Desde de muito pequena, Ella reconhece o significado desta palavra. Mas não reconhece de imediato, as situações-destino. E por mais que Ella fuja, quando se distrai, acontece novamente. Já que se apaixona por sorrisos e olhos brilhantes (mesmo quando cansados).

E foi em setembro, que distraidamente Ella percebeu, que caíra novamente num destes ‘joguetes do destino’. Estava animada, solta, ria com uma turma de amigos, enquanto conversavam e tiravam fotos do momento divertido.
Elle com seus olhos tímidos passou pelo grupo de amigos, olhou ao redor, trocou umas palavras com duas garotas, disse duas frases a Ella e foi embora. Foi o suficiente. Ella reparou em seu sorriso, seu cabelo levemente bagunçado e lindo. Caiu.

Meses depois, não o conseguia tirar do pensamento. O sorriso e o cabelo. Decidiu voltar ao lugar do primeiro encontro. E o viu novamente, desta vez, trocou 3 frases. E o viu mais uma vez na mesma semana.
Elle sempre gentil, doce, atencioso e monossilábico. Nada demais. Mas aos olhos e coração dElla, era o inicio de algo (que algo?).

Ella sabe distinguir o real do irreal. Mas queria tanto que fosse verdade; lhe escrevia e-mails, lhe demonstrava afeto, respeito e admiração e é claro que esperava algo em troca (mesmo que dissesse que não).

Era de enlouquecer. Porque no fundo Ella sabia, que a falta de comunicação dElle, era também falta de interesse. E que além do que tinha dito e feito, não poderia ir mais além, sem um ato dElle.
Pois Elle sabia demais e Ella não sabia nada.

Então, um dia, começou a se desfazer de suas lembranças que remetessem a Elle, todas!
Uma a uma, devagar e com confiança. Percebeu que as coisas que havia arrancado de si, não lhe faziam mais falta alguma, sabia que havia chegado ao fim, toda a história platônica.

Decidiu vê-lo pela última vez, tinha que ter a certeza de que havia acabado todo aquele carinho, cuidado.
Minutos antes de estar frente-a-frente com Elle, Ella estava calma, sorria com leveza e brincava, com tudo que estava ao seu redor.
Estava tranquila, quando o viu a sua frente, reparou em seu sorriso inebriante e caminhou até Elle devagar. Olhou em seus olhos, o beijou na face e o abraçou com ternura. Tudo normal, estava segura.
Elle pediu uma folha e Ella ao lhe entregar, viu que sua mão estendida, levemente, tremia.

Novas crônicas toda quarta-feira.

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