi

e de alguma paz de espírito.